| |
sexta-feira, janeiro 31, 2003
Todas as pessoas do mundo se conhecem
Eu comprovei a verdade da teoria que diz que, para conhecer o mundo inteiro, basta ser apresentado a cinco pessoas. Pelo menos no Rio de Janeiro isso é verdade. Como diz um amigo meu, o Rio é apenas Barbacena travestida de ex-capital. Os círculos continuam mínimos, aida mais quando se trata de classe média com terceiro grau completo.
Era segunda feira e eu tinha que comparecer à despedida de uma amiga que estava voltando para a Austrália. Como ia chegar mais cedo e tinha certeza absoluta de que eu ia mofar (agora é mais dramático ficar esperando os outros porque não rola mais o "cigarrinho pra passar o tempo". Aliás, hoje eu faço uma semana sem aspirar voluntariamente nenhuma fumacinha pra dentro do meu precioso pulmão.). Chamei um casal de amigos pra me encontrarem, mas sabia que eles não tinham nenhuma relação com a festa que estava pra acontecer.
Eu sou muito juvenil em certas coisas. Porque, obviamente, todos se conheciam. Haviam estudado no Cel da Barra juntos, em mil novecentos e noventa e... Enfim, rolaram papos de tempos de colégio. Alguns nomes mencionados de pessoas que não estavam presentes eu consegui reconhecer, mas no final das contas, analisando bem a situação, quem sobrou ali fui eu. Por isso que bate aquela paranóia de que eu já conheço todo mundo que existe no Rio. Se não conheço, depois de uns cinco minutos de papo descubro que estudei a terceira série primária com o primo de segundo grau do meu novo amigo.
O Rio de Janeiro é tipo Varginha. Pena que não tem ET circulando pra fazer as coisas mais animadas.
Unknown 1:26 PM
Criei blog novo, só de fotos. Agora acho que etsou batendo algum recorde: tenho 4 blogs - um desativado, um quase morrendo, esse que ainda é o do meu coração e o novo, só de fotos. Chama-se Queimando o filme. Passa lá.
Unknown 12:28 PM
quarta-feira, janeiro 29, 2003
Foi tããão 2002
Beber whisky com red bull na Loud.
Unknown 1:26 PM
segunda-feira, janeiro 27, 2003
Fim de semana submerso
Todos os cariocas que ainda residem no Rio têm uma história bizarra pra contar sobre sua noite na sexta passada. Well, eu também tenho a minha. Descobri que é tudo verdade, que a Rede Globo não usa defeitos especiais quando mostra os carrinhos boiando em dia de enchente da Praça da Bandeira. Podem acreditar: eles bóiam mesmo.
Fui pra Náutillus com o meu namorado. Ele foi atéééé a minha casa, que fica muito loooonge da boate, e nós seguimos pro Catete. No caminho, a chuva ficava cada vez mais forte. "Vai melhorar", eu pensava, repetindo a frase como um mantra. Mas não melhorava não. Ao contrário: à medida que a gente ia chegando perto do nosso destino, a chuva ficava pior. Eu tava com um medo danado, mas o meu namoradinho, descansado como ninguém, nem reparava na aguaceira que estava se formando.
Chegamos à Nautillus. Ia ter show da banda de um amigo meu chamada Glamourama. Mas os caras da banda ainda não tinham chegado. Era o meu primeiro dia como ex-fumante - sim, eu parei de novo - e os nervos estavam especialmente à flor da pele. Acabou a luz. Voltou a luz. Acabou a luz de novo. E aí, já meio em clima de o-mundo-vai-acabar-mesmo-então-foda-se, filei um cigarro da pessoa mais próxima, me rendendo à nicotina calmante.
Fomos até a varanda e: surpresa! Rua do Catete era agora Rio do Catete. Os carros começaram a sair do lugar, e a bater contra muros, postes e uns nos outros. Eu ligava pro meu pai, pra minha irmã, pra todo mundo, me certificando que só eu estava em uma furada. O boyfriend enchia a cara de gim-tônica (eu ensinei pra ele) e eu gritava: "meu deus, e o seu carro? Como está o seu carro? O que vamos fazer?"etc etc. Ele respondia: "Calma, Brunita" e tentava me abraçar, enquanto eu o empurrava no melhor estilo Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos: "Não encosta em mim, por favor. Me deixa um pouquinho em paz."
