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sábado, março 30, 2002
Da fascinação que qualquer tipo de rebeldia causa em mim
Prefiro os rebeldes. Podem ser sem causa, ou com causas grandiosas, mas todos devemos ser rebeldes. Temos que pegar em armas, mandar o glamour pro espaço, quebrar as unhas bem feitas, borrar a maquiagem. Temos que nos vestir de preto e jogar pedras em bancos norte-americanos; invadir restaurantes e o Congresso. Negar-nos a combinar as meias. Ignorar propostas de emprego que durem mais de dez anos. Devemos ser inconstantes e severos – abrindo exceção apenas quando algum comportamento virar regra.
Lembro bem, nos meus grandiosos e efervescentes 16 anos de angústias adolescente, o fascínio que me geravam as passeatas contra a ditadura militar. Devorava livros de história nacional sobre aquela época. Mas não me perguntem nomes de presidentes. Eu gostava mesmo da contracultura, da passeata dos cem mil em São Paulo, das letras dos Mutantes. Achei que era uma hippie nascida no ano errado. Depois descobri que não, que a ideologia de Woodstock não podia se encaixar na minha pequena cabeça consumista. Eram as pessoas na rua que me empolgavam... As multidões correndo atrás dos Beatles, as meninas perdendo a virgindade nos shows dos Rolling Stones.
Tentei participar de passeatas políticas na minha fase de estudante universitária, que não duraram mais que duas tentativas. Lutar contra o que agora? Não tenho os inimigos generais, não tenho grandes ídolos cubanos. As manifestações nos pilotis protagonizadas pela minoria barulhenta da minha faculdade não me seduziam. Achava aquilo extremamente constrangedor e ineficaz.
Foi quando aprendi que a minha revolução é muito particular. Que apenas eu sei onde se passa a Glória e a Guerra, que só eu pego em armas contra raízes que cresceram dentro de mim contra a minha vontade, impostas por conceitos há muito ultrapassados. Minha revolução não se exibe nem tenta mobilizar massas, mas existe, impedindo-me de ficar estagnada à espera do novo. Minha guerrilha secreta me fez jogar para o alto planos de futuro bem feito para tentar aventuras em selvas de concreto, ao lado do grande amor da minha vida dos últimos seis meses. Os rebeldes de mim apontaram fuzis para todas as convicções familiares de que eu caminhava para o fracasso. E a revolução foi vitoriosa.
Hoje meu exército se permite um certo descanso. Por sinal, descanso demais, já que se passaram alguns meses desde meu último combate interno. Existem alguns territórios ainda inexplorados que precisam ser anexados às terras cultivadas do meu incalculável latifúndio improdutivo. Já sinto levantar-se, dentro de mim, um homenzinho baixo, bigodudo, intitulando-se comandante. Vai querer formar um esquadrão para agitar as coisas lá por dentro; vai ensinar seus pequenos discípulos a atirar. Eu, aqui fora, estarei impassível à espera de uma nova bomba. É à base delas que a minha revolução sobrevive.
*brunapaixao@hotmail.com*
Unknown 12:06 PM
quarta-feira, março 20, 2002
Walk this Way
Eu nunca conseguiria ser modelo. Não que eu tenha altura/corpo/beleza/vontade pra isso. Mas saber que umas cem pessoas estão com os olhos fixos em mim... Não, com certeza eu iria tropeçar. Ou então fazer uma cara tão ridícula na hora da foto que ia ser despedida depois. Eu seria, definitivamente, um fracasso.
Pior que às vezes me bate uma paranóia de que as pessoas estão olhando pra mim. Eu tenho a nítida impressão de que elas me observam das janelas dos ônibus, exatamente como eu faço. É que monitoro todo mundo que anda a pé por Ipanema-Leblon-Gávea-São Conrado-Barra-Estr. dos Bandeirantes. Tudo bem, eu também esqueço quem observo em menos de dois segundos... Mas isso não diminui minha neura.
Geralmente, eu ando bem rápido, sabe, de um jeito por mim denominado como New York Style. É como se eu sempre estivesse atrasada pra alguma coisa. Imagino que assim as pessoas terão menos tempo pra me olhar, e terei outra coisa com que me preocupar, já que a qualquer momento posso levar um tombo.
