<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451</id><updated>2012-02-07T05:40:26.627-08:00</updated><title type='text'>Pequenas Observaç?es sobre Coisas sem Importância</title><subtitle type='html'>Atenç?o: isto n?o é um di?rio////
Pesando: 55 Kg.//
Gastando: com nada. Os amigos pagam pra mim :)///
Pensando: Sobre a muito bem vinda leveza do ser.///
Lendo: CRIME E CASTIGO, Dostoievski e TR?PICO DE C?NCER, de Henry Miller

AVISO!!!!!!!!
Agora estou em www.mulherzinhagirlie.blogspot.com
Até que alguma boa alma do Blogger conserte as minhas atualizaç?es.
APARE?AM POR L?!!!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://observacoes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>209</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-92047030</id><published>2003-04-05T09:21:00.000-08:00</published><updated>2003-04-05T10:45:20.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>teste&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-92047030?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/92047030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/92047030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_04_01_archive.html#92047030' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-92007253</id><published>2003-04-04T14:04:00.000-08:00</published><updated>2003-04-07T11:56:05.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O dia em que peguei o buquê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que sempre tive vontade de pegar o buquê da noiva. Quem pega o buquê deixa o universo dos simples figurantes de casamento – os convidados – e passa a integrar o seleto grupo dos personagens coadjuvantes: pais, irmãos e padrinhos dos noivos. É como se tornar uma celebridade. Desconhecidos vêm até você dar os parabéns pela conquista; fotógrafos de terno e gravata pedem para que você pose ao lado dos donos da festa; os pais do noivo e da noiva pedem para te conhecer. De repente, gente que você nem viu que estava na festa conhece o seu rosto. É uma pequena glória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia em que eu tive a experiência de pegar as flores da noiva, eu estava no casamento de uma amiga de trabalho. Todos os meus caríssimos colegas estavam sentados em uma mesa, mordiscando salgadinhos de camarão, quando eu cheguei com o meu troféu, erguido sobre a cabeça, num gesto de vitória. Confesso que não foi muito difícil conquistar a liderança, já que do meu lado esquerdo estava uma garotinha de dois anos no colo do pai e, à direita, estava uma das tias da noiva. Eu me posicionei estrategicamente na primeira fila. Quando as rosas foram jogadas pro alto, peguei o rebote de alguma mulher que estava na fila de trás e não teve força para agarrar o prêmio que lhe caía nas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que sou experiente no assunto, revelo segredos infalíveis para que o buquê seja agarrado.&lt;br /&gt;Primeiro: posicione-se na primeira fila. As noivas, tadinhas, sempre estão cansadas demais pra jogar suas flores muito longe. ode reparar que sempre as solteironas da primeira fila ganham. Tá certo que elas nunca casam, mas elas ganham – e o que importa é acaba sendo isso mesmo.&lt;br /&gt;Segundo: certifique-se de que você está ao lado de concorrentes menos favorecidas que você – seja em altura, agilidade ou idade.&lt;br /&gt;Terceiro: avise antes à noiva que você estará na disputa, e que você queria muito conseguir pegar o buquê, porque você anda pensando em casar e não tem pretendente. Chore um pouco, se conseguir. Isso derreterá o coração dela, e com certeza você será favorecida.&lt;br /&gt;Quarto: se o buquê cair direto nas suas mãos, agarre forte. Essa mulherada anda muito desesperada hoje em dia; pode ser que tentem arrancá-lo de você.&lt;br /&gt;Quinto: não menospreze os rebotes. Sempre tem uma que deixa o buquê cair no chão. Observe onde ele caiu e parta pra cima dele imediatamente. Esqueça o mico – você está na fila do buquê; isso já é mico suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que o casamento acabou, fui para o aniversário de um amigo em um boteco em Botafogo. Cheguei de longo, pérolas e buquê na mão. A gente tem que aproveitar ao máximo o nosso dia de pequenas celebridades.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-92007253?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/92007253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/92007253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_04_01_archive.html#92007253' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-91716348</id><published>2003-03-31T08:42:00.000-08:00</published><updated>2003-03-31T08:42:57.390-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Sonho&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei na casa da Malu, em Botafogo, pra passar o fim de semana. Não sei porque alguém sai de casa para passar um fim de semana em Botafogo ao invés de, sei lá, em Búzios. Mas, enfim, eu fui. Chegando lá, fui apresentada para milhões de pessoas que não conhecia e, entre elas, uma mulher que cuidava &lt;i&gt;mental e espiritualmente &lt;/i&gt;do grupo. Essa mulher me levou para uma espécie de pirâmide, onde nós entramos. O lugar não tinha janelas, e toda a iluminação era feita por tochas. Nas paredes de pedra estavam pendurados quadros abstratos muito coloridos. A cor das paredes era amarela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher me deu um chá e pediu que eu esperasse um instante em uma das câmaras da pirâmide. Ela apagou as tochas uma a uma, até que o lugar foi tomado por um breu total. Aquilo me deu um pouco de medo. Mas depois lembrei que quem tinha me posto em contato com a tal mulher tinha sido minha amiga e camarada Malu, o que me deu um certo alívio. Imaginei que aquela história era do bem, e me deixei levar.&lt;br /&gt;Do teto desceram tiras de palha trançada que envolveram meus braços e pernas como a planta carnívora de "a Pequena Loja dos Horrores". Mas tudo era delicado. Eu me deixei envolver, e fui puxada pra cima, até uma espécie de ninho. Os braços de palha me colocaram com o rosto virado para o fundo do ninho, de encontro a gravetos que eram absolutamente macios. Eu fechei os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vi, estava voando por cima do Times Square. Sobrevoando todas aquelas luzes e turistas. Ninguém me via. Eu voava livre, nadava no céu do centro de Manhattan, quando tive o brilhante insight de que o que estava rolando comigo era uma viagem fora do corpo.&lt;br /&gt;Depois que descobri isso, passei a atravessar paredes: entrava em shows da Broadway, cinemas, jogos de basquete da NBA (que não ocorrem, em hipótese alguma, no Times Square). Passava por camadas de concreto e pedras e tijolo e planava por cima das cabeças dos espectadores. Tudo isso rápido, entrando e saindo, por cima e por baixo. Eu estava testando minhas novas habilidades. Até que bateu um cansaço, mas um cansaço tão grande que me fez ficar um pouco desesperada. Como eu ia voltar para o meu corpo? Como eu conseguiria sair daquela viagem? O vôo ficou lento, e eu sentia medo. E então eu me vi gritando na cama da casa da Malu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias pessoas estavam dormindo no micro apartamento dela naquele dia. Quando eu comecei a gritar no meio da madrugada, as pessoas na casa foram acordando como se nada tivesse acontecido: umas pegaram jogos de tabuleiro, outras tomavam milk shake e outras, ainda, conversavam animadamente sobre um assunto qualquer. Eu olhava pra tudo aquilo incrédula, quando a Malu se aproximou de mim. “E aí”, ela disse, “gostou da experiência?” Eu respondi: “Aquilo é demais; inacreditável.” Então ela sorriu toda marota: “Eu sabia que você ia gostar, por isso que eu mandei você pra lá.” E, logo após essa fala, eu acordei.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-91716348?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/91716348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/91716348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#91716348' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-91555454</id><published>2003-03-28T09:04:00.000-08:00</published><updated>2003-03-28T09:04:30.046-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Fernando&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Da série: histórias verídicas&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também me apaixonei por Fernando quando o conheci. Fernando é o tipo de cara que tem uma legião de adoradores – homens e mulheres de todas as idades e estilos que simplesmente não conseguem resistir a ele. É que quando você conhece o Fernando, ele olha pra você nos olhos e lhe mostra um sorriso largo, enquanto diz “Oi”. Ele faz com que você se sinta único. Quando diz “oi”, Fernando compartilha um pouco da luz dele com você. E você se sente muito grato por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que Fernando é portador do HIV. Não se sabe se foi por isso que ele adquiriu esse desprendimento em relação a pessoas e objetos. Ele não se importa com nada. Cultiva os amigos enquanto eles estão por perto. Se os amigos se afastam, ele fica olhando de longe, com um sorriso nos lábios. Fernando não tenta mantê-los. Ele não sente saudades, e consegue passar meses morando na rua e catando comida no lixo. Vira e desvira mendigo com a facilidade que só quem não leva o mundo a sério consegue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando sua amiga Lucia foi visitá-lo, Fernando não tomava seu coquetel há mais de um ano. Ele andava cercado por todo tipo de escória: traficantes, outros vagabundos, michês. Mas ele ficava na dele, e foi assim que conheceu um menino e começou a namorar. O garoto era um riquinho sustentado pela mãe, e os dois resolveram ir para a Alemanha, tudo bancado pela nova sogra de Fernando. Não deu certo durante muito tempo, então os dois voltaram pra Portugal e resolveram abrir uma grife. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora Fernando remexe em latas de lixo de novo, só que à procura de trapos velhos pra fazer roupas hypes. Em breve ele estará de volta ao Brasil, onde se tornará o novo queridinho do mundo do Caderno Ela. Enquanto isso, trabalha como voluntário em uma associação para aidéticos, que banca pra ele moradia e comida. Não tem jeito, ninguém resiste a Fernando. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-91555454?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/91555454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/91555454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#91555454' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-91507519</id><published>2003-03-27T14:50:00.000-08:00</published><updated>2003-03-27T14:51:00.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ai, meu deus, como eu trabalho nessa vida.&lt;br /&gt;Por que que eu não nasci no Canadá?&lt;br /&gt;Pelo menos aí eu parava de trabalhar antes dos quarenta...&lt;br /&gt;Ó vida, Ó azar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho nem tempo de postar textos....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-91507519?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/91507519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/91507519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#91507519' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-91373372</id><published>2003-03-25T14:55:00.000-08:00</published><updated>2003-03-25T14:55:54.450-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;A derrota é existencialista&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minha vasta experiência futebolística – apenas um jogo assistido no Maracanã, onde o Fluminense derrotou o São Caetano por 3 x 0 – eu cheguei na final do Campeonato Carioca com a certeza de ver o meu time campeão. Estava tão absolutamente cheia de mim que comprei uma faixa “Fluminense – Bicampeão Carioca 2003” antes do jogo começar. Tudo era alegria e eu, bendito fruto no meio daquele poço de testosterona que é o maior estádio do mundo, agüentava as piadas masculinas de igual pra igual. Por que não? Eu sou tricolor, era uma das poucas mulheres no local e o meu clube estava prestes a ser o vencedor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subimos para a arquibancada e, minutos antes do jogo, o nervosismo foi tomando conta do entusiasmo. À nossa frente, a torcida do Vasco gritava ensandecida, muito maior que a nossa. Não tinha problema: a gente gritava mais alto. O juiz entrou em campo, os jogadores logo depois e a partida finalmente foi iniciada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que... foi gol do Vasco. De repente se abateu sobre a nossa arquibancada um silêncio aterrador. Eu olhava, incrédula, a festa da outra torcida. E nós ainda não havíamos passado dos cinco minutos do primeiro tempo. Por um momento todos nós ficamos imóveis, paralisados, sem esperança. Até que um cara, lááááá na frente, levantou e ergueu os braços, chamando o resto do povo a gritar “Nense”. Reunindo forças não sei de onde, eu gritei. Gritei mais. E Mais ainda. Até que o Fluminense fez gol e o primeiro tempo terminou 1x1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai meu Deus, o intervalo foram quinze minutos de cigarros seguidos, filados, acendidos um no outro. Eu não havia almoçado e bebia cerveja porque naquele dia eu era como eles – os torcedores/testosterona – e o meu time ia ser campeão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que o segundo tempo também não foi do Fluminense. O Vasco marcou outro gol, e eu catei minhas coisas e deixei o Maraca. Na porta, tricolores aguardavam o resultado final da partida. Um estava ajoelhado no chão.  Coitadinho, eu pensei, não adianta mais. Era o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei andando até o meu carro, que estava estacionado a uns três quilômetros do Maracanã. Na ida, eu havia feito esse percurso tranqüila, rindo, leve como uma pluma. Agora carregava a cruz do vice-campeonato sobre os ombros. Pensava como eu era uma criatura infeliz: ganhava mal, no meu trabalho ninguém me dava o devido valor, não tinha dinheiro para fazer metade das coisas que queria, não tinha marido-namorado-pretendente-paquera e, ainda por cima, o meu time não era campeão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a alegria de ver seu clube vencer uma partida de futebol é inocente, puramente feliz e sem grandes conseqüências, amargar a derrota de um campeonato gera uma tristeza existencial. Naqueles três quilômetros percorridos do estádio até o meu carro, toda a minha vida foi reavaliada: decisões foram tomadas em silêncio e julgamentos foram feitos internamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem acredita que aquele jogo era apenas a decisão de um campeonato estadual, provavelmente não sabe que a tristeza de uma derrota é muito maior que a alegria de uma partida vencida. A melancolia de ver o placar a favor do outro time leva à reflexão da alma. Milhares de torcedores em todo mundo talvez tenham comprovado inconscientemente que o futebol engrandece o homem – muito mais que o trabalho, inclusive. Fica aí a sugestão para chefes e líderes espirituais: vamos substituir dias de labuta inconsistente por dramáticas partidas no Maraca.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-91373372?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/91373372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/91373372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#91373372' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-91127252</id><published>2003-03-21T07:25:00.000-08:00</published><updated>2003-03-21T07:25:49.513-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Os nomes&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João me disse que a melancolia é necessária pro processo criativo. Depois comentou que passava por um bloqueio literário e que tinha terminado com a namorada.&lt;br /&gt;Felipe foi meu primeiro beijo, minha primeira paixão e meu primeiro coração partido. Mas um dia ele me convidou pra sair, eu disse que não, e nós nunca mais nos falamos.&lt;br /&gt;André me disse que eu era especial e eu acreditei.&lt;br /&gt;Fernando era inteligente, charmoso e novinho. Pegou meu telefone e nunca ligou.&lt;br /&gt;Márcio diz que nunca deixou de me amar.&lt;br /&gt;Dé nutriu durante toda a adolescência uma paixão platônica por mim que só passou quando ele arrumou uma namorada de verdade e fez sexo.&lt;br /&gt;Daniel conversou comigo a festa inteira, disse que fazia mergulho e montanhismo quando era mais jovem, mas que hoje em dia gastava muito dinheiro com escatsy. E nós não ficamos juntos porque ele tinha um caso com a aniversariante.&lt;br /&gt;Mário é casado e solta piadinhas toda vez que a mulher não está por perto.&lt;br /&gt;Gabriel fala pra todo mundo que é bissexual, mas desconfio que a sexualidade dele pese mais para homo.&lt;br /&gt;Eu gostei do Du, e acho que ele também gostou de mim. Ainda não sei o que aconteceu...&lt;br /&gt;Eduardo nunca sentiu um pingo de interesse por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu? Eu sento no divã, e fico observando, observando...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-91127252?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/91127252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/91127252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#91127252' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-91126028</id><published>2003-03-21T07:02:00.000-08:00</published><updated>2003-03-21T07:02:03.343-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Drummond&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 1o. amor passou&lt;br /&gt;O 2o. amor passou&lt;br /&gt;O 3o. amor passou&lt;br /&gt;Mas o coração continua o mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-91126028?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/91126028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/91126028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#91126028' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-90601471</id><published>2003-03-12T11:06:00.000-08:00</published><updated>2003-03-12T11:06:58.686-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Jorge Ben&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anabela gorda, diz aí menina&lt;br /&gt;O que que você quer ser quando crescer?&lt;br /&gt;"Eu quero ser dona de casa atuante&lt;br /&gt;ou mulher de milionário."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-90601471?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/90601471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/90601471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90601471' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-90588346</id><published>2003-03-12T06:49:00.000-08:00</published><updated>2003-03-12T06:49:44.110-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Essas coisas só acontecem comigo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saca só o email que eu recebi. Só pra deixar claro, eu não mandei nenhum email confissão, e nem sabia que existia esse serviço de Padre On Line! hehehe quem sabe agora a minha alma fica menos atormentada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;From: Padro Online &lt;padreonline@amaivos.com.br&gt; &lt;br /&gt;To: &lt;brunapaixao@hotmail.com&gt; &lt;br /&gt;Subject: Padre Online&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezada Bruna,&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Gostaria de esclarecer que não se trata de uma confissão esta nossa conversa, porque a confissão não é possível por e-mail.  Contudo, creio que você deve superar essa timidez e procurar logo um padre para se confessar, pois você cometeu uma falta grave, o que está com certeza prejudicando muito você, espiritualmente.  O sexo deve ser reservado para a intimidade do casal unido em matrimônio, e você deve evitar com veemência qualquer ocasião de tornar a cair nessa tentação.  Ao que parece, é melhor afastar-se de seu primo pois, pelo que você dá a entender, ele só queria o que já conseguiu.  Nâo se deixe abater, nem se surpreenda com as próprias fraquezas.  Confie em Cristo, que conhece muito bem a nossa natureza frágil, arrependa-se e reconcilie-se com Deus pela confissão.  Você reencontrará assim sua paz e poderá passar uma borracha nisso tudo.&lt;br /&gt;Fico ao dispor se desejar conversar mais.&lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt;dFelix&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fiquei surpresa com a possibilidade de comungar sem precisar me expor pessoalmente. Já me confessei algumas vezes mas, dessa vez, a timidez falou mais alto. Estudei em colégios religiosos em Minas e no Rio. Mas há dois anos, desde que terminei o colegial, nunca mais me confessei. Acontece que quebrei minha promessa de casar virgem há seis meses. Foi com meu primo, consanguíneo. Aconteceu porque ele, desde que nos mudamos para o Rio, há quatro anos, tentava me namorar. Nunca tinha sentido atração por ele. Mas no dia do aniversário dele, que foi em uma casa de festas, ele me deu um beijo na varanda e me apaixonei. Dois meses depois nós nos amamos e desde então não consigo pensar em outra coisa. Mas percebo que ele quer se livrar de mim. Jamais tomei qualquer precaução. Tenho medo de engravidar e vergonha dos meus pais. Estou me sentindo triste e só. O que eu faço? me ajude por favor!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruna  - brunapaixao@hotmail.com&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-90588346?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/90588346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/90588346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90588346' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-90540894</id><published>2003-03-11T12:27:00.000-08:00</published><updated>2003-03-11T12:27:31.373-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Quintana&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu hoje - que desfecho! -&lt;br /&gt;já não penso mais em ti.&lt;br /&gt;Mas será que nunca deixo&lt;br /&gt;de lembrar que te esqueci?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-90540894?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/90540894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/90540894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90540894' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-90484080</id><published>2003-03-10T15:05:00.000-08:00</published><updated>2003-03-10T15:05:45.780-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Eu sou Buda&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho que confessar uma coisa: às vezes a calma se apossa de mim. Eu devo ser Buda e ainda não descobri. Fico dizendo por aí que sou complicada e incompreensível mas, mais uma vez, é mentira: eu sou Buda. A calma se apossou de mim no sábado e eu liguei o rádio e fiquei cantando músicas que não ouço há alguns anos, porque não ligo mais o rádio pra nada. Agora ligo o rádio porque meu toca fitas está sujo e eu não consigo ficar sem música no carro. E eu estava calma. Até cantei. Comprei tinta de cabelo nas Lojas Americanas. Encontrei uma amiga que não via há tempos. Conversei. E chega. “Se eu soubesse que era tão fácil...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser Buda tem muitas vantagens. Por exemplo: você não grita quando leva fechada no trânsito. Isso, inegavelmente, é uma vantagem. Ainda mais pra mim, estressadinha da Estrela, que costumo (costumava) xingar que nem homem os outros homens, pra eles verem com quem estão lidando. Eu xingava, buzinava e depois ficava colando na traseira do carro que me deu a fechada só pro cara ver que eu sou macho. Mas isso tudo é passado, agora eu abro passagem pra quem quiser me fechar. Vai nessa e seja feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa: Buda não se incomoda no trabalho. Não, de jeitíssimo nenhum. Que caia o mundo, mas eu só faço o que posso – nem mais, nem menos. E quando uma semana de ralação é colocada em questão pelo chefinho? Não tem problema não, meu querido – eu sou Buda, e esses assuntos mundanos e materiais me enchem de tédio. Eu aqui me perguntando como capturar a luz das estrelas e você cobrando, cobrando... Francamente. Chefes não têm como ser Buda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buda não anda: flutua. E eu, modéstia à parte, quase vôo. Se ninguém me segura, vou subindo que nem balão de gás hélio. Buda não come: ingere. Não sinto fome, não sinto sede; como e bebo pelo prazer de beber e comer. Eu aconselho a todos: virem Buda. Mesmo que não dure pra sempre (e não dura mesmo, pelo amor de Deus), sejam Buda um pouco. Só enxergando o mundo lá de cima é que dá pra ver que a Terra é azul.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-90484080?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/90484080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/90484080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90484080' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-90326167</id><published>2003-03-07T14:52:00.000-08:00</published><updated>2003-03-07T14:52:15.936-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;É foda&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando não ser piegas, eu sinto falta de acordar ao lado daquelas omoplatas. Sempre achei que omoplatas masculinas são lindas se devidamente desenvolvidas, depois de algum tempo de ralação ou um mínimo de flexões diárias. As tais omoplatas eram resultado das tais flexões diárias. E eu, deitada de lado, encarando as omoplatas, as linhas das costas e o abismo dos ombros, eu achava que encarava um muro enorme – não dava pra ver o outro lado.  Eu olhava aquele muro e perguntava baixinho: tá acordado? E se não estava, eu pulava da cama por cima daquelas costas e assim acordava a casa inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também sinto falta de algumas piadas bobas. Eu tento aplicar os mesmos golpes em outras pessoas, mas não é a mesma coisa: nem todo mundo entende do que eu estou falando; ficam olhando com aquela cara de “por acaso você é retardada” quando eu tento fazer o outro cair no conto do “ih, tem uma coisa suja aqui na sua blusa” e quando a pessoa olha pra baixo, eu levanto a mão pelo rosto dela. Teoricamente, ela teria que ficar com cara de tacho. Mas nem todo mundo fica com cara de tacho, e aí eu é que assumo a tal expressão – eu e o tacho, irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas devo admitir que algumas vezes respiro aliviada. Posso aparecer às 4 da manhã na praia e encontrar amigos e azarar meninos bonitinhos e não ficar com absolutamente ninguém só pra não quebrar o clima de “de repente um dia rola”. Eu gosto de encontrar gente e não ter que ser babá de marmanjo, gosto de ficar vagando pelo Rio de madrugada, contrariando todas as precauções do meu pai, da minha avó e do meu papagaio, gosto de chegar na praia às 4 da manhã e encontrar amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, enfim, minha balança anda com defeito, puxando mais para um lado que para outro, e algumas lembranças ficam rosas e outras preto e brancas, e enquanto eu não recuperar a cor dos meus dias, enquanto eu não voltar ao normal e sorrir pra todo mundo e todos os homens acharem que eu tô dando mole – mas não estou dando mole não, estou apenas sorrindo – enquanto eu não voltar a ser eu mesma, vou sentir falta. Muita falta.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-90326167?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/90326167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/90326167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90326167' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-90325481</id><published>2003-03-07T14:37:00.000-08:00</published><updated>2003-03-07T14:37:00.560-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Órgãos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um estômago circense. Basta que o inesperado se manifeste que lá está ele, dando saltos mortais na minha barriga. Tirando a minha fome, fazendo a minha respiração ficar curta e pesada, me levando a voltar aos Malboros Light que me fizeram companhia por tanto tempo. Não é fácil ter um estômago artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um cérebro que não cala a boca um segundo sequer. Fico ouvindo sua matraca sussurrando em meus ouvidos abobrinhas que deveriam ter sido enterradas há muito tempo. Mas nada faz o meu cérebro segurar a língua e parar de enviar mensagens. Não é fácil ter um cérebro comunicador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um coração showman. E, quando saio na rua, fica impossível enxergar um palmo à frente porque ele, o coração, se coloca diante do meu nariz e me impossibilita de ver o resto do mundo. Meu coração não admite que eu olhe pros lados: ele quer cem por cento de atenção. Não é fácil ter um coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o pior de tudo é ter que juntar no mesmo saco o estômago circense, o cérebro matraca e o coração showman. Assim não há razão que resista, e o meu futuro, certamente, é jogar futebol com a galera do Pinel: quando apita a bola, cada um pra um lado, cigarro na boca e olhos pro céu. Finalmente alheios a seus órgãos rebeldes.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-90325481?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/90325481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/90325481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90325481' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-90264479</id><published>2003-03-06T14:51:00.000-08:00</published><updated>2003-03-06T14:51:17.106-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Eu e o caos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ouço sempre um milhão de conselhos. Devo ser uma pessoa gritantemente caótica – seja na maneira de (não) pentear os cabelos, como se tivesse acabado de andar de moto sem capacete, ou no modo como as minhas roupas, às vezes, parecem menores ou maiores que o meu número, ou na minha falta de capacidade de decidir onde iria passar o carnaval desse ano. Vai ver é isso mesmo, sou filha do caos. Falando assim até parece bonito, “filha do caos”, lembrando uma pessoa sem amarras, sem limites, livre pra voar. Rá. Eu adoraria acordar de manhã com os cabelos lisos e arrumados, adoraria não suar no calor (juro que vi uma menina que não espirrou uma única gota de suor em sua blusa branca, em plenos quarenta graus de Fluminense x S. Caetano no Maracanã). Eu adoraria. Mas, sei lá por quais tortuosos e esquisitos caminhos da vida, eu virei isso mesmo, complicada, enrolada e indecisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acaba que atraio gente bem resolvida. Gente que dá, sem eu pedir, mil conselhos de bem viver. Eles dizem: “seja você mesma”, como se eu tivesse a mínima idéia de quem eu sou! Será que é fácil ser eu mesma, se eu mudo de comportamento a cada lua e a cada mudança de umidade do ar: hoje, confusa, amanhã, poderosa, depois, menina tímida. Sei lá quem eu sou. Alguém sabe quem é? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou então, dizem assim: “projete um objetivo e trace um caminho direto até ele”. Nem comento que meu objetivo já mudou um milhão de vezes nos últimos anos. Já quis ser repórter de jornal, já quis casar, já não quis casar, já quis chutar o balde e viajar. Já quis o mundo inteiro, e continuo querendo, mas de outra forma: pra mim, filha do caos, o mundo é mutante, é gasoso, é facilmente perdido em buracos negros. Se eu disser um dia que amo alguém, por favor, não acreditem. Eu acreditarei, e posso até me jogar na linha do trem por esse amor. Mas, se sobreviver mais uma semana, eu vou rir demais de toda tragédia, eu viro comédia e ponto. Bruna: ame-a ou deixe-a, e o último que sair por favor apague a luz.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-90264479?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/90264479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/90264479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90264479' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-90263446</id><published>2003-03-06T14:31:00.000-08:00</published><updated>2003-03-06T14:31:10.873-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Um luxo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri, através de comentário postado aqui por &lt;a href="http://www.missesp.blogger.com.br"&gt;Misses P.&lt;/a&gt;, que estou linkada no &lt;a href="http://portalliteral.terra.com.br/"&gt;Portal Literal&lt;/a&gt;, ao lado de um monte de gente legal. Não faço a mínima idéia de como fui parar lá naquela lista vipíssima. Mas, já que estou, legal. O lance é aproveitar e sonhar com a fama.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-90263446?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/90263446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/90263446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90263446' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-90184738</id><published>2003-03-05T09:13:00.000-08:00</published><updated>2003-09-19T14:53:59.743-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Colombina e Pierrot&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, o carnaval da Lapa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela já tinha desistido dessa história de beijo na boca de carnaval, quando ele chegou e cantou no ritmo do chorinho: “Esses seu cachos que eu me amarro demais...” Ela achou graça e riu, e ele viu nisso uma continuação para o seu samba: “E esse sorriso me arrasa.” E então perguntou o nome dela. Ela disse. Ele se apresentou dizendo que se chamava Pablo e lhe pediu mais um sorriso. Ela disse que só queria sambar (mas disse sorrindo) e ele a abraçou e dançou com ela de rosto colado. As pessoas mais próximas acompanhavam os movimentos de dança dela e de conquista dele, e as primeiras apostas já eram feitas. A grande maioria dizia que dali iriam sair de mãos dadas, e colocaram cinqüentinha no bolo. Mas ela não sabia quanta coisa estava em jogo. Se liberou do abraço de Pablo e, pedindo desculpas, foi dar uma volta. Ele ficou sozinho, inconsolável, acompanhando a figura dela desaparecendo aos poucos, se misturando na massa de gente que cantava e dançava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ele não sabia – e nem poderia imaginar- é que ela tinha um trauma de carnaval. Um trauma que tinha começado ali mesmo, embaixo dos Arcos, onde aprendeu a sambar e a beber pinga com mel de saquinho. Era um trauma tão grande e tão forte que ela não gostava de se lembrar, mas que voltava toda vez que ela escutava Nelson Sargento e Velha Guarda da Portela. E olha que ela quase nunca ouvia isso, americanizada que era e ligada em guitarras e mixers, mas de vez em quando rendida aos prazeres de ser brasileira. E ele, tadinho, nem sonhava em saber que a dama dos cachos era triste lá no fundo, e que se escondia por trás da tristeza dizendo que era uma proteção, sem entender que, desse modo, ela só se afundava no seu coração impenetrável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não sabia, mas sabia o seguinte: que era carnaval e que a luta continua, companheiro. Assim que a menina desapareceu, ele se virou pro lado e viu uma morena linda, perfeita, cheia de ginga. E com a morena conseguiu aconchego e carinhos, que é o que a gente precisa. A dama dos cachos ganhou, de outro pierrot apaixonado, um número de telefone que ela deixou ali mesmo, em cima da mesa, e ainda uma declaração de amor etílica de um trapezista que encarava um daqueles churrasquinhos no espeto. Chegou a reencontrar Pablo, que choramingou em seu ombro: “ah, mas eu queria taaaanto te dar um beijo...” e ela só respondeu que ele estava impossível, e se liberou de seus braços, quase correndo, querendo ir embora. Quantos corações não terão sido despedaçados nesse carnaval.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-90184738?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/90184738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/90184738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90184738' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-89910709</id><published>2003-02-28T09:26:00.000-08:00</published><updated>2003-02-28T09:26:11.950-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Lamentável&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vc deve estar se perguntando qual a minha moral para vir falar do seu mau humor. Mas essa maneira que você tem de me tratar às vezes, denotando ausência de qualquer carinho, me colocando como se eu fosse uma mera "boceta" pra atender aos seus caprichos de macho, colocando o sexo à frente do programa de hoje, como se essa fosse a finalidade da noite - e não a minha companhia e a sua companhia, juntinhas e inseparáveis, como foram antes tantas vezes - isso tudo me dá uma vontade de desfazer o convite, de mandar você ir pastar e encerrar de vez essa comédia. Essa sua maneira infantil de se afirmar em cima da minha tristeza, essa subida em saltos altos modelados com a minha insegurança, isso tudo vai deixando você feio, grotesco, nauseante. E de repente você não é mais interessante. De repente você não me desperta mais tudo aquilo de antes: seja a amizade, a vontade de beijar, as milhões de conversas intermináveis, os planos individuais contados em segredo. A maior verdade do mundo é: o amor é uma coisa feia. Pelo menos quando acaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então eu me lembro de como você realmente é. Da sua melhor forma, da sua forma humana, e não esse monstro, esse abominável homem das neves, esse homem de gelo que não sei de onde surge. Eu sei que você não é assim, na verdade, e que se está desse jeito é porque anda possuído por algum espírito maligno, posto no mundo só pra deixar a gente separado. Eu não sei namorar. Nunca aprendi como é que se faz pra conseguir fazer calar espíritos maus que dominaram o corpo de meus ex-namorados e que, depois, quando eu reencontro algum desses antigos amores, eles me olham todos com uma admiração irrestrita, como se ainda chorassem pelo leite derramado (o leite que eles mesmos jogaram no chão), e alguns até dizem: "não existe mulher como você." Mas eles só descobrem tarde demais, se é que eu realmente sou esse mulherão mesmo, ou se esse papo não passa de lábia pra eu, mais uma vez, atender aos desejos masculinos. Sinto com toda certeza do mundo que você também fará parte desse grupo, e que quando eu passar você vai comentar com os amigos, com uma certa nostalgia: "Lá se vai uma mulher de verdade." E eu, como uma Amélia do século XXI, vou passar sorrindo, apoiada em outros braços que não serão seus, e comentarei ao pé do ouvido de alguém: "Aquele ali já foi meu namorado", só pra testar os ciúmes do meu interlocutor.&lt;br /&gt;É isso aí. Viva o nosso futuro determinável e determinante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-89910709?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/89910709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/89910709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#89910709' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-89865938</id><published>2003-02-27T15:11:00.000-08:00</published><updated>2003-02-27T15:11:25.216-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Texto novo no &lt;a href="http://www.mulherzinhagirlie.blogspot.com"&gt;Mulherzinha.com&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Não estranhem o abuso do diminutivo. Ando muito girlie ultimamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-89865938?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/89865938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/89865938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#89865938' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-89783787</id><published>2003-02-26T09:44:00.000-08:00</published><updated>2003-02-26T09:44:15.606-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Maneiras de se iniciar uma conversa na hora do cafezinho com final feliz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Desculpe; mas é que eu acho que conheço você de algum lugar. Por acaso você estudou na Puc?&lt;br /&gt;-Não, fiz UFRJ.&lt;br /&gt;-Hãn... Mas você trabalha com o quê?&lt;br /&gt;-Eu sou publicitário.&lt;br /&gt;-Ah, vai ver é isso, eu conheço um monte de publicitários.&lt;br /&gt;-É, pode ser. Você é amiga do Fabrício?&lt;br /&gt;-O Fabrício que morava na Barra e hoje está em São Paulo?&lt;br /&gt;-Não, que morava em Ipanema e hoje está em Floripa.&lt;br /&gt;-Ih, então não conheço não...&lt;br /&gt;-Ah, ta difícil.&lt;br /&gt;-É. Bom, vai ver foi impressão minha mesmo.&lt;br /&gt;-É. Ou então você me viu em uma dessas noitadas da vida, e de repente a gente até conversou e daí o seu subconsciente gravou o meu rosto.&lt;br /&gt;-É uma explicação.&lt;br /&gt;-Sempre há uma.&lt;br /&gt;-Bom, então ta. Eu tenho que voltar ao trabalho.&lt;br /&gt;-Peraí, você vai fazer alguma coisa amanhã?&lt;br /&gt;-Não...&lt;br /&gt;-Então, o Fabrício que você não conhece voltou de Floripa há um mês. Ele vai dar show com a banda dele no Ballroom.&lt;br /&gt;-Ah, legal.&lt;br /&gt;-Por que você não aparece lá?&lt;br /&gt;-Pode ser.&lt;br /&gt;-Vai ser legal, eles tocam bem. E a gente vai poder descobrir se temos algum amigo em comum.&lt;br /&gt;-Legal, vou sim.&lt;br /&gt;-Então ta, a gente se vê.&lt;br /&gt;-Ok.&lt;br /&gt;-Um beijo.&lt;br /&gt;-Um beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, ai, se a vida fosse assim....&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-89783787?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/89783787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/89783787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#89783787' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-89724977</id><published>2003-02-25T10:40:00.000-08:00</published><updated>2003-02-25T10:40:46.936-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Esse texto é do livro que estou lendo, "Modos de Macho &amp; Modinhas de Fêmea", mas eu peguei emprestado digitado assim lá da galera do &lt;a href="http://www.orlandoorfei.blogspot.com"&gt;Orlando Orfei&lt;/a&gt;. Tenho certeza de que eles não vão ficar bravos comimgo, ainda mais depois desse link chiquérrimo que eu coloquei pro blog deles...&lt;br /&gt;By the way: eu amo homem predinho antigo. aliás, eu queria um desses pra mim. O apartamento ou o homem? Ah, os dois, ne... Sem regular mixaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Homem de predinho antigo &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Xico Sá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem várias formas de saber se o cabra não tá nem aí pra hora do Brasil e pro casamento. Mas a mais infalível, donzelas e afilhadas do velho Honoré, ainda é observar a sua toca, seu mocó. Pela casa de um homem solteiro, sabe-se lá suas intenções. &lt;br /&gt;Um tipo, em especial, chama atenção: aquele mancebo que habita os famosos predinhos velhos e charmosos. Ih, esse ou é veado, como muitos queridos amigos meus - uma parede de cada cor - ou não casam nem à força. Nem amarrado, como antigamente, com o bacamarte do futuro sogro no gogó. &lt;br /&gt;Homem com casinha arrumada, badulaques, quadro de arte na parece (por mais que sejam grafismos pop), cozinha equipada com trituradores de última geração, quer apenas impressionar suas presas - quando não é veado, repitam comigo! &lt;br /&gt;Quando um cabra arruma a casa, tapetinho, abajur no lugar, cortiça com recortes, boas cobertas...Sei não...Optou pela solteirice abolsuta, caçador da pior qualidade. Cafa no último. Quando a nega pisa no capacho, luzes se acendem automaticamente, numa lógica de iluminação publicitária. Lá está o quadro da moda, até o cinzeiro é arte, Tunga, o caralho a quatro. O som. Basta você pisar no mesmo capacho, já dispara com essa coisa de eletrônico com bossa-nova. &lt;br /&gt;Senhoritas, nunca confiem em um homem com casa arrumadinha. Aquele que se gaba de morar num predinho antigo, charmoso...Se abrir um vinho e começar a falar como um entendido em vinho...Vixe! Corra, Lola, corra. Trata-se de um picareta de fato. &lt;br /&gt;Os melhores da espécie ainda moram com as mães ou têm um muquifo de macho. Nunca conseguiram desencaixotar os livros da última mudança, embora deixem O apanhador no campo de centeio largado ali num canto, para impressionar as visitas - que são raríssimas, pois não costuma levar qualquer um(a) no mocó. &lt;br /&gt;Homem predinho-antigo é um desastre. Assim como homem ervas-finas, com aqueles frasquinhos a enfeitar a cozinha. E como mulher cai nessa história de ervas-finas! Um macarrãozinho com molho veadinho...pumba!, lá se estende a danada no sofá do vagabundo. &lt;br /&gt;Mal sabem elas que homem que é homem - falo dos solteiros - faz de qualquer teto um viaduto, um Joana Bezerra, uma baixada do Glicerio, um Minhocão qualquer. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-89724977?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/89724977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/89724977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#89724977' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-89669176</id><published>2003-02-24T14:17:00.000-08:00</published><updated>2003-02-24T14:17:19.170-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aliás, frase do Rimbaud:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É preciso ser absolutamente moderno."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas... O que é que ele quis dizer com isso mesmo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-89669176?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/89669176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/89669176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#89669176' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-89668578</id><published>2003-02-24T14:08:00.000-08:00</published><updated>2003-02-24T14:08:01.326-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Isso é que é sobreviver ao tempo:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi o seguinte email: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ola chamo-me Diana e li uma parte de &lt;a href="http://www.nycool.blogspot.com"&gt;"nem só de gente cool &lt;br /&gt;vive Nova Iorque"&lt;/a&gt; acho que exageras-te com aquela cena do fim &lt;br /&gt;do Mundo e do homem que estava nos seus últimos dias em Nova &lt;br /&gt;Iorque. Não leves a mal mas só tou a dizer o k acho.é k eu sou &lt;br /&gt;um bocado esquisita e quando leiu dessas coisas fico assustada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É engraçado parecer que um texto escrito naquela época é exagero. Por desencargo, entrei no site e dei uma olhada. Mas a menina está enganada: nada ali é exagero não. Rolou mesmo uma fobia de "vamos aproveitar enquanto é tempo" no pós ataque. Mas quem é que iria acreditar nisso? A gente é brasileiro, não tem guerra, só tem um monte de traficante com armas melhores que as da Polícia Militar. Pra gente, o pensamento é ao contrário, uma coisa como "vamos nos reguasdar enquanto é tempo."  E aí é gente em casa, fechando a janela quando pára no sinal, carregando R$5 no bolso pra entregar pro cara em caso de assalto... E pronto. A gente anda tão condicionado à essas medidas de segurança que parece até que é mesmo exagero esse troço de aproveitar a vida porque existe a iminência de uma guerra. Só que, quando a gente está lá no meião, dá medo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha do que eu me lembro mais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Eu, chegando no meu trabalho, e sabendo que o Antraz corria solto pelo correio americano. O escritório onde eu trabalhava ficava em um prédio do correio. Fiquei com medo de acabar sendo vítima desses malucos (que todo mundo acha que são americanos mesmo) sem ter nada a ver com isso. Pensei em voltar pra casa naquela mesma hora. De todos os perrengues que eu passei em NY, só aquele me fez pensar no meu quartinho, na minha família sorridente e nos meus milhares e incontáveis amigos. Mas eu não fui, não. Eu fiquei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Os cartazes de desaparecidos colados nas paredes de Manhattan. Ok, eu sou meio manteiga derretida mesmo, mas até o mais duro coração de machão ficava tocado com aquelas fotos, descrições, emails de contato, telefones. O sinistro daqueles cartazes era que eles cobriam paredes e paredes dos prédios de NY, dobravam esquinas e desciam até o metrô. Se você parasse pra ler, era gradual: o primeiro passava direto, o segundo caía mal e o terceiro era o berreiro. Eu chorava mesmo, com muita vergonha, e depois parava de ler aquilo tudo. era tão óbvio que aquelas pessoas estavam mortas que, um dia, eu parei de olhar praqueles cartazes. E eles passaram a fazer parte de todos os grafites e publicidades que cobriam o concreto nova iorquino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) O terremoto. Eu nunca tinha passado por um terremoto antes. Meu primeiro ocorreu duas semanas depois do ataque. Olha só como a minha cabeça andava: eu achei que aquele tremor era um ataque terrorista a algum metrô do Queens. Tadinha de mim, nem os muçulmanos se preocupavam com o Queens (até porque tinha muçulmanos à beça morando lá, e eles morriam de medo de tomar porradana rua. Eles espalharam cartazes no bairro dizendo: "Não deixe que o ódio racial tome conta da sua vizinhança.") Mas daí, quando rolou o terremoto, eu estava deitada na cama e senti três segundo de tremor. quando parou, eu perguntei pro meu ex-namorado o que tinha sido aquilo, e pedi pra ele sair e ver do que se tratava. Quanta bobagem; ninguém sabia de nada, é claro. No dia seguinte o Yahoo noticiava um terremoto com o epicentro em Astoria, Queens. E pronto, era só isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Depois que os aviões bateram no WTC e eu saí do restaurante onde trabalhava (um dos meus dois empregos), a fumaça negra tapava as esquinas. Foi a terceira situação que ficou gravada. Eu saí do restaurante querendo muito sair dali, daquelas três quadras de distância dos prédios pegando fogo. Quando fui pra rua, não consegui ver as ruas transversais. Fui pro outro lado, então, pro norte. E fui chorando. Era uma multidão que andava, alguns chorando como eu, outros com aquele olhar incrédulo. As pessoas se arrastavam pela rua; ninguém corria, ninguém tinha pressa. Um cara falou alto que não tinha pra onde ir, porque morava em Queens (vizinho! hehe) e todas as saídas de Manhattan estavam fechadas. Ele era um homeless. Nós rimos (digo nós querendo dizer das cinco pessoas que caminhavam juntas), porque qualquer piada sem graça era o cúmulo do humor. E andamos andamos andamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria poder descrever melhor aquilo tudo. Porque aquilo era horrível, mas eu não queria saor dali. Eu estava eufórica porque me encontrava no lugar onde a história estava sendo escrita. Sério, eu nunca tinha tido essa sensação de &lt;i&gt;meninos, eu vi&lt;/i&gt;. Eu estava eufórica, em estado de emergência, e fiquei trabalhando como louca no meu segundo emprego até meia-noite. É isso aí: guerra é a adrenalina dos tempos modernos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-89668578?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/89668578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/89668578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#89668578' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-89265581</id><published>2003-02-17T14:42:00.000-08:00</published><updated>2003-02-17T14:42:50.753-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Circulando. Nada de ficar parada porque quem fica parada cria raiz, e quem cria raiz acaba um dia tendo os pés cortados. Nada disso, o negócio é movimento e ver rostos, muitos rostos, que eu acho que não percebo mas, quando sonho, sonho com eles. Eles estão registrados em algum lugarzinho do meu cérebro, e à noite os rostos desconhecidos tomam conta do meu sonho. Os personagens principais, pessoas que eu nem conheço. Que eu não conheci porque estava ocupada demais tentando encontrar gente conhecida ou interessante ou amigos de amigos. Gente que não vai fazer diferença, porque os que fazem diferença já estão aqui, ao meu lado, e os que parecem que vão mudar o mundo só sabem mesmo mudar de roupa. Com muita freqüência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Circulando. Pra ver se eu tapeio a saudade, essa insuportável mordidinha no meu pescoço, ou melhor, na minha nuca, que não me deixa nem um minuto sequer descansar em paz. E curtir. Não dá pra tapear porque na verdade eu não quero que ela vá embora, a saudade, o último elo a me ligar a ... Quem quer saber a quem? A quem pode interessar saber a quem estou ligada pela saudade? Ele sabe. Ele (s) sabe (m), porque eu sou a rainha do mal resolvido. O meu presente é todo feito de um milhão de partículas do meu passado e eu, agora, sou um quebra-cabeça montado com um monte de boas e más experiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Circulando.  Porque nem de longe eu tenho tudo o que quero, e acho que nunca teria tudo, nem se fosse milionária e vivesse duzentos anos. Mais de dez minutos no mesmo lugar e eu fico de saco cheio. Daí eu pego o globo que eu tenho na minha mesinha de cabeceira – propositalmente colocado ali pra me lembrar que eu sou pequena, mínima e ridícula – e observo todos os muitos e infinitos lugares que me faltam conhecer. Faltam tantos... Mas eu vou pra eles porque eu circulo e ninguém nunca vai me fazer parar pra ficar gastando meu tempo com rostos de desconhecidos e saudades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-89265581?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/89265581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/89265581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#89265581' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-89263968</id><published>2003-02-17T14:12:00.000-08:00</published><updated>2003-02-17T14:12:54.986-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Os livros&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse ritmo industrial que eu tenho de sair de uma leitura para passar pra outra acaba produzindo um nó na minha cabeça já um tanto quanto confusa. Foi assim: acabei "Homem que é homem não dança" e peguei esse novo da Nilza Rezende. O primeiro fala de um escritor com dor de cotovelo porque é corno, foi abandonado pela mulher e não consegue mais escrever, e que um dia sai, enche a cara e não se lembra mais de nada, até que descobre uma cabeça de mulher loira na plantação de maconha dele. Tudo muito light.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beleza. Cabeças de mulheres loiras enterradas em plantações de maconha eu consigo agüentar na boa. Agora, sinistro é ter que, logo em seguida, encarar o livro de NR: uma mulher que descobre que está sendo traída. E daí? E daí que eu podia fazer tudo o que a mulher do livro faz. Eu podia ser idiotamente apaixonada, e ser tratada que nem uma retardada pelo marido. E um dia ver o cara com outra mulher, todo cheio de carinhos e beijinhos sem ter fim. Isso é que é soco no estômago. Cabeças cortadas; podem me arrumar quantas quiserem, que eu penduro no lustre do meu quarto. Mas traição é jogo baixo. Acho que essa noite não vou nem conseguir dormir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-89263968?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/89263968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/89263968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#89263968' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-89250717</id><published>2003-02-17T10:08:00.000-08:00</published><updated>2003-02-17T10:08:44.266-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Fotos novas em &lt;a href="http://www.queimandofilme.blogger.com.br"&gt;Queimando o Filme&lt;/a&gt;. O blog mais exibido do mundo. Eu paguei alguns micos no ensaio da Mangueira esse sábado... Bom, alguns estào documentados. E expostos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-89250717?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/89250717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/89250717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#89250717' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-89111040</id><published>2003-02-14T13:03:00.000-08:00</published><updated>2003-02-14T13:03:33.540-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Lancei uma campanha aqui no meu trabalho chamada &lt;b&gt;Ajude a Bruna a Encontrar um Namorado Mergulhador&lt;/b&gt;. A galera levou tão a sério que uma amiga chegou a escrever um edital, com regras e pontuação, para quem quisesse se candidatar. É muito bom saber que eu posso contar com esse tipo de &lt;a href="http://www.vocetemfomedeque.blogger.com.br"&gt;ajuda&lt;/a&gt;. :)&lt;br /&gt;Mas o resto do povo daqui me mandou entrar em um curso de mergulho e parar de encher o saco.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-89111040?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/89111040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/89111040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#89111040' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-89054794</id><published>2003-02-13T14:08:00.000-08:00</published><updated>2003-02-13T14:08:24.660-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Eu, palhaça&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem dias que eu acordo com o nariz vermelho posicionado no rosto. São dias raros, em que eu me sinto destinada a falar as besteiras necessárias pra animar a vida da garotada. E animo, coooomo animo. Sou considerada presença indispensável em festinhas e reuniões, e já possuo números de sucesso incondicional. A audiência pede, eu obedeço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje, não sei por quê, eu sou a festa do escritório. De onde raios vem esse bom humor? Não recebi aumento, não emagreci, não conheci o amor da minha vida. Mas hoje eu estou assim, no palco. Quem não gosta de mim, tem mesmo material pra me maldizer. Eu estou assim, me sentindo o show. Quem não quiser me ver, vai ter que fechar os olhos. Eu estou assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que, nesses dias, eu não caibo em mim. Literalmente. Não paro quieta, falo com todo mundo, escrevo emails enormes que nunca serão respondidos. Eu viro uma mala. Meu lado palhaça é tão forte que eu me sinto culpada por não ser uma dama discreta como gostaria de ser. Eu admiro as meninas que são damas discretas. E fico envergonhada quando, sem querer, eu impeço que elas emitam alguma opinião em mesas de bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém sabe de um segredo: às vezes sou palhaça porque estou triste. Não é o caso de hoje. Hoje tenho uma total ausência de sentimentos, a não ser essa euforia burra de começo de festa. Mas, às vezes, a palhaça surge pra me defender. É uma questão de sobrevivência chegar ocupando espaço. Ninguém vai deixar de me ver brilhando. Nem eu mesma.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-89054794?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/89054794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/89054794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#89054794' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-88993496</id><published>2003-02-12T13:32:00.000-08:00</published><updated>2003-02-12T13:32:17.050-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Eu, felina&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo do trabalho me disse hoje que passou o endereço deste site para a irmã dele, que mora nos Estados Unidos. Ela leu, gostou, elogiou, mas não conseguiu deixar de fazer um comentário que, digamos a verdade, é cabível: “Mas essa menina é tão carente! Por quê isso?