Consegui uma briga e outro cigarro. Depois, vi que estava sendo ridícula e pedi as pazes. A luz voltou, a água foi baixando, mas não teve show mesmo. Tudo bem, não tem problema. Depois do surto, eu fiquei mais pacífica que um budista. Quando as listrinhas brancas do asfalto estavam visíveis de novo, nós decidimos ir embora. E, pra meu deleite, o carro estava paradinho no mesmo lugar.
Quando abri a porta, vi que havia uma poça d'água embaixo dos bancos. "Dane-se", eu pensei. Eu era praticamente um Buda. Mas meu namorado não. Ele resolveu que aquela hora, quando estávamos quase chegando em casa, era o momento do estresse. Cada vez que ele freava no sinal, o carro fazia chuááá. Hehehe, era ridículo. Ele me deixou em casa e ficou até de manhã tirando a água de entro do veículo com um baldinho. Tadinho.
A moral da história é: o meu pai sempre teve razão quando dizia que era melhor eu não sair em dia de chuva. Legal. Vou tentar lembrar disso na próxima enchente de verão.
Unknown 1:35 PM
quinta-feira, janeiro 23, 2003
Eu fui numa festa tribalista
Foi no domingo. Era despedida de um amigo que irá fazer doutorado em filosofia na Alemanha, e que namora uma bailarina moderna, e que toca baixo em uma banda chamada Os Amantes de Maria, em que só músicas que um dia foram interpretadas e/ou compostas por Maria Betânia fazem parte do repertório. Eu carreguei meus dois amigos gringos pro que parecia ser um programa bastante antropológico - inclusive pra mim.
Chegamos no local da festa - um galpão do século XVIII situado na praça Tirandentes. As pessoas que estavam lá consistiam em dois grupos: as de faixa no cabelo e as de barba. Vale ressaltar que nem todas as que usavam faixa eram meninas. Enfim, entrei, peguei uma coca light e fiquei observando o movimento do salão. Estava tocando alguma música tropicalista, e essa foi a minha segunda percepção sobre o evento: a gente só ouvia outras línguas na trilha sonora quando o Caetano cantava em inglês.
Fiquei lá parada esperando que começasse o show. Antes dos Amantes de Maria, houve uma apresentação de teatro e outra de dança, que eu, obviamente, perdi. Mas me disseram que foi muito bom. Logo percebi que eu me destacava dentre as mulheres porque não usava nenhuma peça de vestuário feita de tricô e, ainda por cima, a minha blusa tinha brilhinhos. Eu tenho uma coisa glitter incontrolável dentro de mim. Devem ser os desejos pelos diamantes, não sei.
O show começou. E, pra falar a verdade, eu gostei. Sério, eu gostei! Fiquei um pouco tímida porque a audiência identificava a música tocada nos primeiros acordes, e urrava quando o cantor dava o primeiro tom. Os gringos perguntavam: "Por que eles estão gritando?" e eu dizia: "Acho que é porque eles gostam muito dessa música." Mas na verdade eu não tinha certeza. Podia ser de puro êxtase mesmo.
Depois os show acabou e um DJ ficou tocando. Eu conhecia algumas dessas músicas: Jorge Ben, por exemplo. Bom, acho que só conhecia Jorge Ben. Mas já estava ficando tarde, e como eu tinha tentado sambar a noite inteira, fiquei com muita vontade de ir pra casa. Chamei os gringos e eles concordaram - aquilo estava brasileiro demais pra eles também. E fomos todos para Ipanema, ouvindo Beastie Boys no carro.
Unknown 5:55 AM
segunda-feira, janeiro 20, 2003
Os gringos e o Rio
Esse final de semana fui cicerone de dois americanos que passaram aqui pelo Brasil. Pela minha falta de tempo, só deu pra levá-los na Lagoa, pra ver o pôr do sol, e à uma festa mega tribalista, promovida por um amigo meu. Os caras, obviamente, acharam a vista da Lagoa maravilhosa e observaram os nativos sambando na festa com um olhar antropológico. Estranhamente antropológico, eu diria, já que os dois eram advogados - e advogados não são muito relativistas, sinceramente.