Só que nem sempre eu tenho o pique de andar rápido, porque já estou cansada do trabalho e tal. Daí eu desenvolvo um interesse exagerado em tudo o que está nas vitrines, não desgrudo o olhar das lojas. E quando alguma delas está fechada, eu passo rapidamente para a próxima. Fico examinando as mercadorias expostas, e quando percebo, já cheguei. Sem contar que, numa dessas, posso descobrir uma superpromoção imperdível. Só há vantagens.
Outra opção é começar a pensar nas coisas que eu tenho pra fazer no trabalho. Em pouco tempo esqueço aonde estou, quem sou e para onde vou. Uma ruga enorme se forma entre as minhas sombrancelhas, e eu fico martelando os problemas até chegar no escritório de novo. Essa opção não é aconselhável para pessoas griladas, tipo eu.
Mas a melhor maneira de se caminhar pelo Rio, sem discussão, é com fones nos ouvidos. Você coloca o walkman pra funcionar e começa a ver tudo em videoclip. Imediantamente, monta cenas e descobre ângulos enquanto caminha. E você se fecha no seu mundo, tornando-se um autista que não ouve o ciclista xingando porque você está caminhando bem no meio da ciclovia. Também é uma beleza pras meninas que são obrigadas a passar na frente de obras. Com o volume no dez é impossível ouvir qualquer comentário do tipo: “Nossa, depois dizem que boneca não anda.” E daí a gente não precisa ficar preocupada em fazer uma cara digna e passar sem dar trela pra ninguém. É só se concentrar na letra da música, e sair cantando. Simpático, né?
*brunapaixao@hotmail.com*
Unknown 7:18 AM
Uma frase boa, só pra inspirar:
"Se ri quando os outros riem e chora quando os outros choram, precisa estar preparado pra morrer como eles morrem e viver como eles vivem."
Do Henry Miller para o meu blog, graças a um amigo stardust que fez o favor de me apresentar ao "Trópico de Câncer".
Unknown 7:18 AM
terça-feira, março 19, 2002
Robert Smith, não chore:
A vida é bela
A luz prateada do luar na água do mar é bela; a micro borboleta amarela que eu penso que é flor é bela; a folha caindo da árvore e raspando no meu cabelo é bela; as pessoas no calçadão da praia de Ipanema são belas; e ficam mais lindas quando estou ouvindo Ella Fitzgerald no walkman; o piano de Nina Simone é belo; a Segunda-feira de sol depois de um ótimo fim de semana é bela; as rugas que se formam no rosto da minha avó quando ela sorri são belas; as roupas que a minha amiga me emprestou só porque eu estava down são belas – e minha amiga é lindíssima- um gato branco dormindo no meio de folhas bem verdes é belo; o piercing no peito da Lu e a tatuagem da Chantie são belos (mas eu não tenho coragem para nenhum dos dois); ver olhos brilhando de entusiasmo é belo; cantar a plenos pulmões na chuva só porque as ruas estão desertas é ótimo!; agendas enfeitadas de adolescentes são belas; desligar a TV e ligar o som é necessário; azul, roxo e vinho são belos; o rosa é fofo; receber flores do pai quando se faz 21 anos é belo; brigar com ele dois minutos depois faz parte e é passado; descobrir aos doze anos que o menino por quem se faz tudo na vida também é apaixonado por você é belo; Clarice Lispector descrevendo um banho de mar é belo; ouvir “Far away, so close” no caminho pro trabalho é belo; e saber que vários amigos vão ler esse texto até o final, mesmo descordando de um monte de coisas é muito bom e reconfortante. Obrigada.
*brunapaixao@hotmail.com*
Unknown 2:11 PM
sexta-feira, março 15, 2002
Horóscopo Universal Hormonal Mensal
(para as mulheres)
Modo de usar:
Conte a 1ª semana a partir do último dia de menstruação
1ª semana: você está se sentindo o máximo. Todos estão admirando você, nesta fase. Aliás, isso não faz a mínima diferença, porque você realmente não precisa de ninguém esta semana. E nem precisará, na sua vida. No trabalho, seu chefe ficará impressionado com a sua competência. No amor, novas e infinitas possibilidades surgirão.
2ª semana: você está com o poder de sedução à toda. Ninguém irá resistir a seu charme magnético, que irá encantar à todos, principalmente àquela pessoa em especial. Se alguém está na sua lista, é apenas questão de tempo. Essa semana você é a Vênus na Terra.