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caríssima irmã do meu amigo, eu vou explicar porquê. Acontece que a carência é um estado natural meu. Eu acho que já nasci com esse carimbo nas costas, que nem uma cruz. E que me acompanha pelos anos assim como a minha inocência – que, apesar da idade passando, nunca acaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carência, minha querida, vem de todos os lados e se espalha ao meu redor. Sou dependente de amigos, de conselhos, da minha irmã, do meu cachorro, dos meus livros. Sou dependente de tudo. E fico muito, mas muito triste mesmo, quando acho que posso me encostar um pouquinho em alguém e essa pessoa tira o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que eu aprendi isso com a minha gata. Eu encosto nas pessoas, eu me esfrego, eu faço manha, eu me espreguiço. E, mais do que tudo, eu gosto do contato de peles. Quando fico triste, fico torcendo pra ganhar um abraço. Mas daí, quando me abraçam, eu abro o berreiro, me deixo abandonar totalmente naquele ombro, até a camisa do “abraçante” ficar molhada com as minhas lágrimas de manteiga derretida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, como pessoa carente por definição, eu acredito que todo mundo que eu gosto tem um ombro pra eu ensopar de vez em quando. Eu tenho certeza absoluta de que ninguém vai me negar isso, esse direito de fazer e pedir carinho na hora que quiser. Eu parto do princípio de que todo mundo gosta de mim o bastante pra isso. Mas, você sabe, eu erro de julgamento milhões de vezes por dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E daí, quando alguém se nega a me deixar esfregar, eu me tranco no banheiro e fico encostada nas paredes, chorando, ressentida. Porque eu sou gatinha pequena, e acho que ninguém quer meu couro pra tamborim, eu fico triste. Entendeu, menina, porquê eu sou carente? Se entendeu, que ótimo: me empresta aí seu ombro que eu estou precisando de um pra encostar a minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-88993496?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88993496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88993496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88993496' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-88934304</id><published>2003-02-11T13:59:00.000-08:00</published><updated>2003-02-11T13:59:27.800-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tem texto novo no &lt;a href="http://www.mulherzinhagirlie.blogspot.com"&gt;Mulherzinha.com&lt;/a&gt;. Ele estava meio abandonado, mas agora eu consgeui, finalmente, arrumar uma inspiração. Bom, está lá pra quem quiser dar uma olhada...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-88934304?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88934304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88934304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88934304' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-88910604</id><published>2003-02-11T05:55:00.000-08:00</published><updated>2003-02-11T05:55:33.633-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Insatisfações e confusões mentais&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que eu tenho um monte de planos, mas me recuso a tentar realizá-los por dois motivos: 1) eles podem não ser realizados, 2) eles podem se realizar e de repente eu ficar sem planos. Ok, pelo o que me conheço, planos surgem na minha cabeça que nem chuchu na serra (I can't get no/ satisfaction). Mas o problema é a interseção entre esses dois pontos. Então eu prefiro ficar na masturbação mental de planejar e sonhar com algo, mas nunca - eu disse nunca - mover uma palha para que isso mude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem também outra coisa, que é a vida pessoal. Segue um pouco a lógica dos planos. Fico pensando "ai ai ai, se eu tivesse um namorado agora não estaria na noitada. Ia ficar em casa bebendo vinho e vendo DVD." Daí eu arrumo um namorado e... vou pra noitada. E fico meio de saco cheio de não estar com os amigos naquela noitada (I can't get no/ satisfaction). Além disso, estou cientificamente convencida de que não sirvo pra namorar ninguém, porque relacionamento fixo me transforma em um monstro, tipo Jekill e Dr. Hyde. Ao mesmo tempo, me certifico de que, se fosse pra casar com alguém, eu ia casar com um cara que... já é casado. E que é o único cara que eu acho que me entende e que ia conseguir domar essa fera que me possui de vez em quando. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-88910604?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88910604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88910604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88910604' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-88910111</id><published>2003-02-11T05:42:00.000-08:00</published><updated>2003-02-11T05:42:45.100-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Possibilidades&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes eu acho que o mundo está me dando pequenos mimos, só pra eu não ficar uma solteirona triste. Qual a probabilidade dessas situações acontecerem na vida de uma pessoa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma menina vai à praia de Ipanema, pleno sábado, Posto 9. A praia está lotada e ela está estreando seu novo corte de cabelo. De repente, um cara que estava sentado ao lado dela pergunta: "Hei, eu te conheci em Jericocoara, não é?" O cara era um israelense com quem ela havia cruzado umas três vezes e conversado apenas uma. Ela não acredita que ele consegue se lembrar dela, e os dois conversam um pouco. Ele conta que foi a Morro de São Paulo, e que gostou muito de lá. Ela decide que sua próxima viagem será a Morro de São Paulo, e pergunta todos os detalhes possíveis sobre o local. Depois, os dois falam sobre um outro israelense, esse sim muito amigo da menina. O cara da praia diz que a última vez que o viu foi em Florianópolis, e que perdeu contato com ele. A menina lamenta o desencontro. Ele pergunta sobre uma amiga da menina, que também havia viajado com ela para Jeri. A menina responde que não haviam se falado aquele dia, mas que sempre se encontravam. Os dois se separam e voltam para seus lugares na areia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina verifica seu celular e percebe que há uma ligação não atendida. O recado na caixa postal é da amiga de Jericocoara, que está indo encontrá-la na praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, a menina tem uma festa pra ir. É a comemoração do aniversário de três amigos, e será realizada em uma boate na Gloria. Chegando lá, ela encontra pessoas do seu trabalho, e descobre que há uma terceira aniversariante no local, que vem a ser alguém que estudou e trabalhou com ela. Em pouco tempo, a menina percebe que conhece (quase) todas as pessoas presentes na boate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, de ressaca, a menina liga a TV e vê um programa sobre Morro de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entediada, ela checa os emails e percebe que o israelense seu amigo (não o encontrado na praia) está no Rio e quer vê-la. Os dois se encontram e vão parar no Baixo Gávea. E combinam que a próxima viagem internacional da menina será para Israel, onde ela ficará hospedada na casa do amiguinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** Vai dizer que todas essas coincidências não são maravilhosas? Os acasos da vida... Milan Kundera de novo. A vida está me dando um mimo pra essa fase passar mais rápido. E eu agradeço dando um beijinho na bochecha dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-88910111?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88910111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88910111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88910111' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-88709415</id><published>2003-02-07T07:45:00.000-08:00</published><updated>2003-02-07T07:45:45.233-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Cetim&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, quando as coisas andam tranqüilas demais, com dias deslizantes, suaves, eu fico parada esperando o pior acontecer. Penso: “Ok, quando vai chegar o carro que vai passar na poça e me deixar ensopada?” Eu fico parada, com muito medo mesmo de me entregar à suavidade do mundo e depois ser jogada em algum espinheiro. Eu me encolho. Tento me proteger. Me escondo atrás de uma parede, porque tenho certeza de que o ataque virá direto na jugular e aí, já viu, vai ser uma coisa muito feia de se ver: eu, com a jugular aberta, deitada numa poça de sangue. Esvaída. E eu não quero esse tipo de coisa não, se é pra morrer, que seja de uma maneira bonitinha, silenciosa, pacífica, durante o sono. E no final da era da humanidade, como disse um amigo meu outro dia. Morte boa é morrer no dia em que o mundo está acabando e pensar: “Rá, que se foda, posso morrer agora porque não estou perdendo nada!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas meus dias estavam um veludo, e eu não entendia muito bem o que acontecia, porque eu esperava uma fase que já conheço: pensamentos sobre viagens impossíveis, exposições ouvindo walkman, passeios no centro fotografando a arquitetura. Eu me conheço. Quando quero um pouco de paz, adivinha pra onde eu vou: pra Avenida Rio Branco, o maior aglomerado de gente do Rio de Janeiro, talvez. Só que eu não fui pra Rio Branco. Eu fiquei em casa, lendo, ouvindo música, vendo filmes e rolando no veludo dos dias, achando que, finalmente, certas coisas não estavam mais importando tanto quanto antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí aconteceu. Eu quase comemorei. A espera é tão angustiante que quando finalmente vem eu penso: “Já era hora.” Mas é tudo muito ridículo, e eu quase chorei na fila do banco, porque meus dias não eram mais macios como antes e eu havia encontrado os espinheiros. E acabei caindo neles, mas ninguém me empurrou não, eu fui porque quis, sabe, e então fiquei com muita saudade do macio, mas esses dias já eram, haviam sumido e agora eu penso: hora de pegar o walkman e partir pro centro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-88709415?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88709415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88709415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88709415' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-88707259</id><published>2003-02-07T07:01:00.000-08:00</published><updated>2003-02-07T07:01:37.526-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Eles estão me abandonando&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá uma deprezinha sinistra abrir esse blog de manhã e ver que não há um comentário sequer. As pessoas são muito volúveis. Bastou que eu escrevesse uns três textinho mais ou menos que a galera já debandou. Brincadeira!! Mas, enfim, essa é a vida, e eu só sei reclamar dela. Vai ver por isso ninguém me agüenta mais.&lt;br /&gt;O bom é que agora eu tenho total liberdade pra escrever tudo o que desejo - é claro que, quando estava namorando, rolava uma auto censura pra não machucar o corçãozinho alheio. Mas agora, partindo do princípio que o conceito de "ter coração" morreu no final do século passado (em toda a humanidade, quero dizer), eu não estou mais tão preocupada não. E me pergunto, seriamente, se algum dia deveria ter tido esse recalque.&lt;br /&gt;O fato é que o mundo está acabando. Eu trabalho em um lugar que lida com tragédias, e outro dia o meu chefe disse: "Aproveitem esse princípio de apocalipse que podemos ter boas histórias." E são boas mesmo! Quem dera eu tivesse imaginado alguma delas antes. Poderia ter finalmente escrito essa porcaria de livro. O médico que esquarteja a mulher ainda viva. O casal que tacou o bebê no vidro de um carro, enquanto gritava "Satanás!" É tudo muito maravilhoso, inacreditável. Que pena que a minha imaginação, precária, tadinha, não conseguiu formular essas histórias antes delas terem acontecido.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-88707259?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88707259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88707259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88707259' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-88668892</id><published>2003-02-06T13:47:00.000-08:00</published><updated>2003-02-06T13:47:35.023-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Hahaha Esses gringos são ótimos mesmo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Forget the sniff-ing about the boyfriend.  Have fun:  he will miss you more than you miss him.  Just don't get too wild and get that tattoo you told us about.  I can't believe you missed dinner with the gringos on Wednesday night to go to a movie with a boyfriend that you dumped soon after.  I hope at least it was a good movie."&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-88668892?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88668892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88668892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88668892' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-88666815</id><published>2003-02-06T13:06:00.000-08:00</published><updated>2003-02-06T13:06:22.926-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Pensamentos idiotas que seriam maravilhosos se um dia realizados.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho umas raivinhas de certos hábitos que nem eu mesma entendo. Quer ver uma coisa: tenho um desejo sangrento de que o cara que dirige com o braço pra fora da janela do carro tenha sua mão decepada em uma batida na esquina. Sério, quase desejo isso pro cara. Porque me irrita. Pra mim, colocar o braço pra fora do carro é como dizer: "Aê, sai da frente que eu sou malandro; dirijo com uma mão só, tá vendo? e ainda tiro uma onda. Eu sou foda."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí eles passam por mim e eu fico pensando: "E se passasse um ônibus agora e levasse o braço do cara pra bem longe? E se ele perdesse o controle do carro e esmagasse esse cotovelo arrogante contra um muro?" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que eu tenho vontade: de jogar um chope na cara de alguém. Que nem em filme. Imagina a cena: você chega em um bar, encontra uma pessoa que não gosta (ou que está aprontando alguma), pega um chope e taca na cara dela! Tem também o estilo low profile, que consiste em você delicadamente virar o copo na cabeça do seu alvo. Mas e a reação do outro? Bom, se for alguém tão bagaceiro quando você, ele vai sentar a mão na sua cara - mas aí tem que agüentar, afinal de contas você é uma pessoa que vira um copo de chope na cara de outra, não é qualquer tapinha que vai te derrubar! Mas se você é adepto do estilo low profile, pode ser que o seu objeto de ódio também seja, e e apenas fique olhando pra você, surpreso demais pra reagir, e com chope pingando da orelha. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-88666815?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88666815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88666815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88666815' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-88607142</id><published>2003-02-05T12:33:00.000-08:00</published><updated>2003-02-05T12:33:16.950-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Ele volta logo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clima hoje é o seguinte: sorrisinhos amarelos esparsos, um sono terrível e muita ressaca. Assim começa o meu dia. Depois de ter ido dormir à três da manhã, com a convicção absoluta de que não existe final feliz, acordo às seis e não consigo mais dormir. São três horas de sono; eu fiz as contas. Decido que só um calorzinho vai me embalar de novo e me meto em um banho quente, de horas, com cabelo lavado e tudo. Isso me faz lembrar dos meus tempos de raver, quando chegava em casa cedinho e me despia sem fazer barulho pra não acordar o resto da casa e a fera do meu pai, que ficava puto com o meu horário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois do banho, voltei pra dormir e aí fui fui fui. Quase não volto a tempo. Quando levantei, coloquei &lt;i&gt;Going to California&lt;/i&gt; pra me fazer mais um pouquinho tolerante com a minha vida, e me mandei. Deu certo. Eu estava bem humorada de novo! Mas, sabe como é: eu, como mulher, apaixonada e sofredora, mudo de humor a cada variação de luz. E agora estou muito cansada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, no auge da minha tristeza, eu rezei. Demorei um pouco pra lembrar como é Pai Nosso e Ave Maria, já que declaro aos quatro ventos que sou atéia - mas carrego na bolsa o Santo Expedito e o São Judas Tadeu, além de ter certa fé em São Jorge. Eu adoro me contradizer. E rezei pra ver se acalmava e conseguia voltar a dormir; mas acontece que todos os pensamentos voltavam e eu ficava fritando de raiva, dor e decepção. Eu também tentei chamar a minha mãe, meu avô e todas as pessoas que já passaram desta pra melhor pra ver se eles me ajudavam a enxergar alguma luz. Nada, nada: cegueira escolhida é foda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insisto em dizer que quero mudar. Mas é meio difícil encontrar gente que acredita nisso e dá força pra continuar. Queria não ser tão boboca a ponto de desejar o bem pra todo mundo e não ter ninguém redirecionando o bem pra mim. O bem tinha que bater e voltar, que nem me ensinaram, nos tempos em que eu era católica. Mas eu ainda estou aqui esperando. Tô aqui olhando pro relógio. Continuo parada, colocando o peso do corpo cada hora em uma perna, impaciente e de saco cheio. Não me dou bem com atrasos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-88607142?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88607142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88607142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88607142' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-88596495</id><published>2003-02-05T08:41:00.000-08:00</published><updated>2003-02-05T08:41:53.416-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Going To California&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Spent my days with a woman unkind, Smoked my stuff and drank all my wine. &lt;br /&gt;Made up my mind to make a new start, Going To California with an aching in my heart. &lt;br /&gt;Someone told me there's a girl out there with love in her eyes and flowers in her hair. &lt;br /&gt;Took my chances on a big jet plane, never let them tell you that they're all the same. &lt;br /&gt;The sea was red and the sky was grey, wondered how tomorrow could ever follow today. &lt;br /&gt;The mountains and the canyons started to tremble and shake &lt;br /&gt;as the children of the sun began to awake. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-88596495?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88596495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88596495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88596495' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-88588578</id><published>2003-02-05T05:43:00.000-08:00</published><updated>2003-02-05T05:46:09.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje mesmo, &lt;i&gt;Going to California&lt;/i&gt; (Led Zeppelin) me salvou da vontade de não levantar da cama.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-88588578?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88588578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88588578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88588578' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-88552221</id><published>2003-02-04T13:58:00.000-08:00</published><updated>2003-02-05T12:33:56.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;A mesma música tocando de novo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu acordei com vontade de ouvir &lt;i&gt;Another Distance Left to Run&lt;/i&gt;, do Blur, agarrada com um ursinho de pelúcia enquanto lágrimas correriam pelas minhas bochechas praticamente teens. Mas, ao invés disso, coloquei &lt;i&gt;Que pena&lt;/i&gt;, com o Jorge Ben animadíssimo, e dei graças a deus de não ter por perto um maço de cigarro. Existem músicas (não é o caso de &lt;i&gt;Que Pena&lt;/i&gt;) que pedem escandalosamente que você acenda um cigarro e fixe os olhos tristes no céu. &lt;i&gt;I'm so tired&lt;/i&gt;, do Álbum Branco, embalou várias dores de cotovelo regadas ã nicotina, enquanto &lt;i&gt;Black Coffe&lt;/i&gt;, na voz da Peggy Lee, enchia meus cinzeiros de guimbas. E eu ainda descobri que a capa do single dessa música é justamente uma xícara de café numa mesa de dinner americano, com um cigarrino queimando no cinzeiro e um chiquerrérrimo colar de pérolas displicentemente jogado sobre a toalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu não tenho uma música tema. Ou melhor, tenho várias por minutos. A minha última foi uma dos Strokes que diz "I didin't take no short cuts/ I spend the money that I saved up". Minha cara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, quando eu estou cabisbaixa e meditabunda, eu penso em algum ritmo feliz, pra ver se eu me alegro também. E quando eu tenho que andar distâncias absurdamente longas e quase morro de tédio e preguiça por causa disso, eu canto alguma coisa na minha cabeça, de preferência uma música beeeem grande. &lt;i&gt;The End&lt;/i&gt;, dos Doors, é a minha preferida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, nesse exato momento, em que eu penso no texto que estou escrevendo e na nova fase que se inicia (é claro, esse blog tinha que ressuscitar de alguma maneira), fico cantando &lt;i&gt;Heros&lt;/i&gt;, do Bowie. Essa música tem uma história, como todas as outras. Mas agora ela está mais pra recado do que pra lembrança: "I would be king/ and you would be my queen". Ai ai, se meu Cd Player falasse...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-88552221?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88552221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88552221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88552221' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-88346398</id><published>2003-01-31T13:26:00.000-08:00</published><updated>2003-01-31T13:26:18.076-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Todas as pessoas do mundo se conhecem&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu comprovei a verdade da teoria que diz que, para conhecer o mundo inteiro, basta ser apresentado a cinco pessoas. Pelo menos no Rio de Janeiro isso é verdade. Como diz um amigo meu, o Rio é apenas Barbacena travestida de ex-capital. Os círculos continuam mínimos, aida mais quando se trata de classe média com terceiro grau completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era segunda feira e eu tinha que comparecer à despedida de uma amiga que estava voltando para a Austrália. Como ia chegar mais cedo e tinha certeza absoluta de que eu ia mofar (agora é mais dramático ficar esperando os outros porque não rola mais o "cigarrinho  pra passar o tempo". Aliás, hoje eu faço uma semana sem aspirar voluntariamente nenhuma fumacinha pra dentro do meu precioso pulmão.). Chamei um casal de amigos pra me encontrarem, mas sabia que eles não tinham nenhuma relação com a festa que estava pra acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou muito juvenil em certas coisas. Porque, obviamente, todos se conheciam. Haviam estudado no Cel da Barra juntos, em mil novecentos e noventa e... Enfim, rolaram papos de tempos de colégio. Alguns nomes mencionados de pessoas que não estavam presentes eu consegui reconhecer, mas no final das contas, analisando bem a situação, quem sobrou ali fui eu. Por isso que bate aquela paranóia de que eu já conheço todo mundo que existe no Rio. Se não conheço, depois de uns cinco minutos de papo descubro que estudei a terceira série primária com o primo de segundo grau do meu novo amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rio de Janeiro é tipo Varginha. Pena que não tem ET circulando pra fazer as coisas mais animadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-88346398?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88346398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88346398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#88346398' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-88343673</id><published>2003-01-31T12:28:00.000-08:00</published><updated>2003-01-31T12:28:32.980-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Criei blog novo, só de fotos. Agora acho que etsou batendo algum recorde: tenho 4 blogs - um desativado, um quase morrendo, esse que ainda é o do meu coração e o novo, só de fotos. Chama-se &lt;a href="http://www.queimandofilme.blogger.com.br"&gt;Queimando o filme.&lt;/a&gt; Passa lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-88343673?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88343673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88343673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#88343673' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-88227508</id><published>2003-01-29T13:26:00.000-08:00</published><updated>2003-01-29T13:27:57.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Foi tããão 2002&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beber whisky com red bull na Loud.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-88227508?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88227508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88227508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#88227508' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-88117216</id><published>2003-01-27T13:35:00.000-08:00</published><updated>2003-01-27T13:35:51.520-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Fim de semana submerso&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os cariocas que ainda residem no Rio têm uma história bizarra pra contar sobre sua noite na sexta passada. Well, eu também tenho a minha. Descobri que é tudo verdade, que a Rede Globo não usa defeitos especiais quando mostra os carrinhos boiando em dia de enchente da Praça da Bandeira. Podem acreditar: eles bóiam mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui pra Náutillus com o meu namorado. Ele foi atéééé a minha casa, que fica muito loooonge da boate, e nós seguimos pro Catete. No caminho, a chuva ficava cada vez mais forte. "Vai melhorar", eu pensava, repetindo a frase como um mantra. Mas não melhorava não. Ao contrário: à medida que a gente ia chegando perto do nosso destino, a chuva ficava pior. Eu tava com um medo danado, mas o meu namoradinho, descansado como ninguém, nem reparava na aguaceira que estava se formando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos à Nautillus. Ia ter show da banda de um amigo meu chamada Glamourama. Mas os caras da banda ainda não tinham chegado. Era o meu primeiro dia como ex-fumante - sim, eu parei de novo - e os nervos estavam especialmente à flor da pele. Acabou a luz. Voltou a luz. Acabou a luz de novo. E aí, já meio em clima de o-mundo-vai-acabar-mesmo-então-foda-se, filei um cigarro da pessoa mais próxima, me rendendo à nicotina calmante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos até a varanda e: surpresa! Rua do Catete era agora Rio do Catete. Os carros começaram a sair do lugar, e a bater contra muros, postes e uns nos outros. Eu ligava pro meu pai, pra minha irmã, pra todo mundo, me certificando que só eu estava em uma furada. O boyfriend enchia a cara de gim-tônica (eu ensinei pra ele) e eu gritava: "meu deus, e o seu carro? Como está o seu carro? O que vamos fazer?"etc etc. Ele respondia: "Calma, Brunita" e tentava me abraçar, enquanto eu o empurrava no melhor estilo Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos: "Não encosta em mim, por favor. Me deixa um pouquinho em paz."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consegui uma briga e outro cigarro. Depois, vi que estava sendo ridícula e pedi as pazes. A luz voltou, a água foi baixando, mas não teve show mesmo. Tudo bem, não tem problema. Depois do surto, eu fiquei mais pacífica que um budista. Quando as listrinhas brancas do asfalto estavam visíveis de novo, nós decidimos ir embora. E, pra meu deleite, o carro estava paradinho no mesmo lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando abri a porta, vi que havia uma poça d'água embaixo dos bancos. "Dane-se", eu pensei. Eu era praticamente um Buda. Mas meu namorado não. Ele resolveu que aquela hora, quando estávamos quase chegando em casa, era o momento do estresse. Cada vez que ele freava no sinal, o carro fazia chuááá. Hehehe, era ridículo. Ele me deixou em casa e ficou até de manhã tirando a água de entro do veículo com um baldinho. Tadinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moral da história é: o meu pai sempre teve razão quando dizia que era melhor eu não sair em dia de chuva. Legal. Vou tentar lembrar disso na próxima enchente de verão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-88117216?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88117216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/88117216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#88117216' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-87897998</id><published>2003-01-23T05:55:00.000-08:00</published><updated>2003-01-23T05:58:09.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Eu fui numa festa tribalista&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi no domingo. Era despedida de um amigo que irá fazer doutorado em filosofia na Alemanha, e que namora uma bailarina moderna, e que toca baixo em uma banda chamada Os Amantes de Maria, em que só músicas que um dia foram interpretadas e/ou compostas por Maria Betânia fazem parte do repertório. Eu carreguei meus dois amigos gringos pro que parecia ser um programa bastante antropológico - inclusive pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos no local da festa - um galpão do século XVIII situado na praça Tirandentes. As pessoas que estavam lá consistiam em dois grupos: as de faixa no cabelo e as de barba. Vale ressaltar que nem todas as que usavam faixa eram meninas. Enfim, entrei, peguei uma coca light e fiquei observando o movimento do salão. Estava tocando alguma música tropicalista, e essa foi a minha segunda percepção sobre o evento: a gente só ouvia outras línguas na trilha sonora quando o Caetano cantava em inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei lá parada esperando que começasse o show. Antes dos Amantes de Maria, houve uma apresentação de teatro e outra de dança, que eu, obviamente, perdi. Mas me disseram que foi muito bom. Logo percebi que eu me destacava dentre as mulheres porque não usava nenhuma peça de vestuário feita de tricô e, ainda por cima, a minha blusa tinha brilhinhos. Eu tenho uma coisa glitter incontrolável dentro de mim. Devem ser os desejos pelos diamantes, não sei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O show começou. E, pra falar a verdade, eu gostei. Sério, eu gostei! Fiquei um pouco tímida porque a audiência identificava a música tocada nos primeiros acordes, e urrava quando o cantor dava o primeiro tom. Os gringos perguntavam: "Por que eles estão gritando?" e eu dizia: "Acho que é porque eles gostam muito dessa música." Mas na verdade eu não tinha certeza. Podia ser de puro êxtase mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois os show acabou e um DJ ficou tocando. Eu conhecia algumas dessas músicas: Jorge Ben, por exemplo. Bom, acho que só conhecia Jorge Ben. Mas já estava ficando tarde, e como eu tinha tentado sambar a noite inteira, fiquei com muita vontade de ir pra casa. Chamei os gringos e eles concordaram - aquilo estava brasileiro demais pra eles também. E fomos todos para Ipanema, ouvindo Beastie Boys no carro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-87897998?