Um deles comprou um guia sobre o Rio e, como manda o dever de casa, leu tudo direitinho antes de chegar à Cidade Maravilhosa. Ele sabia muita coisa, como por exemplo que os Arcos da Lapa eram aquedutos nos tempos do Império (alguém duvida de que existam cariocas que não sabem porquê os Arcos foram construídos?). Mas o que mais me deixou intrigada foi o que o guia disse em relação à discoteca Help. Segundo esse sagrado livrinho, a Help era uma ótima pedida para turistas que quisessem dançar. Quando o americano me disse isso, eu não consegui conter uma gargalhada. "Na Help só vai gringo e puta", expliquei, "você não vai encontrar um carioca sequer por lá, a não ser as meninas que estão a trabalho."
Quando eles chegaram no Rio, pegaram um táxi do aeroporto para Ipanema, onde estão hospedados. Eles queriam saber quando sairia uma corrida dessas, e eu disse que era bem caro mesmo, imaginando uns R$40. Eles perguntaram: "Caro tipo R$140?" Eu arregalei os olhos e gritei: "Vocês pagarm tudo isso?" Eles, então, fizeram uma carinha de raiva e disseram: "Definitivamente, nós somos uns suckers." E eu fiquei imaginando que, no final das contas, o episódio dos Simpson no Rio não era tão absurdo assim...
Havia também as perguntas sem resposta:
- Por que os brasileiros chamam estrangeiros de gringos?
- I really don't know.
- Que montanha é aquela?
- I guess it's Pão de Açúcar (era Dois Irmãos. Depois eu me corrigi).
- Aquilo é uma metralhadora nos braços do guarda?
- Yes.
- Por que ele está segurando uma metralhadora no meio da rua?
- Cause they're just like criminals.
É bom que esses estrangeiros conheçam o lado B. Levei os dois na Lapa e eles disseram: "Aqui não é um bom lugar pra se perder, não é, Bruna?" Eu disse: "Não."
Acho que eles se divertiram ontem.
Unknown 8:27 AM
sexta-feira, janeiro 17, 2003
Minha vida é uma sitcom
Quando eu estava na faculdade, um amigo costumava dizer que todo novo período era, na verdade, uma nova temporada de sitcom. As pessoas, invariavelmente, apareciam com cabelos cortados e mais magras ou mais gordas e mais tristes ou mais felizes que antes. A regra era aparecer diferente. Em alguns casos, a diferença era tão gritante que fazia a gente imaginar o que tinha acontecido com determinada pessoa durante as férias. Como uma menina que era meio riponga, tinha cabelos lisos e castanho claros e se vestia, assim, meio tribalista (ok, na época ainda não tinha Tribalistas, mas se existisse, ela seria um deles). Ela reapareceu no pátio da faculdade de cabelos curtos, pretos e toda vestida de clubber. E a partir daquele mês, virou modelo também. Uau, e eu que estava feliz porque tinha mudado o tom de vermelho do meu cabelo.
Rolavam, também, umas mudanças involuntárias. Uma vez, eu estava voltando de umas férias from hell e estava magra que nem um palito. uma menina que eu mal conhecia me parou e perguntou o que eu tinha feito pra ficar tão magrinha e óóótima daquele jeito. "Meu namorado terminou comigo", eu disse, com os olhos meio lacrimejando. Mas a garota não se deu por rogada: "Então eu tenho que arrumar um namorado pra poder terminar e ficar magrinha assim também." Pois é, essa é a era das anorexicas. Pior é que, nos términos posteriores, eu não consegui perder peso mais. Que pena.
Outra situação intrigante eram os novos personagens da série. Todo ano, depois das férias, tinha alguém novo na galera. E eu ia me sentindo mais velha. No final da faculdade, eu não passava de uma coadjuvante, daquelas que só aparecem nos episódios em participações especiais. Mas continuava mudando a cor dos meus cabelos. Certas coisas são difíceis da gente se livrar.