3ª semana: você está péssima. Engordou. Inchou. Pirou. Tem olheiras e espinhas. É melhor não sair de casa. Aliás, as pessoas à sua volta são muito chatas; ninguém merece um segundo da sua atenção. E você está se sentindo tão sozinha...sem ninguém pra conversar... A vida é mesmo muito solitária.
4ª semana: calmaria... Tudo está tranqüilo. Você está numa fase caseira. Sem sair, sem badalação. Um bom livro e uma boa música são suficientes para o seu prazer. No trabalho: faça o seu bem feito, que o resto vem em conseqüência. No amor: dias melhores virão e você tem certeza disso. Basta esperar a hora certa.
*brunapaixao@hotmail.com*
Unknown 2:45 PM
Neuras e frescuras
Odeio ver gente cuspindo na rua. Me dá muito nojo; tenho vontade de vomitar de verdade. Aliás, tenho vontade de vomitar até quando eu estou escarrando... Taí uma coisa que eu nunca aprendi na vida e que, infelizmente, às vezes é muito necessário. Mas ruim mesmo é quando quem cospe no chão é o cara que está saindo com a gente. Pra mim, não há nada mais broxante – no sentido de acabar com a libido, é claro.
Também não suporto arrumar a casa sem ouvir música. Fico imaginando como seria a vida daquelas arrumadeiras de novela, que têm que passar o dia fazendo a cama dos ricos, sem ao menos poder assobiar uma musiquinha. Muito triste.
Também acho extremamente entediante fazer um tratamento, de qualquer tipo. Aquela história de toda semana ter que comparecer a um consultório, ou coisa que o valha, é um chatíssimo, e não tem o mínimo glamour. Outro dia, descobri que eu tenho alergia a sol. Sabe o que significa isso para uma pessoa que mora num país tropical? Uma vida inteira de tratamentos! Ou, talvez, terneas manchinhas vermelhas na pele. Murphy é Deus...
Pior pra mim, que adoro chocolate. Sem chocolate, acho que ia entrar em pane. Um dia ouvi de uns médicos que a mulher, por volta das 6h00 da tarde, tem vontade de comer doce. Enquanto o homem, nesse mesmo horário, tem necessidade de comer frituras. Tudo por uma questão de hormônios. Absorvi aquilo como a única verdade suprema do mundo. Só nos hormônios podemos confiar totalmente.
Uma coisa bastante desagradável é quando uma pessoa fica falando alto, pra todo mundo no recinto ouvir. Quando você está conversando com essa pessoa, fica constrangido. Quando não está conversando, fica irritado. Em todo caso, é melhor ficar sozinho. Como diz minha avó (até hoje), antes só...
Por sinal, tenho medo de ficar sozinha. Medo mesmo! De espírito. Já tinha um pouquinho antes, mas a coisa piorou depois que eu vi “O sexto sentido”. Eu fico apavorada de pensar que existem espíritos no meu quarto e no banheiro. Ainda mais aquelas almas atormentadas, que não conseguem ir para o céu – não aqueles angelicais e desenvolvidos fantasminhas, todos de branco...
Talvez eu precise dobrar as consultas com a minha analista.
*brunapaixao@hotmail.com*
Unknown 2:32 PM
terça-feira, março 12, 2002
Cinco Motivos para Você se Vingar *
*Esse texto não é recomendado para pessoas naturalmente más, tipo vilãs de novela.
1) Esse é o motivo mais importante de todos. A vingança é doce, e comer doce é muito bom! E você não precisa se preocupar com quantas abdominais você vai ter que fazer para compensar – até porquê você não vai fazer mesmo...
2) Você e suas amigas terão papo para o resto do ano. E mesmo quando ninguém mais agüentar falar nisso, aproveite para lembrar o assunto quando a conversa estiver desanimando, lá para as 4 da manhã.
3) A cara que o alvo da sua vingança faz no ato em que ela se concretiza é impagável. Aliás, isso me faz lembrar um comercial de cartão de crédito, que dizia que para algumas coisas não há preço...
4) Se você não se vingar, vai ter que dar uma de altiva & superior e simplesmente ser indiferente para com o seu motivo de vingança. Isso é até interessante, mas requer um baita auto-controle. Dar aquele risinho sarcástico quando esbarra na pessoa indesejada é muito mais fácil. He he.