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/87897998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/87897998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87897998' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-87732954</id><published>2003-01-20T08:27:00.000-08:00</published><updated>2003-01-20T08:27:18.060-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Os gringos e o Rio&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse final de semana fui cicerone de dois americanos que passaram aqui pelo Brasil. Pela minha falta de tempo, só deu pra levá-los na Lagoa, pra ver o pôr do sol, e à uma festa mega tribalista, promovida por um amigo meu. Os caras, obviamente, acharam a vista da Lagoa maravilhosa e observaram os nativos sambando na festa com um olhar antropológico. Estranhamente antropológico, eu diria, já que os dois eram advogados - e advogados não são muito relativistas, sinceramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles comprou um guia sobre o Rio e, como manda o dever de casa, leu tudo direitinho antes de chegar à Cidade Maravilhosa. Ele sabia muita coisa, como por exemplo que os Arcos da Lapa eram aquedutos nos tempos do Império (alguém duvida de que existam cariocas que não sabem porquê os Arcos foram construídos?). Mas o que mais me deixou intrigada foi o que o guia disse em relação à discoteca Help. Segundo esse sagrado livrinho, a Help era uma ótima pedida para turistas que quisessem dançar. Quando o americano me disse isso, eu não consegui conter uma gargalhada. "Na Help só vai gringo e puta", expliquei, "você não vai encontrar um carioca sequer por lá, a não ser as meninas que estão a trabalho."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eles chegaram no Rio, pegaram um táxi do aeroporto para Ipanema, onde estão hospedados. Eles queriam saber quando sairia uma corrida dessas, e eu disse que era bem caro mesmo, imaginando uns R$40. Eles perguntaram: "Caro tipo R$140?" Eu arregalei os olhos e gritei: "Vocês pagarm tudo isso?" Eles, então, fizeram uma carinha de raiva e disseram: "Definitivamente, nós somos uns suckers." E eu fiquei imaginando que, no final das contas, o episódio dos Simpson no Rio não era tão absurdo assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia também as perguntas sem resposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que os brasileiros chamam estrangeiros de gringos?&lt;br /&gt;- I really don't know.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que montanha é aquela?&lt;br /&gt;- I guess it's Pão de Açúcar (era Dois Irmãos. Depois eu me corrigi).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aquilo é uma metralhadora nos braços do guarda?&lt;br /&gt;- Yes.&lt;br /&gt;- Por que ele está segurando uma metralhadora no meio da rua?&lt;br /&gt;- Cause they're just like criminals.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom que esses estrangeiros conheçam o lado B. Levei os dois na Lapa e eles disseram: "Aqui não é um bom lugar pra se perder, não é, Bruna?" Eu disse: "Não."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que eles se divertiram ontem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-87732954?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/87732954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/87732954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87732954' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-87609443</id><published>2003-01-17T13:40:00.000-08:00</published><updated>2003-01-20T08:28:09.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Minha vida é uma sitcom&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu estava na faculdade, um amigo costumava dizer que todo novo período era, na verdade, uma nova temporada de sitcom. As pessoas, invariavelmente, apareciam com cabelos cortados e mais magras ou mais gordas e mais tristes ou mais felizes que antes. A regra era aparecer &lt;i&gt;diferente&lt;/i&gt;. Em alguns casos, a diferença era tão gritante que fazia a gente imaginar o que tinha acontecido com determinada pessoa durante as férias. Como uma menina que era meio riponga, tinha cabelos lisos e castanho claros e se vestia, assim, meio tribalista (ok, na época ainda não tinha Tribalistas, mas se existisse, ela seria um deles). Ela reapareceu no pátio da faculdade de cabelos curtos, pretos e toda vestida de clubber. E a partir daquele mês, virou modelo também. Uau, e eu que estava feliz porque tinha mudado o tom de vermelho do meu cabelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rolavam, também, umas mudanças involuntárias. Uma vez, eu estava voltando de umas férias from hell e estava magra que nem um palito. uma menina que eu mal conhecia me parou e perguntou o que eu tinha feito pra ficar tão magrinha e óóótima daquele jeito. "Meu namorado terminou comigo", eu disse, com os olhos meio lacrimejando. Mas a garota não se deu por rogada: "Então eu tenho que arrumar um namorado pra poder terminar e ficar magrinha assim também." Pois é, essa é a era das anorexicas. Pior é que, nos términos posteriores, eu não consegui perder peso mais. Que pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra situação intrigante eram os novos personagens da série. Todo ano, depois das férias, tinha alguém novo na galera. E eu ia me sentindo mais velha. No final da faculdade, eu não passava de uma coadjuvante, daquelas que só aparecem nos episódios em participações especiais. Mas continuava mudando a cor dos meus cabelos. Certas coisas são difíceis da gente se livrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-87609443?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/87609443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/87609443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87609443' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-87589349</id><published>2003-01-17T06:03:00.000-08:00</published><updated>2003-01-17T06:04:48.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Um amigo meu diz que não pode assistir Seinfeld sem lembrar de mim. Ele acha que eu sou igualzinha à Elaine. Diz que eu tenho o mesmo jeito debochado de quem vive sacaneando todo mundo... Bom, eu até achei legal essa descrição, mas ser como a Elaine seria pra mim a perfeição. Ser qualquer personagem do Seinfeld é não se importar absolutamente com nada, achar que todo mundo é meio insuportável e, por isso mesmo, esculachar geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o bizarro foi descobrir que eu sou uma viciada em Seinfeld. Quando estava fazendo o teste, conseguia identificar os episódios e as frases de certos personagens. Se cair só Seinfeld no Show do Milhão, é capaz de eu sair de lá com uns quinhentinhos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-87589349?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/87589349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/87589349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87589349' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-87589133</id><published>2003-01-17T05:57:00.000-08:00</published><updated>2003-01-29T13:25:58.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://quizilla.com/users/ShopGurl/quizzes/Who%20are%20you%20on%20Seinfeld%3F/"&gt;&lt;img src="http://images.quizilla.com/S/ShopGurl/1036714194_eld1elaine.jpg" border="0" alt="You're%20Elaine"&gt;&lt;br&gt; &lt;font size="-1"&gt;Who are you on Seinfeld?&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;BR&gt; &lt;font size="-3"&gt;brought to you by &lt;a href="http://quizilla.com"&gt;Quizilla&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-87589133?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/87589133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/87589133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87589133' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-87492771</id><published>2003-01-15T12:30:00.000-08:00</published><updated>2003-01-16T06:33:53.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Estou vendo um vídeo dos Doors aqui no trabalho. Fico pensando: por que não se fazem mais homens como Jim Morrison? de Calça de couro, blusão branco e jaqueta preta. E botas. De bico fino. Uma vez fui ver John Spencer and the blues explosion, e o JS era meio assim, parecia o Jim Morrison antes de engordar e ter barba. Ele se jogava no chão e berrava horrores, e eu queria casar com ele. Ou com o clone dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora eu estou aqui, com todas as obrigações do mundo pra fazer e não consigo tirar os olhos da TV. Jim canta "Touch me baby", com orquestra e cabelo caindo no rosto. Ai, ai. Por onde andam os homens como Jim Morrison.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-87492771?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/87492771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/87492771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87492771' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-87234933</id><published>2003-01-10T13:15:00.000-08:00</published><updated>2003-01-10T13:15:52.253-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;6.700 reclamações por minuto&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo estar batendo algum recorde. Sério. A mais chata do ano, ou alguma coisa assim. Se abro a boca, é pra reclamar. Em tom de piada, é verdade, mas sempre pra falar mal. Acho que estou me transformando numa víbora. Ou então, começo a me assemelhar com os coleguinhas de profissão, que não sabem fazer mais nada na vida além de falar mal do chefe, do salário, da empresa, das mulheres/dos homens, do Rio de Janeiro, do Brasil em geral. Sem brincadeira, nunca vi um coleguinha falando alguma coisa do tipo: que dia lindo! Aliás, até já vi, mas a pessoa que falou sobre o dia recebeu um olhar cortante de falta de paciência. E o olhar veio daqui mesmo, de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje descobri que eu sou praticamente a Lucia da turma do Charlie Brown. Aquela que xinga todo mundo e que (porque a vida é mesmo muito irônica) é irmã do Linus, o garoto mais feliz do mundo. Se bem que, se fosse pra ser alguma Lucia na vida, preferia ser a de "Lucia e o Sexo", porque é mais bonita e gosta muito de trepar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-87234933?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/87234933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/87234933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87234933' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-87166481</id><published>2003-01-09T06:47:00.000-08:00</published><updated>2003-01-09T13:16:04.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Meu menino&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque eu estou enrolada no trabalho e cheia de deveres a serem cumpridos, e porque eu sou a garota responsável mais imatura que existe, eu fico pensando no meu menino. Ele lê esse blog sempre, e diz que eu só mantenho o site pra falar mal dele. Mentira. Bobinho! Falo mal de outros também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque ele tem muito medo do que foi, do que é e do que vem, eu tenho uma paciência do tamanho do mundo e digo: não se estressa não. Mas ninguém nunca ouve conselho nenhum no mundo, nem o que a gente sabe que está certo, e então eu tenho que calar a boca dele com um beijo, nos quinze segundos que ele se deixa ser beijado, e depois ele esquece qual era o assunto que estava sendo dito antes. Sempre dá certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o meu menino tem uma memória ótima pro passado, mas não consegue lembrar do dia em que a gente faz um mês ou três anos, eu aprendi a não ligar pra isso também. E porque ele sabe ser soltinho no vento eu estou, aos poucos, desamarrando o meu barco do cais. E daí a gente vai fazer uma dupla legal: ele me empurrando e eu deslizando pela água, sem nenhuma grande vontade de chegar do outro lado. Aproveitando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-87166481?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/87166481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/87166481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87166481' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-87166418</id><published>2003-01-09T06:45:00.000-08:00</published><updated>2003-01-09T10:43:03.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Acordar dá preguiça&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em quê 2003 está diferente? Bom, agora eu tenho namorado, e sei de todos os prós e contras de manter um relacionamento. Ah, e agora eu odeio cada vez mais o meu trabalho. Outra coisa: esse mês bati o recorde de dureza, com apenas R$30 na conta em pleno dia 7. E aí? Grandes mudanças?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente, the same old song and dance. Só que dessa vez eu estou sem a mínima paciência. Acordar tem sido, por si só, um ato tedioso. Abrir os olhos. Olhar o céu maravilhosamente azul e pensar: eu preferia ir pra praia. Depois, tomar um banho, vestir uma roupa e se tornar uma humana. Ai, deus, eu que sou tão viciadinha em prazer/lazer, eu que sou tããão apegada ao mundano, como é que sobrevivo nesse mundo de conquistas e derrotas, onde as derrotas são mais freqüentes ou mais sinistras que as conquistas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da minha cama eu olho o teto do quarto e penso: de novo. Mas, rápida como um raio, afasto esse pensamento, para que ele não domine tudo e se torne insuportavelmente pesado, e dessa forma eu não consiga nem mover a cabeça pro lado, pra checar que horas são. Nos dias em que vou para a academia estou à salvo, porque a endorfina me impede de ruminar besteira, e eu me sinto como aquele comercial da Nike, em que a menina vai correndo e cuspindo a mãe, correndo e cuspindo o chefe, correndo e cuspindo, a merda saindo pelos poros, e ela se tornando, mais uma vez, praticamente um anjo, como quando tinha nascido. Mas quando eu não vou malhar, então tenho que levantar, tomar banho, me vestir e andar por aí toda entupida de coisas ruins e malcheirosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem nada não. Isso é coisa de conjunção dos astros, todo esse mau humor medonho. Se bem que, se eu estivesse em Jeri, não teria sol nem lua que fizesse o meu humor sair daquele estado de levitação animada (se é que alguém pode levitar animadamente...). Vai ver, a resposta está aí - eu ando precisando de (outras) férias. Só falta alguém convencer o meu chefe disso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-87166418?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/87166418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/87166418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87166418' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-86928591</id><published>2003-01-04T10:37:00.000-08:00</published><updated>2003-01-04T10:37:47.660-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Antes tarde...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ano novo na teoria, mas na prática a gente sabe que continua tudo na mesma. Por enquanto, pelo menos. Já vamos pelo quarto dia do ano e as coisas, devargazinho, estão mudando. Isso é muito legal de ser percebido, essa movimentação em câmera extra-lenta do mundo. Eu criei certas expectativas pra 2003, como todo o resto da humanidade, mas até hoje não fiz minha lista de resoluções de ano novo. Resolvi que ia mudar umas coisas assim, por alto, e fiz três desejos na virada da meia noite. O engraçado é que o terceiro faltou. Fiz um pedido relacionado à carreira, um relacionado ã minha vida afeitiva e no terceiro eu pensei: "E o que mais? Ah, e que eu tenha saúde esse ano." Saúde! Imagina, ninguém com menos de 40 anos deseja que sua saúde melhore no ano que entra. Pedir uma boa saúde foi o equivalente à total ausência do que pedir. E talvez, quem sabe, a minha vida esteja mesmo resumida a amor e trabalho. Se bem que agora estou um pouco arrependida de não ter desejado fazer aquela viagem pra Abrolhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas até agora não fiz a minha listinha de resoluções. Digo até agora porque pretendo resolver o problema nesse exato momento, fazendo um top 10 das minhas metas para mais um ano ímpar. E aqui vão eles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) &lt;i&gt;Separar o joio do trigo &lt;/i&gt;- eu sempre tive uma tendência muito grande a passar a mão na cabeça de gente que me sacaneia. Bom, esse ano, no more. Vacilou, está cortado. Aliás, já andei fazendo isso essa semana. E foi foda, doeu muito. Mas eu já me convenci que a dor é apenas a introdução pra situações mais legais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) &lt;i&gt;Mudar de emprego&lt;/i&gt; - porque eu já não agüento mais o meu. Eu tenho um problema sério de não conseguir ficar mais de um ano fazendo a mesma coisa. Talvez seja porque eu nunca gostei de fato dos meus trabalhos, ficando entediada após 3 meses de emprego. Pode ser que eu não goste de fazer nada mesmo, e isso me preocupa um pouquinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) &lt;i&gt;Escrever um livro&lt;/i&gt; - Nesse eu penso muito mesmo. Eu quero muito. Mas, ao mesmo tempo, eu tenho medo, muito medo. de que saia uma merda, ou de que saia bom e depois eu nunca mais consiga escrever alguma coisa tão legal. Ou então de escrever algo de que eu me orgulhe bastante e ninguém mais goste, só eu. E ninguém publique. Eu sou muito medrosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) &lt;i&gt;Parar de fumar&lt;/i&gt; - Meus dentes estão ficando amarelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) &lt;i&gt;Voltar a comprar discos dos Rolling Stones&lt;/i&gt; - Quando eu tinha 16 anos os Stones tocaram pela primeira vez no Brasil. Foi lindo. Naquela época eu já era fã, mas tinha pouquíssimos CDs deles. Eu comecei a comprar devagarinho, e hoje tenho quase tudo de Stones de 60 a 70, lançado oficialmente. Mas ainda falta muito, e eu preciso retomar a minha coleção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) &lt;i&gt;Ser menos ciumenta&lt;/i&gt; - Com os meus amigos e com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) &lt;i&gt;Ligar o foda-se mais vezes&lt;/i&gt; - Essa é essencial. Descobri que me divirto muito mais quando não dou muita importância à coisa. E me irrita o fato de que tudo que sai errado me incomoda. Preciso dizer isso alto mais vezes também. Tem gente que merece ouvir, né nào?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8) &lt;i&gt;Gastar menos dinheiro&lt;/i&gt; - Com noite, principalmente. Chega disso, quero terminar de pagar meu carro o mais rápido possível. E ainda tem a aula de mergulho. E o curso de espanhol. E a câmera digital. E a viagem pro México.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9) &lt;i&gt;Dar mais presentes&lt;/i&gt; - Eu gosto, sabe, mas bate um pão durismo na hora que é uma coisa horrível. Engraçado que esse pão durmismo não aparece na hora de pedir outra gim tônica no bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10) &lt;i&gt;Ficar mais com a minha avó&lt;/i&gt; - Porque ela merece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-86928591?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/86928591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/86928591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#86928591' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-86922951</id><published>2003-01-04T07:33:00.000-08:00</published><updated>2003-01-04T07:33:36.760-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Meus arquivos voltaram, uhu. Que bom. Podem checar por lá coisas do meu passado....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-86922951?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/86922951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/86922951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#86922951' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-86890642</id><published>2003-01-03T12:39:00.000-08:00</published><updated>2003-01-03T12:39:32.140-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E de repente eu não tenho mais arquivos. Já era hora mesmo. A morte desse blog se anuncia. Estou ficando meio de saco cheio de encontrar velhos amigos e começar a frase com "Putz, você não sabe o que aconteceu..." só pra ser interrompida minutos depois: "Eu sei sim, li no seu blog." Tem gente também que se atribue tamanha importância - e, de certa maneira, pode até ser que sim - que acha que todos os textos daqui possuem uma mensagem subliminar ligada a ela. Tem de tudo. Mas essa coisa de eu ir checar os meus arquivos, porque deu saudades dos meus textos legais (que não são esses mostrados aqui) e encontrar tudo vazio, vazio.... Isso é um sinal. Eu não gosto de sinais? Pois eles se apresentam. Chega desse blog. aos que se apegaram a ele, nào posso fazer nada. As coisas nascem e somem assim mesmo, de um dia pro outro. Como um amigo que não era amigo. No final das contas, de repente pode não valer a pena se apegar às coisas. Pode não valer. Mas a gente liga o foda-se e se apega assim mesmo.&lt;br /&gt;Aproveitem bem esse blog, porque ele vai morrer. Ele está desenganado. De todos os curriculos que eu espalhei por aí com o endereço deste site, nenhum me deu resposta. Eu gosto de escrever e gosto de ver reações, etc. Mas falta tanto... Dá até uma certa preguiça (leia-se: medo). &lt;br /&gt;O movimento da morte dos Tribalistas é ridículo. Eu até gosto daquela música do rádio. O que eu não suporto é a Marisa Monte de turbante na cabeça. Fazendo o estilo hippie em Nova Iorque. E o Carlinhos Brown dando declarações que poderiam ser do Gil. Mas o Arnaldo Antunes não, ele é legal. Se bem que eu preferia ele no Titãs berrando "saia de mim como escarro".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-86890642?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/86890642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/86890642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#86890642' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-86447016</id><published>2002-12-23T11:54:00.000-08:00</published><updated>2002-12-23T11:54:04.950-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Falta de criatividade é foda&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho que postar alguma coisa porque vou ficar até o dia 2 sem escrever nada. Mas me sinto tão, assim, sem ter o que dizer.... Foi mal gente. Mas acho que vcs vao gostar mais desse texto do que de qqer bobagem que eu escrever aqui. Recebi por email um dia desses. É muito bom. Vou iniciar o movimento EU QUERO QUE OS TRIBALISTAS MORRAM, só por causa desse cara que escreveu todas essas verdades juntas. Chega de aturar tudo isso e ainda ter que dizer que eles são o máximo.&lt;br /&gt;Bom, enjoy it.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira festa de aniversário de Mano Wladimir&lt;br /&gt;Por Vladimir Cunha&lt;br /&gt;vlad@o...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mano Wladimir está tenso. No colo da mãe, Marisa Monte, ele ainda não &lt;br /&gt;conseguiu entender exatamente o que está se passando. Ao seu lado, &lt;br /&gt;Carlinhos Brown conversa com Wally Salomão, que cita uma poesia de &lt;br /&gt;Caetano Veloso, que dá um brigadeiro orgânico (sem chocolate e sem &lt;br /&gt;leite condensado) para Zeca, que leva um pito da mãe, Paula Lavigne. &lt;br /&gt;Mano Wladimir está tenso. É a sua primeira festa de aniversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Criança sã/De uma rã/Guardiã/Eu sou seu fã/Na manhã/Aramaçã/Cunhã". &lt;br /&gt;A música infantil escrita por Arnaldo Antunes especialmente para a &lt;br /&gt;festa é a trilha sonora da dança das cadeiras. Nada da Turma da &lt;br /&gt;Mônica, nada de atores desempregados vestidos de Pikachu. Aqui a &lt;br /&gt;coisa é diferente. MM resolveu ser mãe em grande estilo e contratou a &lt;br /&gt;Companhia Bufa de Artes e Performances do Absurdo para animar a &lt;br /&gt;festa. Fantasiado de Ed Motta, um ator recita de trás para a frente &lt;br /&gt;toda a obra de Eça de Queiroz para algumas crianças. Do outro lado da &lt;br /&gt;sala, um grupo de clowns (sim, porque numa festa como essa é proibido &lt;br /&gt;ter palhaço) ensaia uma volta à posição fetal enquanto ostenta &lt;br /&gt;reproduções dos parangolés de Hélio Oiticica. Num canto, Carlinhos &lt;br /&gt;Brown dá uma entrevista para uma repórter da revista Bravo, escalada &lt;br /&gt;especialmente para cobrir o evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aí, Brown? Está feliz com o primeiro aninho do Mano Wladimir?&lt;br /&gt;- É uma coisa da modernidade nagô, no que tange a referência &lt;br /&gt;espaço/tempo do ciclo da história humana. O cósmico supremo da &lt;br /&gt;realização superlativa, a poética da bioenergia enquanto motor da &lt;br /&gt;sublimação ótica. É onde o eu e o tu fundem-se na epiderme &lt;br /&gt;inconsciente.&lt;br /&gt;- E o que você deu de presente para ele?&lt;br /&gt;- Pensei na questão do pacifismo, na guerra como catalisador das &lt;br /&gt;emoções humanas ao mesmo tempo em que atrai e repudia o ser. A &lt;br /&gt;máquina ceifadora que gera vibrações orgônicas, que tangencia e &lt;br /&gt;descontinua a unidade solar dos povos.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Eu dei um boneco dos Comandos em Ação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto as crianças não podem comer o bolo de cenoura, aniz e mel de &lt;br /&gt;cana - que traz estampado uma reprodução de O Abaporu, de Tarsila do &lt;br /&gt;Amaral, em sua cobertura - Marisa Monte serve a elas copos de suco de &lt;br /&gt;gengibre e balas de cravo da Índia. Até que Paula Lavigne tem a idéia &lt;br /&gt;de chamá-las para um karaokê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem começa a brincadeira é Benedito Tutankamon Pedro Baby, cinco &lt;br /&gt;anos e filho de um dos roadies de Arnaldo Antunes, que canta O &lt;br /&gt;Avarandado do Amanhecer, de Caetano Veloso. Em seguida é a vez de &lt;br /&gt;Zabelê Tucumã Nhenhé Çairã, três anos e filha da empresária de &lt;br /&gt;Carlinhos Brown, que canta Ana de Amsterdã, de Chico Buarque. Ao &lt;br /&gt;saber que a próxima criança a cantar é a impronunciável Zadhe Akham &lt;br /&gt;Mahalubé Sinosukarnopatrionitnafilewathua, filha da copeira de Marisa &lt;br /&gt;Monte, Paula Lavigne acha melhor suspender o karaokê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É hora do Parabéns a Você. Os convidados reúnem-se em torno da mesa. &lt;br /&gt;E então, Marisa Monte anuncia uma surpresa: quem irá cantar o &lt;br /&gt;Parabéns é Carlinhos Brown.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brown, que andava meio sumido depois de sua entrevista para a Bravo, &lt;br /&gt;aparece vestido com um cocar feito de canudinhos de plástico, uma &lt;br /&gt;camisa de jornal e uma tanga de folhas de bananeira. Atrás dele, 315 &lt;br /&gt;percussionistas da Timbalada, um videomaker e quatro poetas &lt;br /&gt;marginais. Brown pega um garrafão de água mineral e começa a cantar &lt;br /&gt;sua versão para Parabéns a Você:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vim para cantar/A tropicália alegria de um povo/Azul, badauê, &lt;br /&gt;zumbi/Ela não me quer/Mas sou um tacle regueiro/Viva o divino samba &lt;br /&gt;de João/Monarco na rua/Meu bloco chegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arnaldo Antunes se empolga e começa a recitar poesias &lt;br /&gt;descontroladamente, Marisa Monte gorgeia e improvisa algumas &lt;br /&gt;melodias, a Timbalada toca um samba-reggae, Paula Lavigne cai na &lt;br /&gt;farra e Caetano acha tudo "lindo". O videomaker filma tudo e Wally &lt;br /&gt;Salomão escreve o release. Os poetas marginais aproveitam a confusão &lt;br /&gt;para roubar uns docinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um executivo de uma grande gravadora, que entrou de penetra, contrata &lt;br /&gt;todos os presentes e promete CD, DVD, livro, críticas favoráveis no &lt;br /&gt;New York Times, participação de David Byrne e especial de televisão. &lt;br /&gt;Para comemorar, Arnaldo Antunes põe um disco de Lupicínio Rodrigues. &lt;br /&gt;O ator vestido de Ed Motta cospe fogo. Marisa Monte lê Mário Quintana &lt;br /&gt;em voz alta. Mano Wladimir chora. É a sua primeira festa de &lt;br /&gt;aniversário.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-86447016?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/86447016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/86447016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86447016' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-86288887</id><published>2002-12-19T14:08:00.000-08:00</published><updated>2002-12-19T14:08:01.510-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;É Natal - tempo de reencontros&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana está insuportável: eventos todos os dias, compromissos com presentes, trabalho, aniversário da vovó... E hoje é quinta. Ainda. Além de ter que prestar atenção à vida prática, eu ainda fico me perdendo em devaneios intermináveis sobre a minha vida &lt;i&gt;interna&lt;/i&gt;, aquela que eu faço questão de fingir que não tenho, porque considero sonhadora demais. Enfim, hoje fui comprar presentinhos de amigo oculto e encontrei um ex-namorado. A gente conversou um tempão e ele me falou que está mudando pra Alemanha, e eu disse que ele tinha mais é que se mudar mesmo, que o Rio já não oferecia mais nada de novo e etc. Comprei dois discos (ele trabalha numa loja de CDs) e dei um abraço nele. Ele me disse: Eu ainda Ich lie bi dietch (sei que paguei mico, mas não tenho idéia de como se escreve isso) e eu dei um beijinho na bochecha dele. Achei fofo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E olha que hoje de manhã outro ex tinha me ligado, chamando pra tomar um chope. O encontro eu recusei, porque os eventos sociais estão exagerados essa semana, mas conversei durante longo tempo no telefone com ele. Acho que posso dizer que tenho bons ex-namorados e ótimos atuais amigos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei por quê ando tão sentimental, talvez seja mesmo essa época natalina. Eu estou feliz, apesar de fudida no trabalho e com alguns probleminhas de saúde chatos, que eu trato de ignorar. Eu etsou simplesmente feliz. Há quem acredite que alegria é preguiça mental - eu mesma já acreditei nessa máxima por tanto tempo - mas agora, aos 25 aninhos, eu acho que é diferente. Acho que é bacana se sentir bem. E tomara que todo mundo esteja assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-86288887?