Unknown 1:40 PM
Um amigo meu diz que não pode assistir Seinfeld sem lembrar de mim. Ele acha que eu sou igualzinha à Elaine. Diz que eu tenho o mesmo jeito debochado de quem vive sacaneando todo mundo... Bom, eu até achei legal essa descrição, mas ser como a Elaine seria pra mim a perfeição. Ser qualquer personagem do Seinfeld é não se importar absolutamente com nada, achar que todo mundo é meio insuportável e, por isso mesmo, esculachar geral.
Mas o bizarro foi descobrir que eu sou uma viciada em Seinfeld. Quando estava fazendo o teste, conseguia identificar os episódios e as frases de certos personagens. Se cair só Seinfeld no Show do Milhão, é capaz de eu sair de lá com uns quinhentinhos...
Unknown 6:03 AM
 Who are you on Seinfeld? brought to you by Quizilla
Unknown 5:57 AM
quarta-feira, janeiro 15, 2003
Estou vendo um vídeo dos Doors aqui no trabalho. Fico pensando: por que não se fazem mais homens como Jim Morrison? de Calça de couro, blusão branco e jaqueta preta. E botas. De bico fino. Uma vez fui ver John Spencer and the blues explosion, e o JS era meio assim, parecia o Jim Morrison antes de engordar e ter barba. Ele se jogava no chão e berrava horrores, e eu queria casar com ele. Ou com o clone dele.
E agora eu estou aqui, com todas as obrigações do mundo pra fazer e não consigo tirar os olhos da TV. Jim canta "Touch me baby", com orquestra e cabelo caindo no rosto. Ai, ai. Por onde andam os homens como Jim Morrison.
Unknown 12:30 PM
sexta-feira, janeiro 10, 2003
6.700 reclamações por minuto
Devo estar batendo algum recorde. Sério. A mais chata do ano, ou alguma coisa assim. Se abro a boca, é pra reclamar. Em tom de piada, é verdade, mas sempre pra falar mal. Acho que estou me transformando numa víbora. Ou então, começo a me assemelhar com os coleguinhas de profissão, que não sabem fazer mais nada na vida além de falar mal do chefe, do salário, da empresa, das mulheres/dos homens, do Rio de Janeiro, do Brasil em geral. Sem brincadeira, nunca vi um coleguinha falando alguma coisa do tipo: que dia lindo! Aliás, até já vi, mas a pessoa que falou sobre o dia recebeu um olhar cortante de falta de paciência. E o olhar veio daqui mesmo, de mim.
Hoje descobri que eu sou praticamente a Lucia da turma do Charlie Brown. Aquela que xinga todo mundo e que (porque a vida é mesmo muito irônica) é irmã do Linus, o garoto mais feliz do mundo. Se bem que, se fosse pra ser alguma Lucia na vida, preferia ser a de "Lucia e o Sexo", porque é mais bonita e gosta muito de trepar.
Unknown 1:15 PM
quinta-feira, janeiro 09, 2003
Meu menino
Porque eu estou enrolada no trabalho e cheia de deveres a serem cumpridos, e porque eu sou a garota responsável mais imatura que existe, eu fico pensando no meu menino. Ele lê esse blog sempre, e diz que eu só mantenho o site pra falar mal dele. Mentira. Bobinho! Falo mal de outros também...
Porque ele tem muito medo do que foi, do que é e do que vem, eu tenho uma paciência do tamanho do mundo e digo: não se estressa não. Mas ninguém nunca ouve conselho nenhum no mundo, nem o que a gente sabe que está certo, e então eu tenho que calar a boca dele com um beijo, nos quinze segundos que ele se deixa ser beijado, e depois ele esquece qual era o assunto que estava sendo dito antes. Sempre dá certo.
Porque o meu menino tem uma memória ótima pro passado, mas não consegue lembrar do dia em que a gente faz um mês ou três anos, eu aprendi a não ligar pra isso também. E porque ele sabe ser soltinho no vento eu estou, aos poucos, desamarrando o meu barco do cais. E daí a gente vai fazer uma dupla legal: ele me empurrando e eu deslizando pela água, sem nenhuma grande vontade de chegar do outro lado. Aproveitando.
Unknown 6:47 AM
Acordar dá preguiça
Em quê 2003 está diferente? Bom, agora eu tenho namorado, e sei de todos os prós e contras de manter um relacionamento. Ah, e agora eu odeio cada vez mais o meu trabalho. Outra coisa: esse mês bati o recorde de dureza, com apenas R$30 na conta em pleno dia 7. E aí? Grandes mudanças?