5) A melhor vingança é aquela que não requer esforços e planos. A que acontece naturalmente, de mansinho. Por isso, é importante lembrar a máxima dos vingadores: “o mundo dá voltas – e nunca pára no mesmo ponto.”
*brunapaixao@hotmail.com*
Unknown 5:50 AM
O triste grupo dos chatos-bonzinhos
Eu confesso: tenho um amigo chato-bonzinho. Um não, vai. Pelos menos uns cinco. Não são amigos daquele tipo que eu ligo quase todo dia pra conversar, mas sim aqueles que eu encontro sem querer no Baixo Gávea, e que acabam se sentando na minha mesa. Essas pessoas rendem boas conversas de bar, mas apenas por trinta minutos. Mais que isso não dá: a presença do chato começa a ser um problema, porque minha paciência vai se esgotando gradualmente, e ao final da primeira hora eu já estou sendo grossa com o sujeito.
Então, a culpa pesa. “Mas você tinha que ter feito isso com ele?”, berra a minha consciência. O clima na mesa fica insustentável, e daí eu passo a tratar o chato-bonzinho com carinho – diria até que com afeto. Tudo pra curar a culpa que se apodera de mim por ter destratado alguém tão legal.
E ninguém sabe por quê o chato-bonzinho é um mala. É um mistério da humanidade. Diferente da falsa-simpática, da ex-namorada-fantasma e do homem convencido, não pega bem tratar mal um chato-bonzinho. É politicamente incorreto. E, pior, nós acabamos nos crucificando por termos tido tão pouco paciência.
A situação se agrava quando todo mundo que você conhece adora o chato-bonzinho. Você pensa: “Estarei louco?”, e depois você se lembra que não gosta de ler Gabriel Garcia Marques – e você se convence, definitivamente, de que é uma maluca. Afinal, o cara ganhou o Nobel da Literatira...
A sensação de solidão é sufocante. Você começa a entender como se sentem aqueles doentes do Pinel, sem ao menos alguém com quem se identificar. Porque, como dizem, cada louco com a sua mania... E deve ser meio difícil de rolar umas afinidades na loucura.
Mas, quando você menos espera, vem o alívio. Do nada, a pessoa sentada ao seu lado na mesa cochicha as palavras mágicas: “Putz, fulano é muito mala!” E então você passa a ser de novo um ser humano participativo na sociedade. E, grata, abraça o amigo que fez o comentário venenoso.
*brunapaixao@hotmail.com*
Unknown 5:49 AM
domingo, março 03, 2002
A lei das combinadinhas
Uma coisa que eu nunca consegui ser é uma pessoa combinadinha. Sabe aquela que combina o cinto com o sapato e com a bolsa? Nossa, sinceramente acho que nem tenho coisas que se combinam, e na verdade estou mais pra porta de tinturaria. Sempre saio com a mesma bolsa, uma sandália rosa e uma blusa, sei lá, amarela. Esse festival de cores deve ser pra compensar todos os anos que me vesti de preto.
Aliás, a melhor definição sobre a minha maneira de se vestir surgiu quando fui comprar uma bolsa com uma amiga, há uns dois anos atrás. Ela insistia para eu levar uma toda preta, chiquérrima, e eu já estava me deixando seduzir pelos argumentos da menina. Foi quando bati o olho numa bolsa roxa com alça verde-musgo, e me encantei na hora com o acessório. A minha amiga prostetou: “Ai, mas isso aí nada mais é que um verde e rosa arrumado”. E aí eu fui iluminada com a verdade sobre mim mesma e respondi: “Mas é isso que eu sou, menina, uma cafona arrumadinha.”
Mas, voltando às combinadinhas, eu cheguei à conclusão de que essas pessoas vivem em universos paralelos de organização. Sim, porque elas têm que ter em mente todos os tons exatos dos sapatos, bolsas e cintos na hora de comprar qualquer peça nova. Uma frase que eu já ouvi da minha irmã: “Não posso comprar essa sandália caramelo porque o meu cinto caramelo está velho.” Eu imagino que nunca diria que tal coisa é caramelo. No máximo, pra mim, uma coisa é marrom claro. Assim como beterraba não é uma cor, mas um troço de comer que eu odeio. E a cor que mais se aproxima desse troço, pra mim, é roxo.