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/86288887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/86288887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86288887' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-86127453</id><published>2002-12-16T12:47:00.000-08:00</published><updated>2002-12-16T12:48:54.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Resumo da ópera cíclico&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz telefonou dizendo que teve um probleminha, que não podia explicar naquele momento e que telefonaria no dia seguinte. A moça ficou um pouco desnorteada e então pediu ao garçom mais uma Michelada, pra ganhar tempo e decidir o que fazer. O grupo resolveu pagar a conta e ela optou por ir à uma boate GLS em Ipanema. Pegou carona com um amigo, entrou com uma amiga, bebeu um gim-tônica, pagou e foi embora. Tomou um táxi para a Gávea, para uma festa onde não conhecia ninguém, pediu outro gim-tônica e dançou sozinha. A moça encontrou um amigo no meio dos estranhos, checou as horas e pagou outra conta. Outro táxi, dessa vez pra Copacabana, encontrar outro amigo e a namorada deste, no bar ao lado da Help. Abriu caminho entre os gringos e as putas, sentou na mesa, ordenou uma coca light e contou para o casal que: o rapaz telefonou dizendo que teve um probleminha e que não podia explicar naquela hora, etc etc etc etc.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-86127453?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/86127453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/86127453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86127453' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-86117497</id><published>2002-12-16T09:07:00.000-08:00</published><updated>2002-12-16T09:07:57.316-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Meu deus.... Nenhuma vontade de trabalhar. Juro. Queria estar na minha caminha, comendo pipoca e assistindo a Legalmente Loira. a minha preguiça mental é absurda, mas necessária. De final de ano, tenho muitos eventos e preciso de um tempo. Nào dá pra trablahar e cumprir a agenda social ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;Ai, queria ser rica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-86117497?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/86117497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/86117497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86117497' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-85803858</id><published>2002-12-10T14:19:00.000-08:00</published><updated>2002-12-10T14:19:14.656-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Taí o comentário do cara. Pra vcs verem que eu tenho razão...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hahaha! muito engraçado esse blog. tem os melhores comentários de todos os blogs. parabéns bruna, pelo menos você consegue bons resultados. essa coisa de ser homem tá meio estranha, isso é só uma crise querida, daqui a pouco você arruma um homem e tudo passa. aliás, pelo que tenho lido esse é seu único problema agora, grande problema...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;anonimo em 09/12/02 21:35&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-85803858?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/85803858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/85803858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85803858' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-85803713</id><published>2002-12-10T14:16:00.000-08:00</published><updated>2002-12-10T14:16:01.116-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Ele disse que o meu problema é homem&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cara, pela primeira vez fiquei puta com um comentário. Só o fato de ter me deixado puta já fez nascer uma ponta de admiração por essa pessoa que posta comentário no blog dos outros e assina como "Anônimo". É que eu sou assim mesmo, meio masoquista, e admiro as apessoas que contradizem as coisas que eu falo. Então, esse cara, ou essa menina, escreveu que o meu grande problema é falta de homem. E eu subi nas tamancas, desci, e postei um outro comentário muito bem educado discordando do dele. Depois, como não poderia deixar de ser, fui debater o assunto numa mesa de bar, com meus amigos freqüentadores do Hipódromo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu acho que ele pode ter razão - disse um deles, assumindo que o sexo do anônimo é mesmo masculino.&lt;br /&gt;- Eu acho que ele quer te comer - disse um outro.&lt;br /&gt;E aí foi a minha vez de falar que não era nada daquilo. Que homens tem mania de achar que tem sexo por trás de tudo, quando nem é assim...&lt;br /&gt;- Mas sabe o que que é - continuou o primeiro - é que a bruna blog é muito diferente da bruna pessoa. Porque a bruna blog parece uma mulher perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí eu pirei. &lt;br /&gt;- Como é que é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Bruna pessoa diz tudo o que não tem coragem de dizer ao vivo no blog. E, por isso, parece alguém que está num pedestal... Cheio de coragem de fazer e falar coisas. A Bruna do blog é um mulherão.&lt;br /&gt;- Ah, mas a bruna pessoa não é? (eu perguntei com uma voz que saiu involuntariamente ressentida).&lt;br /&gt;- A bruna pessoa é legal, mas não é fodona que nem a do blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que merda. Eu tenho um alter ego que é muito melhor que eu mesma. Isso é que é pesadelo. Pior que a observação foi colocada pelomesmo cara que um dia me chamou de Femme Fatale e que, portanto, deu um nó na minha cabecinha. Pra encerrar a questão, eu lembrei a ele do episódio FF e disse que ele só sabia fazer comentários que me confundiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É que eu gosto que a Bruna blog desça do pedestal um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, touché. E depois esse Anônimo aí ainda diz que eu preciso de homem... como se eu já não tivesse o suficiente deles na minha vida!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-85803713?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/85803713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/85803713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85803713' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-85749406</id><published>2002-12-09T14:49:00.000-08:00</published><updated>2002-12-09T14:49:47.486-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;O Beco&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O céu já mostrava sutis manchas rosas quando cheguei em casa. Tirei os sapatos pra não fazer barulho e me dirigi ao quarto com ela: a melancolia. De leve. Lembrava dele e do outro. Um amor impossível e um amor do passado. "Que bem arranjada estou", pensei, sorrindo. Pensava no beijo nunca ocorrido e, portanto, melhor do que o verdadeiro. Pensava nas carícias e nas compatibilidades caso a vida fosse diferente. Estou destinada a ser uma eremita, quase me convenço. E acho que estou apaixonada por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pelo outro. Ainda paixonada? Paixão não seria bem o nome; talvez amor ao passado e não à pessoa propriamente dita. O outro, que nunca aparece mas está sempre próximo, com uns olhos enormes observando todas as minhas ações e me julgando, reprovando meus comportamentos inconseqüentes, de quem vai sambar na Mangueira sozinha às 4h da manhã. Sem saber como chegar na quadra de ensaio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ando romântica ao extremo e a culpa é de Antônio Maria, o autor. Sei bem que desperto cobiça em uns e ódio em outras, mas nenhum desses me interessa. Quero os que não me querem. Ou os que me querem mas não podem me ter. Estou destinada a ser triste, quase me convenço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei do outro porque comentaram comigo que a música que tocava era a cara dele. Fudeu. O resto da noite com o fantasma colado à minha orelha. A pressão foi tanta que acabei deixando a festa e procurando-o (o primeiro) no lado oposto do Rio. Não encontrei. E, se encontrasse, veria o meu menino de braços dados com as convenções sociais, que me impediriam de chegar mais perto e estalar um beijo na sua bochecha. Eu acho que estou apaixonada, uma paixão triste, por definição. Eu acho que ainda amo, um amor sem saída, por conclusão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-85749406?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/85749406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/85749406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85749406' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-85557663</id><published>2002-12-05T13:47:00.000-08:00</published><updated>2002-12-05T13:47:00.453-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Conversa em mesa de bar durante semi final do Brasileirão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A minha banda vai fazer show no final do mês... Vc devia ir, o som tá cada vez mais Stones e coisas 70.&lt;br /&gt;- Ah, legal. talvez eu vá. Lembro do que o Charlie Watts disse no final de 25x5, aquele documentário dos Rolling Stones... ele disse: "As pessoas gostam tanto da gente e eu ainda não entendi por quê." Muito bom, ne?&lt;br /&gt;- Rá Rá, muito bom. A gente tem que ver esse documentário juntos.&lt;br /&gt;- Temos, claro. Tenho lá em casa. É só marcar e comprar gim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(gol do Fluminense. 1x0)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cara, tenho pensado muito em ser homem. Acho que deve ser muito bom ter um pau.&lt;br /&gt;- É bom, é bom.&lt;br /&gt;- Imagino que deve dar uma sensação de poder.&lt;br /&gt;- Dá sim, é verdade. Eu me amarro.&lt;br /&gt;- Pois é.&lt;br /&gt;- Mas tem uma coisa ruim: broxar. Quando vc broxa não é tão legal. Aliás, é uma merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(gol do Corintians. 1x1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tive um namorado que jurou pra mim de pé junto que nunca broxou.&lt;br /&gt;- Mentira.&lt;br /&gt;- Sério?&lt;br /&gt;- Sério. A não ser que ele nunca ou raramente tenha feito sexo casual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(gol do Corintians. 2x1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então também é mentira que ele nunca foi num termas? Foi o que ele me disse.&lt;br /&gt;- Rá, que mané. É claro que ele já foi num termas. Todo mundo já foi num termas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(gol do Corintians. 3x1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma vez entrei com outro namorado na Miami City, lá en Copa. Todo mundo achou que eu era puta.&lt;br /&gt;- Mas você viu o pip show?&lt;br /&gt;- Não... disse que não queria gastar dinheiro, mas na verdade fiquei com vergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(gol do fluminense. 3x2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, besteira. Olha, quero te apresentar um amigo.&lt;br /&gt;- Aquele casado? Não, obrigada.&lt;br /&gt;- Poxa, só pra você conhecê-lo... ele é um cara legal.&lt;br /&gt;- É, mas já pensou se eu me apaixono? Aí quem vai ficar fudida vai ser eu.&lt;br /&gt;- Ah, que nada, de repente ele se apaixona por você também, ué. Por que não?&lt;br /&gt;- Difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(fim do jogo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- tô triste porque o Flu perdeu.&lt;br /&gt;- Ah, não. eu aturo você querendo ser homem, querendo sentir a sensação de ter pau duro, mas não aturo você sofrendo por causa de time de futebol. Volta aí a ser menina, pô. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-85557663?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/85557663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/85557663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85557663' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-85502917</id><published>2002-12-04T14:04:00.000-08:00</published><updated>2002-12-04T14:04:18.903-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Ok. Posso gostar de alguém.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele está sempre por perto e eu fico olhando de longe. Ele nunca, nunca me olha. Me manda mensangens on line que se alternam entre amizade despretensiosa e flerte. Mas quando está perto de mim, ele não me olha. O máximo que faz é dar um sorriso sem graça, provavelmente lembrando das coisas escritas anteriormente.Eu devolvo o sorriso amarelo. Mas volto pra casa pensando um pouco nele. Só um pouquinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é casado. E ama a mulher dele. Daqueles que não traem nunca, que gostam de ter uma família. Eu lamento um pouco, e fico imaginando como seria se ele fosse solteiro. Eu já teria saído com ele e provavelmente não teria passado disso, e hoje ele seria mais um cara com quem um dia eu saí. Será que isso é pior ou melhor do que ser o cara com quem eu penso de vez em quando, só um pouquinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes eu tenho muita vontade de ser homem. E essa vontade aumentou depois que eu comecei a ler Antônio Maria. Eu queria ser homem pra poder falar do sexo oposto com toda essa mistura de tesão e poesia que só alguns caras sabem falar quando vêem uma mulher bonita. Quando falo de homem desse jeito, fica todo mundo me olhando como se eu fosse uma louca desvairada, um ET.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria experimentar a força de ter um pau entre as pernas. De andar e sentí-lo sacudindo e fazendo volume na minha calça. De apontá-lo pra uma menina como se fosse uma arma. Queria saber se ter um pênis é tudo isso mesmo, e se ejacular é como cuspir o espírito pra fora do corpo, e se é bom coçar o saco e mijar em pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fosse homem, ninguém ia achar estranho eu dizer que não quero casar. Iam pensar: "Ah, ele é só um solteiro convicto!", com sorriso nos lábios. Ninguém ia me achar uma desalmada quando eu afirmar que não quero ter filhos. Iam suspirar : "Aquele ali só quer aproveitar a vida!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria muito ser homem. Talvez não pra sempre, mas por uma semana, pelo menos. Até eu aprender a não misturar sentimento nem procurar entonações de voz diferentes ou sinais em banalidades. Pra aprender a não me entregar a amores platônicos, como o que está se formando com meu amiguinho casado. Pra ser leve e solta como só meus amiguinhos machos conseguem ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-85502917?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/85502917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/85502917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85502917' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-85498710</id><published>2002-12-04T12:35:00.000-08:00</published><updated>2002-12-04T12:35:11.710-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Galera, foi mal, ando atoladíssima no trabalho.... Nao rolam textinhos por enquanto, apesar das idéias estarem praticamente ejaculando da minha cabecinha (de cima).&lt;br /&gt;Estarei de volta em breve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-85498710?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/85498710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/85498710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85498710' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-85181048</id><published>2002-11-27T13:56:00.000-08:00</published><updated>2002-11-27T14:00:22.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Minha estréia no Maraca&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demorei 25 anos pra descobrir que futebol é bom. Agora estou a pessoa mais chata do mundo, agindo como se fosse tricolor desde criancinha, explicando que meu pai é torcedor do Fluminense e que, por isso, eu naturalmente também seria. Pois eu comprei aquela carteirinha de motorista dos times e peguei uma blusa da minha irmã em que se lia "sou tricolor de coração" e me mandei pro estádio. Pra arquibancada. Pra sentir mais emoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra começar: como tinha gente bonita. Quase pedi em casamento uns cinco meninos diferentes que passaram perto de mim, mas me lembrei à tempo que renunciei à vida em família, e segurei a minha onda. Depois, me posicionei entre dois amigos, avisando que eles teriam que me explicar os lances, já que eu não fazia (e não faço) a mínima idéia de quais são as regras do futebol - fora, é claro, a de que bateu na rede é gol. Pra completar, enchi o meu rostinho de praticamente francesa de filtro solar 15, porque o sol estava de rachar. E me concentrei no jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sabia que era pé quente. Mas confirmei domingo passado em grande estilo. Foram 3 gols do Flu contra um adversário que era o terror do time, o São Caetano. Em cada gol, eu não me cabia em mim: pulava, abraçava quem estivesse perto (pena que não eram nenhum dos quatro gatinhos pra quem eu quase me declarei) e gritava o mais alto que eu podia. Acho, sinceramente, que eu nunca me senti tão eufórica na vida. Foi êxtase puro, e eu nem me incomodava com a sede, o calor absurdo e as cadeirinhas incômodas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom foi que ninguém percebeu a minha ignorância, misturada que eu estava no meio da galera. O povo gritava: Magno Alves! Eu gritava junto, sem fazer idéia de quem era. Depois gritavam: Roni! e eu ia atrás dos outros de novo. Só quando cantaram Romário é Sinistro! que eu estava situada hehehe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o Flu joga de novo contra o São Caetano. Eu não vou, mas como a mais nova viciada no ópio do povo (opa, foi mal, essa era a religião...)  vou querer saber o resultado. Que, se for bom, vai resultar em outro Maraca no próximo domingo. Com mais êxtase e meninos bonitos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-85181048?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/85181048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/85181048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#85181048' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-84779431</id><published>2002-11-19T13:10:00.000-08:00</published><updated>2002-11-19T13:10:32.283-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Esculacho on line&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tem razão. Eu sou um clichê ambulante. hehehehe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;eu&lt;/b&gt;: sabe o que eu fiquei pensando? Todo mundo tem uma música do frank sinatra&lt;br /&gt;como tema. sério. todo mundo tem. a minha é New York New York, por razões&lt;br /&gt;óbvias e outras nem tanto. Mas quase poderia ter sido I've got you under my&lt;br /&gt;skin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ele&lt;/b&gt;: bruna, vc se supera com os clichês. pqp&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;eu&lt;/b&gt;: obrigada, eu tb te amo (leia-se: foda-se)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ele&lt;/b&gt;: hehehe...fala sério&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;eu&lt;/b&gt;: pode me tratar mal em um momento de extrema sentimentalidade. já estou&lt;br /&gt;acostumada com isso vindo de vc. Um dia fico de saco cheio e etc, mas acho&lt;br /&gt;que nao vai fazer muito diferença, dependendo do estado do seu coraçãozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ele&lt;/b&gt;: vc pede, bruninha...ny ny é minha música é foda...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-84779431?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/84779431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/84779431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84779431' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-84768402</id><published>2002-11-19T08:34:00.000-08:00</published><updated>2002-11-19T13:04:36.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Todo mundo tem uma música do Sinatra como tema&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem fui ver a estréia de “Edifício Master”, o filme novo do Eduardo Coutinho. O esquema é aquele conhecido: câmera na mão, equipe aparecendo o tempo todo, perguntas do diretor interferindo no áudio e um monte de gente desconhecida contando histórias maravilhosas. Melhores que qualquer tipo de ficção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre as histórias dos moradores do edifício, a que eu mais gostei foi a de um velhinho. Ele viveu muitos anos nos Estados Unidos e agora fez de um dos conjugados seu lar. Esse senhor conheceu Frank Sinatra. Ele não resistiu e foi falar com o cantor, dizendo que “My Way” era a música preferida dele. Ele gostava porque era como se contasse a sua própria história, já que ele foi uma pessoa que viajou para outro país contra a vontade de sua família e conseguiu crescer lá dentro “da maneira dele”. O Frank, então, resolveu chamar o cara pra cantar a música no palco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também tenho uma música tema do Frank Sinatra. No meu caso é New York New York. Pode parecer óbvia a minha escolha – já que eu morei lá – mas as minhas razões não são tão ridículas assim. Lembro de cantar New York New York muito antes de aprender a escrever, naquele inglês que só as crianças são capazes de inventar. A culpa era do meu pai, viciado até hoje em jazz e música americana, que me fazia escutar desde pirralha Chuck Berry, Muddy Waters, Chet Baker e, é claro, o Frank.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois eu aprendi a cantar a letra de verdade, sem ter que apelar para a imbromation. Mas a melodia era tão familiar pra mim que eu cantava os versos sem prestar a mínima atenção no que estava dizendo, na base do piloto automático, como até hoje eu me pego cantarolando umas músicas da Xuxa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi realmente só quando eu voltei dos Estados Unidos, no ano passado, que eu pude entender como aquela letra é bonita. É a história de um caipira que desembarca de um ônibus em NYC e se depara com as luzes do Time Square, e agitação das pessoas  atravessando a rua. O caipira carregado de malas, olhando pra cima, admirando os prédios, exatamente como eu fiz quando pisei naquela terra. (Times Square foi o primeiro lugar que eu conheci da cidade. Meu ex-namorado me levou lá pra mostrar talvez o cartão postal mais famoso de NY. Eu não tinha máquina, não podia tirar fotos, fiquei que nem uma boba olhado pro alto e não parava de falar: “agora eu sei que eu estou mesmo em Nova York”. Depois eu passei a odiar o Times Square. Acho que acabei mesmo me tornando uma típica new yorker, só que bem mais pobre).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o caipira, quando desce do ônibus com as malas, encara a cidade e diz If I can make it there I’ll make it anywhere, e eu disse isso pra mim mesma, e eu fui capaz de me fazer lá, de “vencer” e quando voltei pra cá não me assustava mais com nada, e tinha a impressão de que poderia realizar de verdade qualquer coisa que eu quisesse: morar no Tibet, virar diretora de uma multinacional, casar ou não. Eu estava procurando emprego, morando na casa dos meus pais, longe do cara que eu gostava na época, mas estava plena de mim, cheia de planos e com toda certeza do mundo de que iria realizá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que essa euforia passou. É claro que alguns velhos medos voltaram. Mas, ainda assim, se eu tivesse que escolher uma música do Frank, seria a manjada New York New. Amo I’ve Got You Under Ny Skin. Adoro Keep On Smilin’. Mas essas são músicas temas de outros, porque, de alguma maneira, eu ainda me sinto o caipira descendo do ônibus em plena cidade grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***Na verdade a música fala de um cara que está indo pra NYC, e não um cara que acabou de chegar lá. Mas, dane-se, essa é a minha interpretação livre e acabou. Os outros que façam as suas.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-84768402?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/84768402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/84768402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84768402' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-84550021</id><published>2002-11-14T16:07:00.000-08:00</published><updated>2002-11-14T16:07:38.966-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Eu sou Musa sim&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de receber flores virtuais, ganhei uma declaração de admiração cara a cara. Eu estava sentada na minha salinha, fazendo o meu trabalhinho, quando entra um ex- colega de faculdade. Nos encontramos algumas vezes aqui na empresa e sempre batemos papos rápidos. Ele sentou na cadeira ao lado da minha e disse que tinha gente no setor que estava a fim de me dar uns pegas (juro, ele disse "dar uns pegas" e por um monento eu me pensei que era um salaminho no supermercado). Eu perguntei quem era e ele falou que não dizia, mas que tinham dito que "Aquela ruivinha é linda". Uau. Quer dizer então que também dizem isso de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu comecei a rir, como faço quando me encontro em situações constrangedoras. O ex-colega completou a pérola dizendo que "botou moral" (juro, ele falou "botei moral") e que disse que se eu fosse ficar com alguém ia ser com ele. Nesse momento eu soltei uma gargalhada (muito, muito constrangedor) e anunciei: "Que coisa, a gente pensa que está sendo defendida por um amigo mas na verdade o amigo também faz parte das feras." Aí, o telefone tocou. Essas coisas de filme às vezes acontecem comigo. O telefone tocou e o papo foi interrompido. Graças a Deus. Como é que as musas fazem nessas situações? Elas têm que me ensinar, agora que faço parte do clã hehehe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-84550021?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/84550021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/84550021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84550021' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-84549384</id><published>2002-11-14T15:52:00.000-08:00</published><updated>2002-11-14T15:52:56.250-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Discordando de uma unanimidade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já recebi de umas três pessoas diferentes o texto publicado na coluna do Jabor no Globo sobre o filme novo do Almodóvar, “Fale com ela.” Eu ainda não vi o filme, mas como sou fã confessa e ridícula do diretor, do tipo que nem vê o que o cara fez e já sai elogiando, tenho certeza de que vou gostar. Como gostei de todos os outros filmes (menos Kika, que eu não vi).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então, voltando ao Jabor: ele escreveu que o amor já não é mais o mesmo visto no filme do Almodóvar, aquele tipo de amor mágico, profundo, único, cheio de entrega e sem medos. Segundo o colunista, o amor agora perdeu a sua magia, o seu toque transcendental. E que a culpa de tudo isso é a nossa sociedade viciada em sentimentos descartáveis, que podem ser comprados. Jabor reclama que não existe mais o cara que definha ao ser rejeitado. Ele diz, com razão, que a gente não diz mais “Eu já amei” e sim “Quantos eu amei.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que eu não concordo. Devo ser a única pessoa do mundo que não concorda com o que ele escreveu, e provavelmente vão rolar comentários do tipo “Ih, ela não entendeu nada”. Pode até ser que eu não tenha entendido nada o que ele tinha a dizer, mas entendi o que eu tinha que entender. Porque eu acredito que a partir do momento que uma pessoa lê um livro, ou assiste um filme, ou observa um quadro, ela entende o que quiser disso tudo, e não o que o artista quis passar. Aliás, o que o artista quis passar pouco importa, o que a gente sente em contato com a tal da “arte” é que é o grande lance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então, o Jabor e a minha discordância. Eu acho que esse tipo de amor que de que o Jabor fala, esse sim foi um amor criado. O amor Romeu e Julieta povoa as nossas mentes desde que somos pequenos (príncipes encantados, felizes para sempre, etc). A gente cresce achando que tem que encontrar o grande amor e aí, tchan nan, passamos a nossa mísera existência procurando por ele. Daí as mulheres viram mesmo caçadoras e os homens têm duas ou três namoradas ao mesmo tempo. Tudo está na procura. Enquanto não acho, posso fazer o que quiser, com quem quiser, até ter o Meu Grande Amor ao meu lado na cama. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já sofri por amor. Quem não sofreu? Emagreci horrores (mas foi ótimo, todo mundo elogiou) e fiquei noites sem conseguir dormir depois que terminei com meu primeiro namorado. No segundo, eu chorei e fiquei um ano ainda gostando dele. No terceiro, eu fiquei chorosa um mês e depois foi bola pra frente. Algo me diz que se houver um quarto eu vou tirar de letra quando a história terminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte dessa mudança foi causada pela experiência, é claro. Parte porque eu simplesmente não estava a fim de sofrer. E parte, finalmente, por causa da TV. Eu via aquelas sitcoms e ficava impressionada como aquelas mulheres terminavam com os amores de suas vidas e depois continuavam na boa, levando a vida novamente. Eu achava que tudo bem, era ficção – mas, por outro lado, por quê não agora dessa maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu até já conheci gente que levou o sofrimento por amor ao extremo. O primo de um amigo meu se enforcou depois que acabou seu relacionamento. Quando soube da história, eu não pensei: “Nossa, que cara romântico! Quão profundo era esse menino!” O que eu pensei foi : “Que idiota.” Eu acho uma idiotice sem tamanho se matar por amor. Ninguém merece uma vida nas mãos.