Basicamente, the same old song and dance. Só que dessa vez eu estou sem a mínima paciência. Acordar tem sido, por si só, um ato tedioso. Abrir os olhos. Olhar o céu maravilhosamente azul e pensar: eu preferia ir pra praia. Depois, tomar um banho, vestir uma roupa e se tornar uma humana. Ai, deus, eu que sou tão viciadinha em prazer/lazer, eu que sou tããão apegada ao mundano, como é que sobrevivo nesse mundo de conquistas e derrotas, onde as derrotas são mais freqüentes ou mais sinistras que as conquistas?
Da minha cama eu olho o teto do quarto e penso: de novo. Mas, rápida como um raio, afasto esse pensamento, para que ele não domine tudo e se torne insuportavelmente pesado, e dessa forma eu não consiga nem mover a cabeça pro lado, pra checar que horas são. Nos dias em que vou para a academia estou à salvo, porque a endorfina me impede de ruminar besteira, e eu me sinto como aquele comercial da Nike, em que a menina vai correndo e cuspindo a mãe, correndo e cuspindo o chefe, correndo e cuspindo, a merda saindo pelos poros, e ela se tornando, mais uma vez, praticamente um anjo, como quando tinha nascido. Mas quando eu não vou malhar, então tenho que levantar, tomar banho, me vestir e andar por aí toda entupida de coisas ruins e malcheirosas.
Tem nada não. Isso é coisa de conjunção dos astros, todo esse mau humor medonho. Se bem que, se eu estivesse em Jeri, não teria sol nem lua que fizesse o meu humor sair daquele estado de levitação animada (se é que alguém pode levitar animadamente...). Vai ver, a resposta está aí - eu ando precisando de (outras) férias. Só falta alguém convencer o meu chefe disso.
Unknown 6:45 AM
sábado, janeiro 04, 2003
Antes tarde...
É ano novo na teoria, mas na prática a gente sabe que continua tudo na mesma. Por enquanto, pelo menos. Já vamos pelo quarto dia do ano e as coisas, devargazinho, estão mudando. Isso é muito legal de ser percebido, essa movimentação em câmera extra-lenta do mundo. Eu criei certas expectativas pra 2003, como todo o resto da humanidade, mas até hoje não fiz minha lista de resoluções de ano novo. Resolvi que ia mudar umas coisas assim, por alto, e fiz três desejos na virada da meia noite. O engraçado é que o terceiro faltou. Fiz um pedido relacionado à carreira, um relacionado ã minha vida afeitiva e no terceiro eu pensei: "E o que mais? Ah, e que eu tenha saúde esse ano." Saúde! Imagina, ninguém com menos de 40 anos deseja que sua saúde melhore no ano que entra. Pedir uma boa saúde foi o equivalente à total ausência do que pedir. E talvez, quem sabe, a minha vida esteja mesmo resumida a amor e trabalho. Se bem que agora estou um pouco arrependida de não ter desejado fazer aquela viagem pra Abrolhos...
Mas até agora não fiz a minha listinha de resoluções. Digo até agora porque pretendo resolver o problema nesse exato momento, fazendo um top 10 das minhas metas para mais um ano ímpar. E aqui vão eles:
1) Separar o joio do trigo - eu sempre tive uma tendência muito grande a passar a mão na cabeça de gente que me sacaneia. Bom, esse ano, no more. Vacilou, está cortado. Aliás, já andei fazendo isso essa semana. E foi foda, doeu muito. Mas eu já me convenci que a dor é apenas a introdução pra situações mais legais.
2) Mudar de emprego - porque eu já não agüento mais o meu. Eu tenho um problema sério de não conseguir ficar mais de um ano fazendo a mesma coisa. Talvez seja porque eu nunca gostei de fato dos meus trabalhos, ficando entediada após 3 meses de emprego. Pode ser que eu não goste de fazer nada mesmo, e isso me preocupa um pouquinho.