Existem também as pessoas matematicamente descombinadas. Essas são mais “mudernas”, e criam a sua maneira de se vestir diretamente da revista The Face. Confesso que já tentei entrar para esse clã. Só que ou eu comprava a The Face, ou comprava um biquíni na Santa Clara 33, o paraíso das pessoas que gostam de adquirir roupas novas toda hora, mas não têm dinheiro. E quando eu tentava me vestir descombinada, eu me sentia tipo aquelas velhinhas de Copacabana, sabe, que colocam um maiô de listra e uma saia estampada de flores. Tudo meio Felini.
Na verdade, eu acho que as pessoas combinadinhas são as pessoas descombinadas do Mundo Bizarro, e vice e versa. Porque a lógica delas é basicamente a mesma, apesar de oposta. Isso é meio complexo de se explicar, eu admito, mas é mais ou menos como as malhadoras da academia que tomam bomba pra ficar saradas e as anoréxicas da Bunker, que não comem nada pra ficar com aquele look Heroin Chic. Que aliás, cá pra nós, já está datado, queridas.
*brunapaixao@hotmail.com*
Unknown 7:07 AM
sexta-feira, março 01, 2002
Confissões
1) Eu já quis ser freira e paquita.
Não uma freira paquita, ou uma paquita freira – até porque isso é meio incompatível. O problema todo é que fui estudar em um colégio de freiras chamado Santa Marcelina, que fica no Alto da Boa Vista, quando tinha apenas 8 aninhos. Eu nem batizada era, nem sabia fazer o sinal da cruz...Meu pai e minha mãe eram ateus convictos, e diziam pra mim coisas cruéis como: depois da morte não existe mais nada. Que medo...
Mas quando entrei nesse colégio aprendi a rezar, descobri que todo mundo tinha alguém pra chamar de dinda e desenvolvi aquela curiosidade que quase toda criança tem de saber qual o gosto da hóstia.
Obviamente a vontade de ser freira passou quando eu comecei a gostar de um menino da quarta série.
Já a vontade de ser paquita, essa é muito mais comum. Na geração (opa! Usei essa palavra; que deprê...) de crianças dos anos 80, menina que não queria ser paquita nem gostava do Menudo era meio esquisita e sempre sacaneada na escola. Claro que a vontade passou rápido, assim como o sonho de ser modelo ou atriz. E eu sobrevivi.
2) Gosto de ficar esfregando o olho até sair um cílio.
E, quando sai, eu faço aquela brincadeira do pedido, envolvendo o próprio polegar e o de outra pessoa. Só que eu faço sozinha, usando meus dois polegares (o da esquerda significa SIM, ESSE PEDIDO VAI SE REALIZAR, e o da direita significa ESQUEÇA). Quando eu perco, faço de novo, até ganhar. E guardo o cílio do meu pedido conquistado na parte interna da gola da blusa.
3) Jogo SAPINO quando estou entediada.
Uso o nome de algum menino que eu acho interessante. Se o resultado for ruim, como O de ódio e I de indiferença, fico pensando que sou uma idiota. Se o resultado é bom, fico pensando que sou uma idiota mas me sinto levemente feliz.
4) Torço para a Jade ficar com o Said.
5) Torço para a Estela ganhar o Big Brother só porque ela é alternativa.
6) Gosto de assistir novelas.
E reparar nos figurinos. Faço comentários com a minha avó sobre a maldade de certos personagens e o destino dos bons. Pra mim, assistir novela sozinha é muito solitário, porque não tem ninguém do lado que possa comentar as cenas comigo.
*brunapaixao@hotmail.com*
Unknown 3:05 PM
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Atenç?o: isto n?o é um di?rio////
Pesando: 55 Kg.//
Gastando: com nada. Os amigos pagam pra mim :)///
Pensando: Sobre a muito bem vinda leveza do ser.///
Lendo: CRIME E CASTIGO, Dostoievski e TR?PICO DE C?NCER, de Henry Miller
AVISO!!!!!!!!
Agora estou em www.mulherzinhagirlie.blogspot.com
Até que alguma boa alma do Blogger conserte as minhas atualizaç?es.
APARE?AM POR L?!!!
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