&lt;br /&gt;Mas é mais bonito e mais cheio de esperança acreditar no que o Jabor disse. Que devemos parar para analisar as coisas que estão acontecendo com os nossos sentimentos. (Isso aí eu até concordo; sou contra essa fast food de paixões). Mas “tomara que venha aí um novo movimento hippie”? Foi mal, Jabor, gosto muito de você mas essa não cola mais não. São palavras bonitas sem nenhuma possibilidade prática. É uma merda do jeito que está, concordo, mas também era uma merda em 80, 70, 60. Se tem uma coisa que a gente deve fazer, é parar de achar que a felicidade está em encontrar a alma gêmea. Isso é pobreza de espírito - a felicidade até existe, se chama Abrolhos e é pra onde eu pretendo ir no ano que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Aí embaixo o texto do jabor, pra quem ainda não leu)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor deixa muito a desejar... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ver o lindíssimo filme do Pedro Almodóvar, o Fale com Ela, e saí pensando num conto da Carson McCullers, em que um homem conta que, antes de amar de novo uma mulher, ele estava aprendendo a amar as pedras, as árvores, as nuvens... Nesse grande filme de Almodóvar, vemos amores raros, feitos de entrega, feitos de compaixão, como uma "doação ilimitada a uma completa ingratidão", como escreveu Drummond, aliás, o poeta do amor impossível, que é o único e verdadeiro amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vitória do Lula também foi uma fome de amor política contra a era da técnica racionalista. Seu governo pode virar até um crime passional ou um folhetim melodramático, mas, hoje, é um grande desejo de happy end para todo o povo. Por isso, pergunto: onde anda o amor? Até isso o mercado estragou? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. O amor já teve um toque sagrado, a magia de uma inutilidade deliciosa, já foi um desafio ao dia-a-dia que nos tirava da vida comum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o amor, como tudo, está perdendo a transcendência. Não existe mais o amante definhando de solidão, nem Romeus nem Julietas, nem pactos de morte, não existe mais o amor nos levando para uma galáxia remota, não existe mais a simbiose que nos transportava a uma eternidade semi-religiosa. O amor tinha uma fome de bondade, de compaixão pelo outro, de proteção à pessoa amada. Isso está acabando. O amor já foi analisado por todas as ciências, a psicanálise mapeou as loucuras que estão sob sua poética, o ritmo do tempo atual acelerou o amor, o dinheiro contabilizou o amor, matando seu mistério impalpável. Hoje, temos controle, sabemos por que "amamos", temos medo de nos perder no amor e fracassar no mercado. O amor pode atrapalhar a produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, o filme de Almodóvar é tão belo e oportuno. Temos de fazer filmes assim, cheios de amor, sem efeitos, sem denúncias. Se eu, um dia, filmar de novo, será para celebrar o silêncio dos amantes ou a beleza do inútil. O amor perdeu a gratuidade, as pessoas "amam" por desejo de ter um amor que não sentem mais. O amor não tem mais porto, não tem onde ancorar, não tem mais a família nuclear para se abrigar, não tem mais a utilidade do sacrifício pelo "outro". O amor ficou pelas ruas, em busca de objeto, esfarrapado, sem rumo. Não temos mais músicas românticas, nem o lento perder-se dentro de "olhos de ressaca", nem nas "pernas de Fulana", nem temos as bocas beijadas por amantes "tutti tremanti", nem o formicida com guaraná. Não se diz mais: "Deus sabe quanto amei!...", mas "Deus nem sabe quantos (as) amei..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A publicidade devastou o amor, falando na "gasolina que eu amo" ("Shell que j'aime"), no sabonete que faz amar, na cerveja que seduz. Há uma obscenidade flutuando no ar o tempo todo, uma propaganda difusa do sexo impossível de cumprir. Como comer todas as moças da lingerie e do xampu, como atingir um orgasmo pleno e definitivo? A sexualidade total, por si só, levaria a uma assexualização desértica. A sexualidade é finita, não há mais o que inventar. Já o amor, não... O amor vive da incompletude e esse vazio justifica a poesia da entrega. Ser impossível é sua grande beleza. Claro que o amor é também feito de egoísmos, de narcisismos mas, ainda assim, ele busca uma grandeza - mesmo no crime de amor há um terrível sonho de plenitude. Amar exige coragem e hoje somos todos covardes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor e sexo Mas, hoje o mercado exige a satisfação total no amor ou o dinheiro de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como isso é impossível, deriva para o sexo ou para a sedução. O amor passa a buscar não mais uma entrega, mas um domínio. O amor vira um objeto de consumo, fast-love, com obsolescência programada para durar pouco. O amor deixa muito a desejar. Em geral, o amor existe hoje como uma espécie de adoçante para justificar, legitimar uma tesão ou uma conquista. Os amores duram três edições de Caras. Os casais se permutam num troca-troca rápido e quantitativo. As próprias mulheres estão virando dom-juans. Vejam o périplo de jovens atrizes que vão comendo, um por um, os modelos que surgem nas revistas, elas, que deviam se manter damas inatingíveis para pálidos quixotes românticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos com fome de amor cortês, num mundo em que tudo perdeu aura. O terrível bombardeio que a cultura americana está fazendo nos sentimentos é invisível, mas é pior que as bombas contra o Iraque. A cultura americana está criando um desencantamento insuportável na vida social. Tudo é tolerável, num arrasamento de mistérios. Vejam a arte tratada como algo desnecessário, sem lugar, sem uso, vejam as mulheres amontoadas na internet, nuas, com números - basta clicar e chamar. Estamos com fome de infinito em tudo, na vida, na política, no sexo. Por isso, o filme de Almodóvar, cheio de compaixão sussurrada, apoiada na trêmula beleza dos balés de Pina Bausch e no Caetano cantando um pranto dolorido, parece um segredo religioso, uma saudade inexplicável de alguma coisa que existe aquém, antes da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 60, liberdade sexual foi uma questão política. Hoje, podemos tudo, podemos casar até com jacarés ou macacas, sem escândalos, desde que não prejudique a produção. Mas, o que invisivelmente está virando uma nova necessidade política é o amor e seus subprodutos: compaixão, paz, justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aposto que virá aí um novo "desbunde", um novo movimento hippie, sem utilidade, mas sem melancolia autodestrutiva, vêm aí marchas pelo amor, porque ninguém está agüentando mais somente "utilidade" e "desempenho", poder e sucesso. Estamos virando coisas. Precisamos aprender a amar de novo as pedras, as árvores, as nuvens, até chegarmos a nós mesmos... E acho que isso vai surgir na América, como foi nos anos 60 - a luta pelos direitos civis será agora a luta pela beleza da inutilidade. 	 &lt;br /&gt;Arnaldo Jabor&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-84549384?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/84549384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/84549384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84549384' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-84381395</id><published>2002-11-11T13:37:00.000-08:00</published><updated>2002-11-11T13:37:26.820-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Avalon&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta feira fui dormir muito cansada de pessoas ao meu redor, e acordei no sábado com a seguinte palavra saltando pela boca: Avalon. Meu pai se preparava para ir embora, e eu consegui arrumar a minha mala em cinco minutinhos com nada: um biquini, um short, uma calça e milhões de CDs + dois livros. O telefone celular eu esqueci em cima da mesa, desligado. Esperava ansiosamente que me esquecessem também. Odeio quando tenho obrigações sociais a cumprir. Odeio. E, se Avalon não tivesse me salvado, meu fim de semana seria preenchido com as obrigações de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha casa fica no alto de um morro, virada pra um vale, a duas horas do Rio. Quando o sol se põe, ele desce milimetricamente no meio do vale, e enche a sala com aquela luz amarela de final de tarde. O pôr do sol dura, numa boa, mais de uma hora. Porque depois que o sol desce, o vale fica todo rosa, e começa a fazer um frio inacreditável para essa época do ano. Eu nunca visto o casaco. Fico com os braços de fora, abraçando as minhas pernas, até a noite cair de vez, e só então estou liberada para fazer outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado eu me estatelei na beira do lago. Fiquei sentindo o sol queimando as minhas costas protegidas com filtro solar. Quando o calor ficava bizarro, eu mergulhava na água gelada e de vez em quando sentia um peixe encostar no meu pé. À noite, tomei um porre acompanhando os amigos do meu pai: eles com a cerveja e eu com o vinho. Tomei uma garrafa inteira, e fui me escorando pela parede até o quarto da minha irmãzinha, onde desmaiei na cama de roupa e tudo. Ninguém reparou na minha ausência. Ficaram conversando até 2h da manhã sobre todas as besteiras do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, terminei o meu livro. Peguei o outro e descobri um terceiro interessante nas estantes empoeiradas de Avalon. Acordei antes de todos e sentei na varanda pra ver o sol nascer. Depois comi. Mandei a minha dieta pro inferno, já que não é todo dia que a gente se vê assim, leve, sem ter que comparecer a nada, nem sorrir falsos sorrisos, nem sentir que é preciso ser simpático, sempre. E eu decidi que quando for bem velha vou morar em um sítio, cuidar do jardim e não vou ter televisão. Livros e CDs sim, aos montes, mas nada de TV. Dane-se cinema, show, barzinho. Cada dia que passa eu vejo o quanto tudo isso é um prazer falso, implantado na cabeça da gente. Lavagem cerebral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu estiver bem velha, provavelmente Avalon já não vai mais existir. Paciência. A gente sempre acaba descobrindo outro ponto de desligamento com o mundo, mesmo que não tenha um pôr do sol de espetáculo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-84381395?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/84381395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/84381395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84381395' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-84190057</id><published>2002-11-07T13:23:00.000-08:00</published><updated>2002-11-07T13:23:55.706-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Cotidiano&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada dia que passa é mais difícil pra mim dizer alguma coisa. Cada dia eu tento puxar lá do fundo alguma coisa a dizer: olho bem para o meu cotidiano procurando o extraordinário, o excêntrico, fugindo da vulgaridade;  mas não há nada. Contas de bancos, CPFs atualizados, financiamentos de carro – eis a minha vida. Eu sou uma pessoa adulta. Eu tenho que controlar os cheques que voltam e supervisionar meu saldo com olho grosso. Eu tenho uma reputação a zelar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas me dá um sono. Tenho tanto tédio de falar sobre as partes burocráticas do mundo quanto os outros têm de ler sobre isso; e aí chegamos a um impasse. Porque não há mais nada. Será que eu vou ser pra sempre isso? Pra sempre esse rosto encarando a tela em branco, muito nervosa por não ter o que dizer, à procura de textos legais como os que já foram escritos, um dia, por esses mesmos dedos que hoje estão imóveis na minha frente. Meus dedos servem pra segurar cigarro e fazer carinho em olhos e bocas; por que não servem pra digitar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa mais normal do mundo é isso. Eu sinto falta dos elogios. Dos comentários legais. Ontem saí com um pessoal e um dos meninos da mesa disse que lia os meus textos. Uau. É tão difícil imaginar isso. Enfim, ele tinha lido o meu blog, e deu um sorrisinho malicioso quando eu mostrei as minhas fotos de Jericoacoara. Mas de que estou reclamando? As coisas que acontecem comigo são de domínio público, e eu nunca na minha vida encarcerei sentimento em nome de honra ou orgulho ou o diabo que o carregue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo aberto, justamente para fugir dos assuntos de contas de banco e problemas com cartão de crédito. Tudo aberto; e eles sabem tudinho o que penso sobre eles mesmos. É meio esquisito, mas também é interessante, escrever um texto sobre alguém e depois avisar ã pessoa que existe algo escrito. As pessoas às vezes me odeiam, mas na maioria dos casos sentem-se lisonjeadas. Quem não sentiria? Ser a musa inspiradora de uma mente que tenta fugir de do cotidiano e do vulgar. Mas eu ainda me sinto como se tanta sinceridade não contasse a meu favor. Como se eu estivesse mostrando demais do meu corpo praticamente novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um risco que eu sempre corro. E que, de certa maneira, eu quis correr, depois que coloquei isso tudo aqui, pra uns poucos mas muitas vezes desconhecidos lerem. E quem eu amei também lê e, quem sabe, quem eu vou amar também lê, se é que um dia eu vou achar alguém pra amar de verdade, sem fantasiar sentimento como venho fazendo desde que me entendo por adulta. Desde que pago contas, e devolvo cheques e encaro o computador sem ter o que dizer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-84190057?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/84190057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/84190057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84190057' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-84133097</id><published>2002-11-06T12:39:00.000-08:00</published><updated>2002-11-06T12:39:58.730-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Cartas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora leio as cartas que chegam para a minha empresa. Não tinha essa função, mas recentemente eles me colocaram para tapar um buraco, já que o meu verdadeiro serviço está paralisado. Trabalhinhos temporários. Agora eles me entregam as cartas e eu leio mais ou menos cuidadosamente e depois faço um relatório com as que valem e passo pros meus chefes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas só algumas cartas valem. Tem muito maluco que escreve pra cá, dizendo que vai colocar bomba na empresa, ou pedindo a volta da Loteria Trevo, seja lá o que isso for, ou pedindo emprego. Muitos pedem emprego. A maioria não sabe escrever nada, e quando escrevem tem sempre um monte de erros de português e com letras totalmente indecifráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia abri uma que tinha uma foto de um cara baleado. Não aquelas fotos de laudos de perícia, uma foto tirada pelo parente do cara na hora que ele foi assassinado. É mais sinistro do que pensava, ver uma pessoa baleada. Tem aquele buraco nas costas do cara e sangue esparramado pelo chão, e um cachorro chegando perto pra cheirar o morto. O cara estava lá caído em uma posição que só um baleado pode cair: agachado pra frente, meio de lado, um braço aqui e uma perna acolá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem vezes que eles, os remetentes, mandam fotos de enterros. A coisa mais comum no interior do nordeste é fotografar enterro. Eles posam ao lado do caixão, o defunto estendido e coberto de flores, de olhos fechados e boca costurada. As pessoas que estão no enterro ficam prostradas ao lado do caixão e encaram a câmera, muito sérias, mas sem lágrimas. Ainda não sei por quê eles tiram essas fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que manda fotos de parentes. Tem gente que manda foto de si mesmo com dados de currículo. Tem gente que manda desenhos. Eu tinha feito uma lista de coisas pra escrever sobre essas histórias, mas decidi que não precisava não. É muita coisa que acontece. A gente acha que certas coisas são impossíveis mas, quando vê, aconteceu ali do lado, na nossa frente, fotografado. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-84133097?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/84133097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/84133097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84133097' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-84079310</id><published>2002-11-05T13:31:00.000-08:00</published><updated>2002-11-05T13:31:58.373-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Sexo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O irritante de tudo isso é apagar e reescrever duzentas vezes até que saia alguma coisa que faça eu me sentir esvaziada. Isso aqui está transbordando – pode ser de esgoto ou de água cristalina, tanto faz – e eu não consigo me deixar levar. Escrevo, apago e altero o tamanho da letra vezes seguidas, sem me dar por satisfeita. Já não há o incômodo que me faz falar com intensidade e assombro, já não há nada que me pese nos ombros e que me obrigue a despejar tudo sobre os outros. Se tivesse hoje uma sessão de análise, não teria o que contar. Mas já não tenho análise nem crise, sou mais uma entre tantos. Geralmente sou assaltada por essa onda de alto estima quando as coisas estão paradas. Quando nada acontece, tudo tem essa cara de que está bem. Parece até que eu estou fazendo tudo certinho. Quanto erro! Certinho não existe. É que apenas o vento ainda não começou a soprar, mas quando vier vai devastar tudo e deixar as casas no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tenho uma vontade enorme de comer. Muita vontade de comer. Não pela fome, mas pelo prazer, e eu ando precisando de prazer. Às vezes sinto falta de sexo, mas depois concluo que não é bem falta o que eu sinto, é a vontade de ter alguém bajulando e ligando, alguém que eu possa dizer: esse cara me quer, tem o maior tesão em mim, há-há-há. Alguém pra me fazer sentir desejável e, por conseqüência, um pouco superior ao resto dos humanos. Na teoria eu tenho bajuladores, mas de vez em quando eles se escondem pra me fazer voltar a ser humilde. Eu volto, eu volto. Sempre fui humilde, apesar de achar uma tremenda perda de tempo a humildade. Quando estou humilde eles dizem: ela é uma menininha. Quando não estou, eles acham: ela é uma diva. E avisam: diva só serve pra gente comer. Qual seria a minha função, então? Eu, que fico oscilando entre os dois mundos, sirvo pra quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas alguma coisa me diz que a falta de dramaticidade de hoje tem a ver com a ausência de sexo. Sexo é dramático, na sua essência. Principalmente para as mulheres, que vivem misturando alhos com bugalhos e buscam amores entre trepadas homéricas. Não tem jeito não, se foi bom a vontade é de falar que ama. Mesmo que não ame. Faz parte da dramaticidade da cena. E depois, quando o sujeito em questão desaparece, o mundo fica cinza e surgem aos borbotões milhões de criações estéticas e perfeitas. Se o sujeito aparece como manda o figurino, o mundo fica colorido e, da mesma forma, a vida se enche de inspiração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é tudo o que o sexo traz com ele. É um ritual demorado, que exige encontros de apresentação e jogos de conquista. O sexo há muito tempo não é natural, não é puramente carnal e cheio de tesão. Tem um monte de filosofia-lixo envolvida. Uns poucos, uns que se contam nos dedos, ainda fazem pela impulsividade do ato. Mas a grande maioria se encaixa na luta homem x mulher; não entendem que pra uma trepada inacreditavelmente inesquecível é preciso homem + mulher, sem conquistas, sem lutas. Apenas o desejo, aquele toque inconfundível e raro que algumas pessoas já sentiram com outras, o toque que dá vontade de transar em qualquer lugar, a qualquer hora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora fazer sexo é como ir a uma repartição pública. Se não, podemos ser taxadas de putas, de fáceis, de promíscuas, de “maluquinhas”. Hoje em dia, a gente sai três vezes com o mesmo cara antes de poder dar pra ele. E o cara ainda tem que achar que ele foi muito macho de convencer a nos levar pra um motel. Essa porcaria de convenção social baseada no século XVIII. Vai ver por isso a arte anda tão ruim: o mundo nunca foi tão puritano. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-84079310?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/84079310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/84079310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84079310' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-84072852</id><published>2002-11-05T11:05:00.000-08:00</published><updated>2002-11-05T11:05:58.253-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Semi-adormecimento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquelas coisas  que só acontecem no estado de semi-adormecimento. Era uma dor de cólica que havia me acordado e que estava me deixando de mau-humor pelos minutos de sono perdidos. Nada de poesia e sentimentalismo: ficar menstruada é uma merda. De repente, a dor parou e eu fiquei flutuando no colchão. Flutuando. Ia no teto e voltava para a cama, descrevendo um oito no ar: primeiro meus pés desciam, depois subiam, depois desciam de novo e pousavam. Meus joelhos, minha barriga e o resto do meu corpo seguiam depois. Iúúúúúhuuuu, de volta pra cama. É preciso aproveitar a sensação enquanto ela está durando. Minha cama é o tobogã. É preciso aproveitar enquanto a dor da cólica não volta e Iúúúúhuuuu, de volta pra cama, mais uma vez. Não era o meu corpo físico, não era o meu espírito, era só a onda, o vai-e-vem que me embalava pro sono. Eu pensava: que delícia, enquanto sentia a onda chegar de novo. E de novo. E de novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que finalmente eu dormi. Dormi e sonhei que tinha um namorado japonês, e que ia transar com ele e pensava: “Caramba, é verdade, eles realmente têm pau pequeno!” Mas isso acabava não sendo um problema muito grande, porque o menino era legal e a gente ia levando. Bom, lá pro final do sonho o namoro tinha terminado e nós éramos apenas bons amigos. Não sei bem se o motivo do término tinha sido o tamanho do pênis dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia, a confusão mental causada pela TPM: dirigindo e pensando, caminhando e pensando, trabalhando e pensando, jantando e pensando. Não há um minuto que o exame de consciência não conheça. Se eu fosse casar seria com o Fernando Pessoa – mas daí a gente se separava rápido porque ficar com um cara desses o tempo todo ao lado seria loucura ou suicídio na certa. Nunca falei da aversão à poesia? Eu tenho; odeio. Gosto de autores. Poetas. As coisas que eles dizem. Mas de poesia não. Há uma diferença muito sutil entre gostar de poesia e gostar de poetas. Um dia explico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, descobri o quão divertido meu quarto pode ser. Não saía de casa há uma semana, resolvi ir passear no domingo. Que estranho. Achei estranho. Fui pro Baixo e senti saudade dos meus livros, dos meus CDs e do meu recém adquirido aquário. Toda vez que pedia uma coca eu fazia mentalmente a conta de quanto estava gastando para nada. Saudade do meu computador, da minha solidãozinha bem vinda. Demorou, mas finalmente eu descobri que não preciso disso: de encolher a barriga e empinar o peito toda hora que for ao banheiro no Hipódromo (elas fazem isso, não fazem?). Meu quarto é legal. Meus peixinhos também. E o convívio social humano, sem álcool pra ajudar, fica arrastado demais. Estou dura pra beber. Então fico em  casa com os meus peixes e com Fernando. Odiando para sempre o meu futuro marido poeta.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-84072852?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/84072852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/84072852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84072852' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-83734299</id><published>2002-10-29T13:07:00.000-08:00</published><updated>2002-10-29T13:07:17.990-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Eu sou a anti-musa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia um amigo me mandou flores virtuais. Acompanha o seguinte texto: “Não foi à toa que te mandei orquídea epidendro. Trata-se da mais terna entre as flores amazônicas. Segundo os índios Yanomamis, elas servem para inspirar nossos sonhos e amores. Seu perfume é detectado há quilômetros de distância. Para tanto basta fecharmos os olhos, nos aproximarmos e inspirarmos profundamente. Quer tentar? Beijos.” Foi a primeira vez na vida que recebi flores de um admirador. Porque esse cara não é nem nunca foi meu namorado – e mesmo quando estava namorando, tive que obrigar um dos meus ex a me dar um buquê de rosas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anyway, foi a primeira vez que recebi flores, e ainda acompanhado de um texto desses. Por um momento, enquanto eu lia aquelas linhas, eu me senti uma espécie de Liz Taylor, ou Catherine Deneave, ou melhor do que todas elas, Ingrid Bergman. Porque a Ingrid Bergman tem um ar terno que nenhuma das outras têm. Eu me senti uma musa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre achei incrível aquelas meninas que despertam a admiração dos homens. Que fazem com que cada um deles se transforme em um Olavo Bilac reencarnado, e saia declamando poesias apaixonadas. No meu círculo de amizades, posso dizer com toda certeza que 70% são homens – o que me faz uma mestra em companhia masculina. E eu sempre ouvi meus amigos machos falando de certas garotas coisas como “meu deus, ela é linda” ou “essa menina é maravilhosa” ou “muito gatinha” etc etc. E, nessas ocasiões, eu ficava me perguntando se alguém falava algo do tipo quando eu passava – fora, obviamente, peões de obra (até porque esses falam pra todas as mulheres, e não só para as que eles realmente acham lindas e maravilhosas, etc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de pensar muito sobre o assunto, descobri que não, eles não falam isso de mim quando eu passo. Porque eu sou a anti-musa. Eu tropeço quando quero andar com estilo. Eu geralmente estou de cabelo despenteado. Eu fico muito sem graça quando sinto um olhar fixo em cima de mim. Enfim, eu não possuo nenhuma das características necessárias para ser um daqueles objetos de desejo inalcansáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já lamentei bastante minha falta de talento para musa. Já tentei criar um estilo distante, blasé e misterioso. Ficou ridículo e eu cansei, porque é muito cansativo você ficar fazendo tipo vinte e quatro horas por dia. (O engraçado é que depois que eu parei com isso, teve gente que me chamou de Femme Fatale. Hehe, que ironia). Agora, sinceramente, não dou tanta importância pra isso não. É claro que adorei receber flores virtuais e elogios como aquele, mas fico tão sem jeito quando isso acontece! Descobri que eu sou a caipira da cantada. O cara me canta e eu fico vermelha e não sei o que responder – e eu já tenho 25 anos, era hora de eu ter aprendido alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não podia deixar de ser, eu tenho amigas que são musas. Que recebem presentes caros de caras com quem nunca ficaram. Que recebem flores de admiradores secretos. Eu observo tudo aquilo fascinada, e percebo que elas demoram muito mais tempo para ficarem prontas pra uma festa que eu. Perfeição requer trabalho árduo. E eu sou tãããão preguiçosa quando se trata de perfeição estética! Cremes, massagens, salão de beleza, unha feita – isso tudo me enche de tédio. Não tenho tempo pra rituais pós banho. Não tenho dinheiro para banho de loja. E, de repente, eu entendo porque sou a anti-musa. Uma questão de prioridades, baby, de pri-o-ri-da-des.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-83734299?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83734299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83734299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#83734299' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-83732780</id><published>2002-10-29T12:34:00.000-08:00</published><updated>2002-10-29T12:34:30.046-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Eu sou She-Ra&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neguinho no meu trabalho não está acreditando. Contei hoje que estou fazendo a dieta das proteínas e que não estou comendo doces. Um dos meus coleguinhas perguntou: "mas vc também parou de fumar? Tudo ao mesmo tempo?" Eu disse: "amigo, eu tenho absoluto controle sobre as coisas da minha vida". E então ele sorriu.&lt;br /&gt;Numa boa, essa é a verdadeira filosofia que leva à liberdade. Sei que não parece, já que eu estou me privando de vários prazeres terrenos - chocolate, nicotina, pizza - mas eles são tão pequenos em comparação com a minha insatisfação em relação aos meus dois quilos a mais.... Verdade, verdade!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-83732780?