3) Escrever um livro - Nesse eu penso muito mesmo. Eu quero muito. Mas, ao mesmo tempo, eu tenho medo, muito medo. de que saia uma merda, ou de que saia bom e depois eu nunca mais consiga escrever alguma coisa tão legal. Ou então de escrever algo de que eu me orgulhe bastante e ninguém mais goste, só eu. E ninguém publique. Eu sou muito medrosa.
4) Parar de fumar - Meus dentes estão ficando amarelos.
5) Voltar a comprar discos dos Rolling Stones - Quando eu tinha 16 anos os Stones tocaram pela primeira vez no Brasil. Foi lindo. Naquela época eu já era fã, mas tinha pouquíssimos CDs deles. Eu comecei a comprar devagarinho, e hoje tenho quase tudo de Stones de 60 a 70, lançado oficialmente. Mas ainda falta muito, e eu preciso retomar a minha coleção.
6) Ser menos ciumenta - Com os meus amigos e com ele.
7) Ligar o foda-se mais vezes - Essa é essencial. Descobri que me divirto muito mais quando não dou muita importância à coisa. E me irrita o fato de que tudo que sai errado me incomoda. Preciso dizer isso alto mais vezes também. Tem gente que merece ouvir, né nào?
8) Gastar menos dinheiro - Com noite, principalmente. Chega disso, quero terminar de pagar meu carro o mais rápido possível. E ainda tem a aula de mergulho. E o curso de espanhol. E a câmera digital. E a viagem pro México.
9) Dar mais presentes - Eu gosto, sabe, mas bate um pão durismo na hora que é uma coisa horrível. Engraçado que esse pão durmismo não aparece na hora de pedir outra gim tônica no bar.
10) Ficar mais com a minha avó - Porque ela merece.
Unknown 10:37 AM
Meus arquivos voltaram, uhu. Que bom. Podem checar por lá coisas do meu passado....
Unknown 7:33 AM
sexta-feira, janeiro 03, 2003
E de repente eu não tenho mais arquivos. Já era hora mesmo. A morte desse blog se anuncia. Estou ficando meio de saco cheio de encontrar velhos amigos e começar a frase com "Putz, você não sabe o que aconteceu..." só pra ser interrompida minutos depois: "Eu sei sim, li no seu blog." Tem gente também que se atribue tamanha importância - e, de certa maneira, pode até ser que sim - que acha que todos os textos daqui possuem uma mensagem subliminar ligada a ela. Tem de tudo. Mas essa coisa de eu ir checar os meus arquivos, porque deu saudades dos meus textos legais (que não são esses mostrados aqui) e encontrar tudo vazio, vazio.... Isso é um sinal. Eu não gosto de sinais? Pois eles se apresentam. Chega desse blog. aos que se apegaram a ele, nào posso fazer nada. As coisas nascem e somem assim mesmo, de um dia pro outro. Como um amigo que não era amigo. No final das contas, de repente pode não valer a pena se apegar às coisas. Pode não valer. Mas a gente liga o foda-se e se apega assim mesmo.
Aproveitem bem esse blog, porque ele vai morrer. Ele está desenganado. De todos os curriculos que eu espalhei por aí com o endereço deste site, nenhum me deu resposta. Eu gosto de escrever e gosto de ver reações, etc. Mas falta tanto... Dá até uma certa preguiça (leia-se: medo).
O movimento da morte dos Tribalistas é ridículo. Eu até gosto daquela música do rádio. O que eu não suporto é a Marisa Monte de turbante na cabeça. Fazendo o estilo hippie em Nova Iorque. E o Carlinhos Brown dando declarações que poderiam ser do Gil. Mas o Arnaldo Antunes não, ele é legal. Se bem que eu preferia ele no Titãs berrando "saia de mim como escarro".
Unknown 12:39 PM
|
Atenç?o: isto n?o é um di?rio////
Pesando: 55 Kg.//
Gastando: com nada. Os amigos pagam pra mim :)///
Pensando: Sobre a muito bem vinda leveza do ser.///
Lendo: CRIME E CASTIGO, Dostoievski e TR?PICO DE C?NCER, de Henry Miller
AVISO!!!!!!!!
Agora estou em www.mulherzinhagirlie.blogspot.com
Até que alguma boa alma do Blogger conserte as minhas atualizaç?es.
APARE?AM POR L?!!!
Archives

|