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83732780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83732780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#83732780' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-83681247</id><published>2002-10-28T13:30:00.000-08:00</published><updated>2002-10-28T13:30:03.890-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Sua vida&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- dedicada a inho - &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele chega em casa de saco cheio do mundo, se joga no sofá e toca uma punheta. Só pra ver se o humor melhora, ou se ele se esquece um pouco de tudo aquilo. Começa lembrando de uma menina, depois de outra, depois de ninguém especificamente: pega todas as melhores características de cada uma e junta tudo numa só. A deusa. Hoje de manhã tinha passado um email pra uma de suas garotinhas mandando ela ir pro inferno, e ela tinha respondido em um tom preocupado: o que está acontecendo com você? Você está triste? Estou tão preocupada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando anda de metrô ele se senta no banco com as costas e tenta cochilar. Nunca consegue, porque sempre tem muita gente entrando e saindo, então ele fica olhando as pessoas. As mulheres. Pra passar o tempo. Obviamente o tempo não passa mais como antes, mas ele pelo menos pode catalogar o melhor daquelas mulheres e depois usar na próxima vez que se masturbar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é raiva que o deixa assim, é um medo ridículo – o tipo de medo que as crianças têm quando está escuro. Ele diz que não quer ninguém mas da última vez que ela esteve lá tinha sido ótimo, um paraíso: ele até acreditou que estava apaixonado. Agora ele tecnicamente não tem mais ninguém, e consegue afastar as amiguinhas mandando-as pro inferno sem maiores explicações. Seria engraçado se ela dissesse: You go to hell, sucker! Mas ela nunca diria isso, em toda a sua meiguice cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem à noite ele estava satisfeito porque mandou seu chefe baixar o tom de voz quando estivesse se dirigindo a ele. O homem olhou entre desconfiado e perplexo, mas no final optou por não dizer mais nada e virar as costas. Foi uma glória. Mas uma glória muito rápida, porque agora ele já não acha que aquilo sirva de porra nenhuma para a sua vida. É que muita coisa está errada e nada acontece e é tão enlouquecedor esse estado de revolta paralisada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as criancinhas que têm medo de escuro, ele acende sua raiva acreditando que assim estará protegido dos monstros. Não percebe que monstro interior é bem pior. Que come por dentro. Talvez ele precise de uma dose dupla de vodka pura uma vez ou outra. Quem sabe ele precisa entender que o problema é todo dele, e só dele. Ou talvez ele esteja mesmo necessitando é de uma viagem pra Cuba. Pra descansar nas águas transparentes de Fidel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-83681247?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83681247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83681247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#83681247' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-83673047</id><published>2002-10-28T10:25:00.000-08:00</published><updated>2002-10-28T10:25:57.303-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A huntergatherer está se sentindo aprisionada. Uma semana de Rio de Janeiro e dois quilos a mais. Outro dia liguei pro meu canadense preferido, em Jeri, e ele me disse que estava deitado na rede na varanda da pousada dele. "I hate you", foi a minha resposta. Era sábado, e eu estava trabalhando e tinha acabado de checar a minha conta corrente. Pela minha conta, outra viagem a Jeri não vai rolar tão cedo. Tentei convencer o canadense a vir pro Rio, usando o campeonato de WindSurf que vai rolar como abordagem, mas ele ficou falando as mesmas bobagens de sempre pra mim, até que eu mandei ele calar a boca. Acho que o que ele gosta mesmo é que eu mande ele calar a boca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-83673047?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83673047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83673047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#83673047' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-83559756</id><published>2002-10-26T10:21:00.000-07:00</published><updated>2002-10-26T10:21:56.300-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Melancolia no Cabresto&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que resolvi que a minha vida seria controlada por mim mesma, tenho levado a melancolia na base da rédea curta, sem deixar que ela tome espaço. Eu fico assim, manipulando no cabresto, achando que um dia ela vai desistir e vai embora, me deixando em paz com as coisas que eu quero manter por perto. Mas ela nunca se cansa. Às vezes eu acordo e me imagino dizendo “eu te amo” para alguém. Eu nunca vejo quem é, mas eu sei que isso é obra dela, da melancolia, e que ela só me mandou esse aviso pra dizer que ainda está por perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, eu tomei essa decisão de domar o indesejado há relativamente pouco tempo. Talvez não seja tempo suficiente para que um vício suma. Eu tenho esse vício de pensar nas coisas de maneira triste e depois criar um milhão de histórias que geralmente agradam às pessoas. Nunca criei nada feliz, porque acho que a felicidade pode adquirir um ar de bobo alegre, assim como o amor. Uma coisa muito nhenhenhé. Prefiro o soco no estômago – mas daí, pra deixar que isso floresça e não acabe tomando conta, eu tenho que cultivar essa coisa dentro de mim, e tratá-la na base da rédea curta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ativar a melancolia é mais ou menos como fumar, pra mim. Eu disse pra uns amigos outro dia que não conhecia vida social sem um cigarro entre os dedos, porque desde que comecei a freqüentar bares e boates, eu fumo. É o mesmo com a parte negra da força: a partir do dia em que eu “pensei” de verdade, esse pensamento foi melancólico. E agora eu estou tentando deixar de fumar e de pensar pessimismos, mas posso afirmar com toda certeza que sinto mais falta de cultivar minha tristezinha do que da nicotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está tudo bem, está tudo certo. Descobri que tenho todo o controle das coisas que acontecem na minha vida. E que eu levo a rédea da maneira que eu quero. Por isso nenhuma bobagenzinha deprê vai me tirar do sério mais, porque eu mando nisso aqui. Aliás, vamos ser sinceros, isso aqui é a única coisa em que eu mando. E é também a única coisa em que quero ser soberana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-83559756?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83559756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83559756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#83559756' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-83528096</id><published>2002-10-25T15:25:00.000-07:00</published><updated>2002-10-25T15:25:52.443-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;2003 e as promessas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhões de acontecimentos no mundo e eu com o meu livro de previsões astrológicas para 2003 debaixo do braço. Ganhei hoje e não resisti à tentação de ter o meu futuro desvendado. Meu ano em 100 páginas. Apenas isso. Li um pouco sobre mim mesma, concordando em algumas partes e negando veementemente outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse pra resumir 2002 com uma única palavra, eu diria: mudança. Toda hora. Quando eu estava me acostumando, lá vinha a vida e me puxava o tapete. No final, quando demorava muito pra eu ficar com os pés direto no chão, eu chutava o tapete pra longe. É assim mesmo, já que estamos aqui pra mudar, vamos mudar de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha bem como tudo aconteceu até agora: trabalhei de graça, gastei todos os dólares que trouxe de fora, fui contratada por uma grande empresa, declarei meu amor milhões de vezes e quis casar, comprei um carro, saí com todos os meus amigos, saí com meninos bonitos, fiz sexo casual, fiz sexo com amor, desenvolvi uma doença de pele causada por estresse, fui chutada e fiquei triste, perdi o emprego, recuperei o emprego, viajei, voltei de novo, não quero mais casar mas quero um monte de outras coisas. E o mais importante de tudo: perdoei, mais do que em qualquer outro ano da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2003 nem bem apareceu na esquina e eu já reservo a ele as minhas aulas de mergulho e meus freelas. Mas eu não sou nada: tem gente que já está ganhando dinheiro com o ano novo, como esse autor do livro de previsões astrológicas. Ele está melhor do que eu, mas eu não saberia tirar vantagem do meu depósito de planos dessa maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje vou ficar em casa, por várias razões. Bom, principalmente porque nesse exato momento tenho apenas R$3 até o final do mês. Também porque estou a fim de assistir ao debate dos candidatos à presidência. E, finalmente, porque vou estudar o que os astros escreveram pra mim no ano que vem. Pra poder acreditar em algumas coisas e negar veementemente outras.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-83528096?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83528096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83528096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#83528096' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-83425913</id><published>2002-10-23T14:49:00.000-07:00</published><updated>2002-10-23T14:49:48.056-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Pouco espaço&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou te dizer: dois blogs, um texto em cada um por dia. Isso aqui está pouco. Eu quero mais... Aproveitando que as coisas estão calmas no trabalho. Quero mais. Alguém pode me oferecer mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho terminado todos os meus textos com perguntas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-83425913?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83425913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83425913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#83425913' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-83425737</id><published>2002-10-23T14:46:00.000-07:00</published><updated>2002-10-23T14:46:59.133-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Email Filosófico do &lt;a href="http://www.nonlinear.art.br"&gt;Nick&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Nick escreveu pra mim. Era um email maluco que eu dei uma olhada rápida e resolvi ler com calma mais tarde. Bom, mais tarde finalmente chegou (que horror, quase uma semana depois) e daí eu vi toda a loucura e a filosofia daquela cabecinha. Ele me leu no texto dos filhos e entendeu tudo. E até me explicou um monte de coisas que eu ainda não tinha visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz o Nick: eu (e ele e mais alguns) sou uma huntergatherer, uma nômade, que vive cercada de pessoas que vivem como numa sociedade agrícola. Por sociedade agrícola a gente deve entender aquele tipo de vida rígida e cíclica: tempo de colher, tempo de plantar, essa terra e minha, aquela terra é sua e nós vamos dar de herança tudo isso pros nossos descendentes. Que, dessa maneira, farão com que o nossos nomes permaneçam nas nossas terras por muitos e incontáveis anos - quiçá eternos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não dá certo pro hunthergatherer. Um cara nômade aprisionado numa sociedade agrícola fica triste, frustrado, melancólico. O cara nômade precisa ser levado pelo vento; mas quando ele está na lógica do povo que quer colher os frutos, ele se sente culpado. Culpado por não estar perpetuando seu nome na sua terra, como querem os seus progenitores ou sei lá quem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem nós, nômades (perceberam que eu já me incluo no meio deles?) estamos livres do que se repete, o Nick disse. Os padrões, segundo ele, são cíclicos. As pessoas não, essas passam, vão sendo levadas. Mas seus comportamentos e gostos e roupas reaparecem daqui a cinco minutos, na outra esquina. Não que isso seja necessariamente ruim. Também não sei ainda se é bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser hunther gatherer é o futuro? O Nick não me explicou. Mas eu acho que não. Não consigo ver tudo assim, relaxado, passageiro, novo. Só consigo ver essa coisa muito estagnada de vidas traçadas antes dos nascimentos. Bom, também nunca fui uma pessoa à frente do meu tempo. Eu acho que o nômade vai ser sempre aquele cara meio esquisitão, sabe, aquele que neguinho diz: ele está sempre sozinho. Será que dá pra ser nômade no mesmo lugar? Eu acho que dá. Se você nunca ficar muito ligado a um tipo de lugar, de pessoas, de rotina. Dá pra ser nômade sem sair do estado. Eu acho que eu sou um desses. Acho porque não tenho muita certeza do que eu seja por completo. Mas por acaso alguém tem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-83425737?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83425737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83425737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#83425737' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-83373684</id><published>2002-10-22T15:49:00.000-07:00</published><updated>2002-10-24T08:31:19.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tirei. Tirei tudo o que estava escrito aqui.&lt;br /&gt;O pior de você postar alguma coisa e depois se arrepender ou achar incrivelmente brega é ter que escrever qualquer besteira pra poder cobrir o espaço em branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E alguns "amigos" ainda dizem pra eu colocar esse blog no meu currículo... Queimação de filme!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-83373684?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83373684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83373684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#83373684' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-83372818</id><published>2002-10-22T15:28:00.000-07:00</published><updated>2002-10-22T15:28:33.700-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Minha Avó&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha avó me disse pra ter cuidado. Ela olhava pros lados e repetia a frase num sussurro que eu quase não conseguia ouvir. “É preciso ter cuidado”, ela repetia. Eu não sabia muito bem a que ela se referia, mas acho que esse tipo de conselho pode se aplicar a qualquer coisa na vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha avó agora usa um aparelho para surdez no ouvido esquerdo. É estranho, porque cada vez que alguém fala alguma coisa, ela olha para o lado em que o aparelho está posicionado. Eu tenho certeza absoluta que um dia usarei um aparelho desses, mas fico um pouco preocupada com esse problema de não conseguir identificar de onde vem a voz que está falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha avó foi proibida de estudar pelo seu pai. Era feio uma mulher estudar na época dela; era melhor que as mocinhas aprendessem a bordar e costurar. Mas daí, o pai da minha avó, que era um homem muito rico, perdeu todo o seu dinheiro. E depois ele morreu. Então ela resolveu fazer um concurso público e passou – foi ser funcionária do Ministério da Fazenda. A família ficou escandalizada, mas ela bateu o pé e ficou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando todas as suas amigas já eram casadas e tinham seus filhos, minha avó conheceu meu avô. Eles freqüentavam o mesmo trecho da praia de Copacabana, e meu avô ficava admirando sua musa de longe. Um dia, ele tomou coragem e se ofereceu para carregar a cadeira de praia e o guarda-sol dela até sua casa, e a minha avó aceitou. Ela estava com 30 e o meu avô com 40 quando se casaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje ela me diz pra ter cuidado. Ela que já enfrentou a família inteira para poder trabalhar, ela que já foi dondoca e tinha vergonha de tocar a sineta do bonde para descer no seu ponto, ela agora tem medo de qualquer coisa, e vira a sua cabeça na direção errada quando falam com ela. Minha avó já não tem mais meu avô, mas carrega seus 89 anos nos ombros. Eu olho pra ela e fico com medo também, porque de vez em quando ela fica muito triste com todas as desvantagens de ser velha. Ela não consegue enxergar as vantagens, simplesmente ficou cega para elas. Eu olho pro seu aparelho de ouvido, seus olhos muito abertos e fico me perguntando se eu conseguirei, um dia, envelhecer com toda essa dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-83372818?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83372818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83372818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#83372818' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-83354744</id><published>2002-10-22T08:28:00.000-07:00</published><updated>2002-10-22T08:28:06.116-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Agora todo mundo já pode acessar meu mais novo blog:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mulherzinhagirlie.blogspot.com"&gt;Mulherzinha.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pra quem é mulherzinha e pra quem não é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-83354744?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83354744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83354744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#83354744' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-83190752</id><published>2002-10-18T15:59:00.000-07:00</published><updated>2002-10-18T15:59:03.313-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Porque eu não sou uma filha da puta&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou que nem os Alquimistas do Jorge Benjor: evito contato com pessoas de temperamento sórdido. Fujo desse tipo de gente como se fossem fantasmas, mas eles sempre conseguem chegar perto de mim. Alguns até tocam no meu ombro – o que provoca um arrepio que desce pela minha espinha. Mas a grande maioria fica mesmo é rodeando gente que convive comigo, gente que eu gosto. Isso me deixa louca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está difícil encontrar alguém que seja verdadeiro e não crie máscaras e jogos pra sobreviver. Será que só eu vejo que é muito mais interessante ser legal com os outros? Bom, talvez eu veja dessa forma porque simplesmente não sei ser filha da puta. Pode parecer estranho, mais isso é um grande defeito. A gente deveria desenvolver esse botãozinho de switch on e switch off da filhaputice. Viria junto com o botão do foda-se. Só que o meu botão de foda-se às vezes enguiça e fica parado só numa direção: ou eu não estou nem aí pra nada, ou todos as coisas têm a importância do universo. Mas o meu botão da filhaputice não veio; eu tenho defeito de fábrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que desenvolve o mecanismo naturalmente. Basta que lhe pisem nos calos do ego que a coisa fica braba. Mas eu, coitadinha, sou sempre a boboca da situação. Fico olhando neguinho se dar bem com todas as sacanagens do mundo, e eu aqui sem nada nas mãos. Mas sempre de cara limpa, olhando de frente. No momento, tenho sérias dúvidas se esse tipo de vida vale à pena. Está me parecendo mais como vida de otário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento em que eu fico descrente desse jeito em relação às pessoas legais, eu focalizo a Tailândia. Não a da bomba de Bali. Mas a que será meu rumo nas próximas férias. O bom é que se lá tiver filhas da puta eu não vou entender nada do que eles estiverem falando. Assim é mais fácil aturar gente escrota. Vamos fazer isso: desenvolver uma língua pra quem é bacana. Assim a gente só se comunica entre a nossa comunidade. E quem precisa de outras pessoas, quando só se tem gente legal em volta?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-83190752?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83190752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83190752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#83190752' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-83139366</id><published>2002-10-17T15:45:00.000-07:00</published><updated>2002-10-17T15:45:35.640-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Eu não quero mais ter filhos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(Um manifesto sobre almas gêmeas e a sociedade)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi culpa de Jeri, de novo. Eu andei por lá solta, solta, sem lenço, documento ou coração aprisionado. Foi opção minha não levar pra lá nenhuma lembrança. Mas é óbvio que o lugar contribuiu para tudo correr bem. Acontece que os meus melhores amigos durante a minha temporada cearense foram caras que faziam questão de não cultivar raízes. Isso significava ausência de casamentos ou noivados, e muito menos filhos. Nenhum desses exemplares da raça humana tinha qualquer tipo de preconceito em relação à união de duas pessoas. Não era essa a questão. Eles simplesmente nunca tinham conhecido alguém que os fizesse mudar o seu estilo de vida - apesar de alguns deles acreditarem que um dia isso inevitavelmente iria acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que a vida deles não comporta mesmo crianças e hipotecas e prestações. Não comporta os problemas da família padrão. E, pelo o que eu observei dessas pessoas, elas sentiam pouca falta do estilo de vida que a maior parte da humanide tem. E eu entendi por quê. Simplesmente porque eles não tinham uma rotina trabalho - casa - chope com os amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se segurem, porque me caiu a ficha. O casamento, meus amigos, nada mais é que o complemento da vida que a gente leva. Ou melhor, da vida que a gente acabou sendo obrigado a levar. Exatamente como a dos nossos pais. Quando nascemos, nossas mamães já estão pensando em seus netos. Já estão nos vendo doutores, com diploma na parede e tudo. A nossa vida está traçada desde que pisamos nesse mundo, e mesmo que a gente tente se desviar dela acabamos voltando para os trilhos. Ou ficamos direitinho atrás do vagão, ou vamos magoar um monte de gente que nos ama, e que espera que sejamos "alguém na vida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí vem todas aquelas cobranças pessoais para satisfazer o que nos foi imposto. Temos que arrumar um emprego. Mas não pode ser apenas um emprego, tem que ser um puta trabalho, bem remunerado e com chances de te fazer crescer profissionalmente. Ok, depois temos que arrumar uma casa. Mas não pode ser qualquer casa, tem que ser um lar com TV à cabo, ar condicionado e vaga na garagem. Passada essa etapa, time to have kids. Temos que gerar crianças sem problemas f'ísicos, capazes de vencer na vida como nós mesmo fizemos. Serão as crianças que, invariavelmente, suprirão nossas carências e defeitos (identifico no meu pai o seguinte pensamento: eu falhei na questão boa aposentadoria; minha filha não deve falhar aí).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E daí, pra tudo dar certo, a gente se cobra o casamento. Nos forçamos a encontrar o nosso "parceiro ideal", aquele que será pra vida inteira. Cara, isso vira uma caçada, uma busca desenfreada. Eu, pessoalmente, fico angustiada com essa busca. Cada vez que um relacionamento acaba, eu penso: "Ai, não, não era esse ainda...." Quer dizer, eu pensava isso. Porque agora não vou buscar mais nada. Chega. eu já trabalho numa das profissões mais estressantes que eu conheço; ainda vou ter que agüentar meu estressezinho existencialista? No way.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sei o que todo mundo vai dizer. Que eu não quero mais ter filhos porque estou sozinha. Que assim que eu me apaixonar de novo, vou ficar louca pra me vestir de branco e caminhar em direção ao altar. Pode ser; não é isso exatamente que me aborrece. O que enche o saco é essa busca. Essa procura. Essa questão de não ficar pra titia. I'm out of it.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu me sinto uma pessoa muito livre, eu juro. E uma pessoa que tem liberdade pra mim não é alguém que pode beijar 300 bocas e fazer sexo com 300 homens e etc. É simplesmente uma pessoa que não tem amarras. Eu soube perdoar e isso me libertou; eu soube deixar de esperar, e isso me libertou de novo. E se hoje à noite ventar muito forte, vou parar no Japão. Flying away. Sem virar gueixa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-83139366?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83139366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83139366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#83139366' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-83077973</id><published>2002-10-16T13:05:00.000-07:00</published><updated>2002-10-16T13:05:36.126-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;I'm back&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de 15 dias fora do ar - sem checar emails, sem celular e sem saber o resultado das eleições - eu estou de volta. Mudada, é claro. aconteceu que eu conheci Jericoacoara, CE. Aquele é o lugar onde a impermanência das coisas vigora. Budistas devem ira para Jeri. Os não budistas também. Agora que eu voltei, tenho cerca de uns dez textos prontinhos pra escrever, um projeto de um novo blog e a certeza de que não quero ter filhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci milhões de pessoas em Jeri - todos gringos - que passam a vida viajando de um canto a outro. Essas pessoas fazem amigos e se separam deles com a maior facilidade, se apaixonam e se separam sem achar que tudo isso é sofrimento, não morrem de saudades da sua vidinha em seus países. Eu invejo muito eles, mas juro que estou tentando chegar lá. Um dia eu vou ser a rainha do desprendimento. até lá, esse blog vai estar sempre bem alimentado com as angústias de uma burguesinha da região sudeste.  É melhor eu aproveitar essa insatisfação antes que ela se desfaça de vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Canadense&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira pessoa que conheci em Jeri foi um canadense de 39 anos que tinha um hotel, vendeu, e agora vive procurando WindSurf Spots pelo mundo. Eu estava sentada numa pizzaria com minha amiga quando ele se aproximou da gente e puxou conversa. De cara deu pra sacar que ele tinha um tremento Complexo de Peter Pan (mas quem sou eu pra falar alguma coisa; sei muito bem que sou um caso típico de Complexo de Sininho, se é que isso existe...). Mas o cara era engraçado e chamou a gente pra tomar um drink no Planeta Jeri, um bar da rua principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós fomos. Ele nos apresentoua meio mundo e depois nos acompanhou até a nossa pousada. Como não poderia deixar de ser, ele tentou um approuch na hora que foi me dar um beijo de boa noite, mas eu dei uma de Leão da Montanha e achei uma saída de emergência pela esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da investida mal sucedida, o canadense virou meu melhor amigo. Todos os dias, depois de velejar, ele sentava comigo na praia pra ver o pôr do sol. Ficava me chateando e falando as coisas mais sujas que alguém já disse pra mim, porque descobriu que eu gosto de Henry Miller. Ele falava essas bobagens e eu ria, ria, mas de vez em quando ficava de saco cheio e mandava ele calar a boca. O canadense ficava quieto por cinco minutos e depois continuava com a sua entrevista pornô. "Quantas vezes vc se masturba por semana?", "Já fez sexo com uma mulher?", "Gosta de usar velas?" e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia eu o beijei. Pra matar a curiosidade que todo aquele joguinho estava fazendo surgir em mim. Foi incrível, porque eu vi um cara de 39 anos se transformar em um menino de 19 com um simples tocar de lábios. E aí ficou por isso mesmo, e no outro dia a gente ficou hanging out na praia como sempre, com ele falando baixarias mais do que nunca e eu mandando ele se calar. E eu morro de saudades dele agora, e vou mandar um email falando desse texto, mas ele não vai entender nada porque é em português. I miss you, my best chato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Israelita (ou israelense?)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é exagero não, mas eu conheci o menino mais bonito de Israel. Ele namorava com uma suíça, mas depois ela foi embora e ele ficou de papo pro ar com a gente. Ele está viajando pela América Latina, e planeja vir pro Rio, o que vai ser muito cool mesmo. Bom, esse cara me oproporcionou dois dos melhores momentos de Jeri. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira foi quando eu estava reclamando que tinha tido muito azar de ter nascido em um país de terceiro mundo, sem dinheiro pra viajar como todos aqueles gringos que estavam por lá. Eu estava cansada de ficar encontrando gringo que nem o canadense, que não trabalha e só fica velejando o ano inteiro. Fiz um rápido cálculo na minha cabeça pra saber quanto tempo levaria para parar de trabalhar se começasse a juntar dinheiro agora, e descobri que serei milionária quando tiver uns 70 anos (se eu não tiver filhos, é claro). Bom, eu falava disso pro israelita, e ele me disse: "Muchacha, olha em volta. De um lado você vê o canadense com seu equipamento de WindSurf e do outro você vê uma menininha vendendo cocada na praia. Eu te digo que do jeito que você come, se veste e fala inglês, você faz parte dos top 20 do mundo. Você nào tem idéia de como é estar na India, na África... Aquilo lá é serio. Eu já fui pra India, sei como é. E você tem piscina em casa! You are fucking rich, stop complaining." Nem preciso dizer o quanto me senti uma patricinha. Calei a minha boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra vez foi na minha despesdida. Eu estava tão chateada de estar indo embora, porque sabia que nunca mais ia encontrar aquelas pessoas, que estava com uma cara de choro. O israelita veio falar comigo. Disse:"A melhor coisa das minhas viagens até agora foi aprender a deixar as pessoas chegarem e irem embora, sem querer prender ninguém. Eu aproveito cada um o máximo que eu posso, porque aí na hora de se separar, eu estou pronto. Tive uma namorada na Colômbia que me fez sofrer pra caramba na hora que eu tive que deixá-la. Agora é isso: temos nossos emails, vamos nos falando. Quando quiser ir a Israel, me procure." Quase o pedi em casamento nessa hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;As Suíças&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As suíças eram duas meninas de 23 anos que passaram as férias no litoral brasileiro. Elas viajam todos os anos para fora da Europa, como dinheiro que ganham com estágios e trabalhinhos freelas. Desse jeito, de mochila nas costas, já conheceram quase o mundo inteiro. Enquanto eu ia do Rio a Fortaleza de avião, essas européias encaravam um buzum de Porto das Galinhas  Jeri, equivalente a um dia inteiro de viagem. Enquanto eu fiquei numa pousada com diária a R$25, elas descolaram um quarto por R$15 (com ventilador). Desse jeito, contando os centavinhos, elas tinham visto mais do meu país que eu própria. Eu tenho essa coisa de aristocrata decadente: estava com o dinheiro acabando e mesmo assim nào conseguia deixar de comer um camarãozinho no restaurante em frente à praia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o dinheiro que elas não gastaram de bobeira, compraram vários presentinhos pra família e pra elas mesmas. Eu nào comprei presente nenhum. As minhas lembrancinhas foram todas pra dentro da minha barriga, junto com o camarão. Eu realmente tenho muito o que aprender se quiser mesmo viajar pelo mundo afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O californiano&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele chegou junto com as suíças. Os três se conheceram em Porto das Galinhas, e resolveram ir pro Ceará juntos. Esse cara é mochileiro de verdade: há um ano e meio não pisa nos EUA. Já rodou Ásia, África, Europa e agora América Larina. Tem histórias maravilhosas sobre banheiros nojentos na Índia. Diz que trabalhou como contador até juntar uma grana, chutou o trabalho e se mandou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Jeri ele ia para a Califórnia, assistir ao casamento de sua irmã. Depois, provavelmente seguiria para o México. Na hora da despedida, ele me abraçou sem dar grande importância, me passou seu email e foi embora. Nenhuma sentimentalidade. Eu estava toda derretida, falando "I don't belive you'r leaving" e o abraçava um milhão de vezes. Ele só dizia "Yeah Yeah". Me senti uma retardada. Mas acho que é assim que tem que ser. eu só conhecia o cara há cinco dias! Não era exatamente como se um pedaço do meu coração estivesse sendo arrancado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-83077973?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83077973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/83077973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#83077973' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-81725043</id><published>2002-09-17T08:10:00.000-07:00</published><updated>2002-10-16T09:46:55.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Tudo isso&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As últimas palavras de Timothy Leary foram “Por que não”, em várias entonações diferentes. As minhas primeiras palavras hoje de manhã foram “Tudo isso”, com uma única entonação de descrença. O problema é esse maldito momento que eu tenho, entre a hora em que acordo e a hora em que levanto da cama. Esse espaço de tempo é indeterminado: pode durar de dois a 30 minutos. É quando fico pensando sobre coisas sem qualquer importância, mas que, dependendo do meu estado de espírito, podem acabar tomando proporções impressionantes. E, considerando que os meus últimos dias não foram dos mais animadores, quase sempre eu acordo com um mau-humorzinho existencialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a palavra não seria bem mau humor. Seria mais como a descoberta desconfortável de uma mentira. Eu não sei se tinha sonhado com alguma coisa. Mas lembro que ontem fui dormir com uma sensação muito boa, com uma impressão de que existem planos a serem realizados. Ontem à noite tracei um trajeto de sucesso para mim que nunca descia, era sempre pra cima, pra cima, pra cima, e eu quase podia me ver como a presidente de alguma multinacional – se eu quisesse isso para a minha vida. Ontem à noite eu era uma jovem ambiciosa, mas que não pisava em ninguém, corajosa e disposta a lutar com toda a sua garra pela realização de seus planos. E hoje, o que eu sou? Nem a metade da pessoa que encostou a cabeça no travesseiro ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje abri os olhos para ver as horas e fui encurralada pelos pensamentos. Começam bem pequenos, medíocres, e eu acho que eles não significam nada. Mas logo eles tomam uma dimensão absurda, que acaba atravessando o estômago e fechando a minha garganta. Eu me levantei meio zonza, e fiquei que nem uma louca encarando a minha imagem no espelho. (Eu nunca poderia participar de um reality show. Iriam realmente achar que eu sou louca. Ninguém tem o direito de saber o que se passa entre meu espelho e eu. Ninguém poderia saber por que eu fico tanto tempo apenas olhando pra minha imagem refletida. Essa boca que já o beijou muitas vezes. Esse nariz que ele nunca elogiou. Eu sou bonita, apesar das olheiras. Ele nunca foi capaz de ver isso. Ele nunca foi capaz de dizer: “Você é linda”. Mesmo que eu não seja linda, ele tinha a obrigação de me dizer isso. Eu era linda para ele. Eu era tudo pra ele. Agora que eu não sou mais nada, agora ele me fala as coisas que eu queria ouvir naquela época. Definitivamente, não podem me levar para nenhum reality show.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá estava eu, encarando a minha imagem. Me fazendo perguntas e obtendo as respostas. Assim, pá, pum. Uma atrás da outra. Eu sei de todas as respostas do mundo... Podem me perguntar sobre qualquer coisa. É um dom que eu tenho, a observação. Se observo um, observo todos. Os comportamentos são muito parecidos. Meus amigos dizem: você sabe das coisas. Eu sei mesmo, podem me perguntar. Enviem e-mails, eu respondo. Mas eu menti, não é um dom. É uma merda, eu acho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto eu estava lá, olhando, imóvel, para o meu rosto, os pensamentos foram crescendo, virando gigantes, explodindo a minha cabeça. Deixaram o meu crânio aberto e foram dominar o mundo. Eu comecei a chorar, juro. Tenho vergonha de admitir, mas é verdade: eu comecei a chorar. E, no meio daquelas lágrimas sem razão aparente, eu disse: “Tudo isso”. Com uma voz magoada. Com uma voz de quem luta pra não achar que as coisas acabam mal. E então eu repeti: Tudo isso. Procurando um cigarro, que já tinha acabado, dobrando as roupas amontoadas na cadeira, ligando o som. Tudo isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que de repente eu entendi que aquilo não ia dar em nada, e que era melhor eu recomeçar a ler a biografia da Lou Andreas-Salomé. Cada minuto perdido em frente ao espelho era um minuto morto, cada vez que eu repetia as palavras mágicas, eu gastava minha saliva preciosa. Era o fim de tudo aquilo, sem trocadilhos. Era o fim. Foi por isso que liguei meu computador e sentei pra escrever sem mesmo tomar café. Foi pra marcar o fim, pela milésima vez. Sem mágoas e mais calma eu ardentemente desejo: que Tudo isso morra. E sonhe com os anjos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-81725043?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/81725043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/81725043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_09_01_archive.html#81725043' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-81693228</id><published>2002-09-16T15:39:00.000-07:00</published><updated>2002-09-16T15:39:06.683-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Another weekend in town&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometi que cada dia seria um relato. Só não previ que meus dias fossem se tornar tão vazios a ponto de eu achar que não há nada a ser contado. Sempre há, é claro.  O problema é ter certeza de que queremos mesmo contar algumas coisas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo, noite, restaurante 00. Uma amiga contava animadamente sua noite com um famoso cineasta casado. Momento acaso no. 1: o cara estava sentado com a mulher e a sogra, ambas atrizes famosas, numa mesa na nossa frente. Eu saí de lá às gargalhadas. Minha amiga, em pânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansamos do 00. Saiu uma matéria na imprensa sobre a festa de domingo, e por isso haviam aparecido um milhão de pessoas – nem todas interessantes – que lotaram o estacionamento e congestionavam o bar (às vezes eu também tenho meus momentos mundinho fechado). Mas o problema não foi esse. O problema foi o tédio generalizado. Seguimos para o Baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Momento acaso no. 2: algumas coisas só podem mesmo acontecer no Rio de Janeiro. Estava eu sentadinha e comportada na minha mesa, quando surge um carinha que é minha eterna possibilidade. Daquelas que a gente pensa: um dia eu ainda vou sair com ele. Ninguém faz movimento algum para agilizar o processo, nem eu, nem ele, mas a certeza de que os dois estariam interessados na proposta é nítida. Trocamos sorrisos muito largos e promessas de nos ligarmos. Talvez eu ligue, mas não agora. Segundo a cartomante com quem me consultei na semana passada, meu momento é de pura e simples espera. A situação espiritual está complicadíssima; então, vamos aguardar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos integrantes da mesa no BG recebe uma ligação convocando a todos para o Empório. Vamos. O Baixo é um lugar legal, mas que não permite a interação entre mesas. E nós queríamos, acima de tudo, alguma interação. A little fun, como diz aquela música do Smashing Pumpkins. Entramos nos carros e fomos para Ipanema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Empório está vazio. Sentamos numa mesa onde outros nos esperavam, e logo dois de nós decidem ir pra casa. Mau sinal. Eu olho em volta e vejo, mais uma vez, pessoas bonitas. Mas o ambiente está civilizado demais para qualquer conversa. Nesse momento, não é permitido dizer bobagens a estranhos. Todos têm que ser muito inteligentes. De repente, me deparo com o Momento acaso no. 3: chega no bar o cara que eu estava a fim. Acompanhado. Com uma menina que, supostamente, seria sua amiga. Aquilo já era demais pra mim, e eu penso em ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto do grupo decide ir à Pizzaria Guanabara. Eu não, me recuso. Não pela Guanabara, que é ótima. Mas porque tenho muito medo de que ocorra um Momento acaso no. 4. Considerando que visitei três lugares diferentes em uma noite de domingo e que, em cada uma dessas localidades, a vida me deu um pequeno beliscão no bumbum, acho que já tive o suficiente. Vou embora mesmo, sem cumprimentar o menino que eu estava a fim. E olha que hoje é aniversário dele. De qualquer modo, já descobri que o meu papel nesse mundo é unir as pessoas. É sempre depois de ficar comigo que os caras decidem namorar. Com outra. Tudo certo, alguém tem que fazer esse trabalho, não é? Então que seja eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01:45 de segunda feira. Estou tentando conectar e nada. Aproveitei e escrevi esse texto, mas saiu assim uma coisa de PN. Tudo bem. Amanhã eu reviso, depois que devolver o DVD do Woody Allen e fazer a aula de Body Combat. E, dessa forma, termina mais um fim de semana pra mim. The End.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-81693228?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/81693228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/81693228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_09_01_archive.html#81693228' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-81693173</id><published>2002-09-16T15:37:00.000-07:00</published><updated>2002-09-16T15:37:50.930-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Cidade de Deus e a minha vida&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que eu fui assistir Cidade de Deus outro dia, sozinha, em um cinema da Barra. Tinha ido ao shopping e aproveitei meu dia de folga para liquidar de uma vez por todas com aquela ansiedade ridícula em relação ao filme. Mas quando cheguei para comprar o ingresso, surpresa: a sessão iria começar duas horas depois. Duas horas! Tempo suficiente para colocar os pingos que faltavam nos Is solitários dos assuntos em que eu andava pensando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que duas horas é tempo demais. Você começa pensando em chocolate e termina com sexo. É uma droga. Invariavelmente, fico melancólica depois de grandes períodos questionando mentalmente significados de entonações e frases soltas. Eu penso, penso, penso, em círculos, sem chegar a nenhuma conclusão. Aquilo, obviamente, não ia dar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deu mesmo. Logo liguei para um amigo, pedindo socorro. Pedindo que ele saísse de ônibus do Recreio e fosse encontrar comigo na Barra. Ele, obviamente, riu e sugeriu que eu fosse até lá, já que eu tinha carro. Pensei, pensei, mas em círculos, sem chegar a nenhuma conclusão. De novo. Por fim decidi enfrentar essa porcaria toda e limpar de uma vez o meu cérebro. Já era hora de desintoxicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado foram umas dez páginas escritas a mão no meu “caderninho de pensamentos”. Alguns desses textos estão aqui. Pedaços, pelo menos. Outros estão aguardando o momento em que vou perder o temor a certas coisas, o momento em que deixarei de me importar com o que as pessoas pensam. Esses eu ainda não revelei pra ninguém, ninguém mesmo, com medo, com vergonha, com o diabo que me carregue, com tudo. Um milhão de culpas nas minhas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas finalmente chegou a hora do filme, e eu pude descansar a minha cabecinha. Em termos. Porque não descansou coisa nenhuma. Cidade de Deus é muito mais que soco no estômago, é filme pra gente abrir os olhos mesmo. Pra parar de chorar sobre amores perdidos ou porque não nascemos milionários. Eu saí do cinema eufórica, com vontade de abraçar alguém e discutir por horas e horas cada diálogo, cada cena, cada minuto daquele filme, pra poder decorar algumas partes, pra poder ver se eu assimilava alguma coisa daquilo tudo, pra ver se eu aprendia. Saí do filme totalmente auto-sufuciente, estranhamente certa de que nada no mundo é necessário a não ser comida, bons livros e bons filmes, certa de que o resto é bobagem, e que o segredo está em não achar que as coisas aparecem para serem aturadas, mas sim para serem vividas, até o fundo de cada situação. Até esgotar o último dos moicanos. Eu saí do cinema cheia de possibilidades, pronta para escrever uma ópera, pronta para finalmente tentar andar de skate. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível viver à base de boa arte, mas o problema é que o efeito dela dura pouco. Mas eu ainda fico momentaneamente extasiada quando lembro de certas frases e imagens. Ontem mesmo, preferi ficar em casa assistindo Henry e June pela enésima vez. Preferi, pra poder me lembrar direitinho de cada canto daquele filme, pra decorar mesmo. Não decorei nada, mas hoje acordei melhor. Sem ressaca moral, psicológica ou física, apenas com uma vontade louca de viver plenamente, ignorando o medo que isso me provoca, sabendo que medo desespero dor e caos fazem parte de mim, que dificilmente eu vou aprender alguma coisa com eles, mas que são eles que me fazem ter certeza de que eu realmente existo, e que posso pensar, falar, comer chocolate e fazer sexo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-81693173?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/81693173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/81693173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_09_01_archive.html#81693173' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-81573434</id><published>2002-09-13T16:05:00.000-07:00</published><updated>2002-09-13T16:05:12.573-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Porque ontem à noite foi foda e vc tava lá me ajudando.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que tudo isso que eu vou escrever vai soar extremamente piegas, mas não estou nem aí. Eu estou morrendo de vontade de escrever sobre meus amigos. Meu amigo. Um que tem uma puta paciência com meus ataques de mulherzinha-introspectiva-ao-extremo. Um que sabe que eu não sou porra nenhuma de Femme Fatale, que não passo de uma menininha assustada em busca de um cara que seja legal. Um que me apresentou a Henry Miller. Meu deus, eu devia escrever esse texto em homenagem a ele só porque ele me apresentou a Henry Miller. Mas tem muito mais. Tem os ombros emprestados em momentos de manha, tem a recusa de ficar comigo nas fases em que eu me encontrava no auge da carência (ele com medo de magoar meu coraçãozinho), tem tudo que ele sabe de mim e que nenhum ex-namorado ou casinho meu jamais sacou. Esse cara, esse meu amigo, eu te digo: ele me ama. Uma mistura de amor de pai, de irmão, mas com uma pitada de tesão que ele controla pra preservar as coisas do jeito que estão. Eu o amo da mesma forma, e posso passar uns dois meses sem telefonar nem mandar email, que um dia a gente vai se ligar e marcar um Baixo, e ele vai ficar olhando para TODAS as meninas bonitas que passarem, e eu de vez em quando vou comentar sobre uns carinhas de cavanhaque, e ele vai reclamar que eu não estou bebendo chope, e eu vou perguntar se ele acha que eu devo ligar pra um novo personagem na minha &lt;i&gt;personal sitcom&lt;/i&gt;, e ele vai me pedir pra eu apresentar minhas amigas, e eu vou pedir pra ele apresentar os amigos dele, e a gente só vai se encontrar durante a semana, e ele vai falar pra eu ser eu mesma, e ele vai me defender dos urubus, e eu vou aceitar essa defesa, porque adoro um colinho. E só ele sabe me dar esse colinho. Por isso que eu o amo. E, às vezes acho, não preciso de muito mais na vida que uns amigos tipo esse e umas boas sessões de cinema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-81573434?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/81573434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/81573434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_09_01_archive.html#81573434' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-81564278</id><published>2002-09-13T11:52:00.000-07:00</published><updated>2002-09-13T11:52:26.100-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;1 Ano do Ataque ao WTC&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou de novo aquela história do ataque ao WTC. Começou e já acabou - ainda bem. Estavam reprisando na GloboNews a entrevista que eu dei na época... Ontem, enquanto fazia esteira na academia, um menino veio falar comigo: "Desculpa perguntar, mas você estava em NY no dia 11 de setembro? É que eu vi uma entrevista; era você?"&lt;br /&gt;Eu sorri e disse: "Sim..." e não disse mais nada. É que não há nada a ser dito. A não ser que eu vá repetir TODA  história de novo... &lt;i&gt;Mas eu não agüento mais contar a mesma história&lt;/i&gt;. Me sinto como Jimi Page e Robert Plant se recusando a tocar Stairway to Heaven porque já estão de saco cheio da música.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-81564278?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/81564278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/81564278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_09_01_archive.html#81564278' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-81560864</id><published>2002-09-13T10:25:00.000-07:00</published><updated>2002-09-13T10:25:03.140-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu sei que ando sumida. Recebi emails de alguns amigos reclamando do abandono deste blog. Mas agora, voltei! e queria esclarecer uma coisa: eu não conheço o dono do fusquinha cor de rosa com estofado de oncinha. Acontece que uma das minhas melhores amigas conhece. trata-se da ex-mulher de um cara rico pra cacete, que ficou entediada com a vida e decidiu ter três carros cor de rosa com estofado de oncinha, segundo a lenda. Numa certa ocasião em que a minha amiga teve que se virar a pé no Rio de Janeiro - seu auto estava no mecânico ou tinha sido roubado, não lembro - essa entediada ex-mulher de rico emprestou um de seus carros para ela. Era um daqueles Gols antigos, anos 80, quadradões. A gente tirava a maior onda com ele, saindo à noite pela Zona Sul carioca, nos nossos 18 aninhos... eram 18 aninhos? Já nem lembro mais. Meu deus, às vezes eu sôo como o meu pai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-81560864?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/81560864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/81560864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_09_01_archive.html#81560864' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-81284713</id><published>2002-09-07T11:27:00.000-07:00</published><updated>2002-09-07T11:27:15.663-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;O cinismo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri que era uma cínica quando conversava com um amigo, tomando vinho e ouvindo Blur. Ele me falava de um grupo de pessoas que tinham parado de comer voluntariamente e, por incrível que pareça, viviam de maneira saudável. Segundo o meu amigo, toda a energia que essas pessoas precisavam para sobreviver elas tiravam do sol, mesmo sem fazer fotossíntese. Tudo era uma questão de saber direcionar o cérebro para transformar a energia solar em calorias utilizadas pelo corpo. Eu ouvi a explicação com um sorrisinho nos lábios e, por fim, disse algo do tipo: "Imagino que eles devem levitar ao invés de sair andando por aí, não é?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito que não foi uma coisa muito legal de ser dita na hora. De qualquer maneira, meu amigo se ajeitou na cadeira e disse, calmamente, que tudo era possível com o cérebro humano, e que, se essa tendência se confirmasse, seria a solução da fome no mundo. Ele falava com muita paixão, e me surpreendeu o fato dele estar depositando esperanças de uma humanidade melhor no que pra mim parecia balela sensacionalista (ele viu a entrevista com esses caras no programa da Adriane Galisteu). Comecei a me exaltar na exposição das minhas idéias, talvez por causa do vinho, talvez porque aquilo pra mim era muito ridículo. O meu amigo, sempre calmo e sem elevar seu tom de voz, disse: "Bruna, você não passa de uma cínica." Eu mandei um: "como assim?!?" E Ele: "Você é cínica porque é incapaz de acreditar numa utopia." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, a partir daí se seguiu uma discussão sobre o significado da palavra cinismo. Eu explicava pra ele: não sou cínica, sou cética. Ele dizia: é praticamente a mesma coisa. A situação só chegou ao fim quando uma terceira pessoa mandou a gente calar a boca: "ô seus punheteiros, dá pra vocês irem pra varanda como todo mundo e encerrarem esse papo?" E nós fomos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que, pra mim, a coisa não parou por aí (é incrível a minha capacidade de ficar ruminando eternamente frases, tópicos e até entonações diferentes. Se eu não tomo cuidado, acabo virando um vegetal, juro por deus). Eu fiquei pensando: eu sou realmente uma pessoa cínica, se este sentido equivalente ao do ceticismo existir. Eu sou incapaz de querer acreditar em certas soluções fantásticas. Essa coisa de "um dia, no futuro, todas as raças viverão em completa harmonia" pra mim não rola. Muito menos o que toda menina cresce ouvindo, o nosso "ser feliz para sempre" ao lado do homem amado. Sou mais feliz por causa disso? Óbvio que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ceticismo-cinismo foi uma condição que eu criei pra, supostamente, me defender do mundo. Escolhi uma profissão que requer altas doses de desconfiança, o que me torna uma pessoa que duvida de tudo, antes de mais nada. (E olha que eu sou uma das mais bobinhas dentro do meu círculo profissional. Eu não sei mentir, por exemplo, e saber contar mentiras é uma habilitade muito necessária no meu meio). Eu não vejo esperança em novas eleições, nem ONGs e muito menos em líderes espirituais e religiões. Talvez só com a arte - e eu me refiro a qualquer tipo de arte - eu pegue mais leve e deixe me levar por um certo encanto. Talvez só com cinema e música eu me permita ser um pouco mais sonhadora. De resto, a vidinha aqui é muito pé no chão. A ponto de me desanimar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendam bem: eu não sou uma pessimista. Sou apenas uma pessoa que enxerga as reais possibilidades de certas situações. Nas poucas vbezes que me deixei levar, com o coraçãozinho aberto ao novo e não-paupável, deu errado. Errado mesmo. E eu fiquei ouvindo "Another distance lefto to run" de novo, milhões de vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só tem uma coisa: eu não quero mais ser uma pessoa assim. Eu quero acreditar que um dia todo mundo vai ser feliz, inteligente, saudável. Mesmo que isso leve uns 2 bilhões de anos pra acontecer. Eu quero achar que o que une um homem e uma mulher é mais que sexo e paixão mmomentânea - é companheirismo, amizade, carinho, um monte de coisas. eu quero muito ser uma pessoa assim, mas quando começo a pensar sobre isso, o meu diabinho cochicha:"Que besteira... Tão adulta e se deixando levar por papos de três semanas atrás. Você já devia ter esquecido disso."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se vou conseguir me tornar alguém receptivo às boas coisas que podem acontecer (inclusive ao acaso. Eu deixei de ser cínica porque acreditei, outro dia, no acaso?). Mas eu estou a fim de tentar. Ainda dá um pouquinho de medo de eu levar um tombo. Mas, pensando bem, eu nunca deixei de cair por não acreditar nas coisas. Acho que as chances de eu piorar o meu desempenho profissional ou de me tornar a otária da paróquia são muito poucas. O que vai rolar é que algumas pessoas vão observar o surgimento de uma blogueira que, com muito esforço, anda alimentando utopias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-81284713?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/81284713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/81284713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_09_01_archive.html#81284713' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-81283066</id><published>2002-09-07T10:35:00.000-07:00</published><updated>2002-09-07T10:35:23.620-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Vingança&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vingância do povo que não conta (como eu) é conseguir uma visita à redação do Caderno Ela. A ausência de glamour é total. hehehe&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-81283066?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/81283066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/81283066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_09_01_archive.html#81283066' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-81209724</id><published>2002-09-05T16:23:00.000-07:00</published><updated>2002-09-05T16:23:49.686-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Orquestra Imperial e as barbas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estou com uma vida muito sem regras mesmo, meu pai tem toda razão. Ontem, plena quarta-feira, fui para o BallRoom (segunda vez em três dias), conferir a nova modinha do Rio: a Orquestra Imperial. É que uns músicos modernos e descolados, como o Moreno Veloso, o Kassin e o Rodrigo Amarante, do Los Hermanos, se juntaram para tocar - com arranjos cheios de metais - marchinhas e boleros nacionais da década de 50. É claro que eu não conheço quase nenhuma música daquelas. Mas "Amélia" compareceu. E Summer Samba (ai, meu deus, como se chama essa música em português? vergonha, vergonha absoluta) também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma espécie de baile da terceira idade com participantes de trinta e poucos. Gente bonita, juventude dourada Zona Sul carioca. Meninas de facha no cabelo (uma loucura. Acho fofo, mas não consigo usar. Tenho a impressão de que fico com um testão. Sempre acontece isso com as modas de verão: todo mundo usa e, quando eu tento, fica horrível. Neguinho acha que é porque eu tenho personalidade. Não é nada. Fica feio mesmo). Meninos de barba. Grande. Estilo Osama Bin Laden.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é implicância; as barbas estão mesmo na moda. Infelizmente, porque eu sinceramente acho horrível. Uma barbinha por fazer até que é interessante... Mas um barbão não dá. Falei pra um amigo que trabalha numa revista de adolescentes para ele fazer uma matéria sobre as barbas no povo muderno. Ele disse que já fez. E que a tendência é mundial. Até Brad (o Pitt) está com um barbão desses... eu não vi o Brad assim. Mas, enfim, acho que com ele não deve ter muito problema, ne. Agora, os pobres mortais não deveriam arriscar sua beleza dessa forma. Se bem que deve ter um monte de menininhas que acha lindo um barbão. Devem achar másculo. Eu é que tenho essa mania de gostar de caras com estética gay - é claro que não dá muito certo, no final das contas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sabe que essa Orquestra Imperial é muito bacana? Eu me diverti horrores. Achei engraçado encontrar algumas figuras lendárias do mundinho fechado do eletrônico  carioca sambando e dançando juntinho. Aliás, achei bem bacana. Eu sempre lamentei ser de uma geração que não sabe dançar junto... Porque deve ser uma das melhores coisas da vida dançar colado com outra pessoa. Aos 20 e poucos, ou você gosta de forró (eu não suporto), ou você fica dançando de olhos fechados no meio da pista. Mesmo que você esteja acompanhado. E agora, com a Orquestra, a gente tem a chance de aprender a dançar ali mesmo, na hora, pisando no pé do cara e o cara pisando no seu pé (porque ele também dançava de olhos fechados e sozinho, lembra?). Os dois estão zerados, então a margem de erro é igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem foi o último dia da Orquestra. Nesta temporada, eles disseram, nesta temporada. Significa que deve voltar lá pras férias, em dezembro, ou algo assim. Quem sabe até lá, com o calor do verão, os garotos não voltam a raspar o rosto. Vou ficar torcendo, se ainda estiver solteira. se não etsiver, nem ligo. hehehe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-81209724?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/81209724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/81209724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_09_01_archive.html#81209724' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3366451.post-81209044</id><published>2002-09-05T16:03:00.000-07:00</published><updated>2002-09-05T16:03:06.070-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>I'm no fucking Buddhist but this is enlightment&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3366451-81209044?l=observacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/81209044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3366451/posts/default/81209044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://observacoes.blogspot.com/2002_09_01_archive.html#81209044' title=''/><author><name>Bruna Paixao</name><uri>https://profiles.google.com/107509356674733972070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-P0Ay2iLDZpE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/vB1mmHrwpeo/s512-c/photo.jpg'/></author></entry></feed>
